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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Vlad V: "Rush Catarinense" retorna aos palcos e traz clássicos ao Iceberg Rock Festival

A icônica banda blumenauense de Rock Setentista, Vlad V, retornou aos palcos no ano de 2022. Com uma história linda e uma bagagem extraordinária, o grupo comemora seus 36 anos de história, de Blues, Psicodelia e Rock n Roll. E esses são ingredientes de sobra do Iceberg Rock Festival, evento que os músicos estarão se apresentando no início de janeiro, na cidade de Lontras – SC.

Foto/Divulgação

Conhecido como “Rush Catarinense”, a Vlad V coleciona clássicos, shows, aparições e videoclipes, além de manter acesa a chama do Rock Progressivo. Desde o disco homônimo de 93, aquele que despertou a efervescência blumenauense nos palcos estado afora ou por meio do belo material “A Espada e o Dragão”, no qual consolida os músicos como grandes expoentes do Rock Brasileiro. Em 1999, no álbum “O Quinto Sol”, o grupo incorpora à sonoridade, resquícios do Folk, da MPB e com a presença de instrumentos como a flauta e o bandolim.

No novo século, em “Vol. IV”,os blumenauenses optam por trazer hits de seus outros materiais, tais como, “Doce Lar dos Malucos”, “Cavaleiros na Paisagem”, “Plantar Colher”, “Vento Sul”, também por contar com a participação de Celso Blues Boy e trazer versões das canções "Thick as a Brick”, “My God”, “Heavy Horses” do Jehtro Tull, além de Move Over da estadunidense Janis Joplin. No ano de 2005, por meio do disco “Viagens Acústicas”, os músicos difundem novas faixas e versões acústicas de seus hits, como é o caso de “Entre as Nuvens”.

Um pouco mais pesado, “Sigo o Som” busca extrair mais as guitarras e com isso o material se torna mais denso. Logo de cara, a canção tema do disco é uma consequência disso, assim como “Borboletas da Noite” e a preciosa “Vinte e Poucos Anos”. Dois anos depois, o Rush Catarinense novamente nos surpreende, dessa vez com um álbum mais conciso, cru e com mais peso ainda, pois somos apresentados ao “Na Casa do Rock”.

Após um período de seis anos sem lançamentos, a Vlad V em 2017 difunde o conceitual “Stratovladis”. Com dez canções, o mesmo traz canções autorais, clássicos e uma releitura de “House Of The Rising Sun” da banda The Animals. Dois anos depois do full length o guitarrista e vocalista Jean Carlo decide focar na sua carreira solo e a banda entra em hiato. No entanto, recentemente, junto com Ralf Machado no Baixo, Irineu Lenzi nos teclados e Lucas Scoz na bateria, Jean – que continua com sua carreira acústica – trouxe a Vlad V de volta aos palcos.

O grupo além dos discos, mantém duas coletâneas, a primeira gravada em 2008 com a denominação “Coletânea Longe do Fim I” e a segunda intitulada “Longe do Fim II”, lançada em 2011.

Formação Atual:

Jean Carlo (Guitarra e Vocal)

Ralf Machado (Baixo)

Irineu Lenzi (Teclado)

Lucas Scoz (Bateria)


Plataformas Virtuais:

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Blumenau: 10 videoclipes que marcaram a cena (Parte I)

A cidade de Blumenau respira cultura, seja pelo tradicionalismo alemão ou pelas casas noturnas e pubs que embalam a Capital da Cerveja. A música também é uma peculiaridade do município, uma vez que muitos artistas se destacam e são reconhecidos no cenário musical catarinense. Hoje, vamos lembrar de 10 videoclipes que marcaram os blumenauenses, seja pelas músicas que se tornaram clássicas nos rádios e streamings ou pelo desenvolvimento dos audiovisuais. 


Desde o Indie, até o Metal Extremo, a música é um diferencial que os artistas da cidade carregam com muito afinco e dedicação.


01- Stuart – Anti-Herói Barriga Verde

Gravado em 2006 na Praia do Gravatá, em Navegantes, a canção foi tirada do disco “Honestidade Não Enche A Barriga” e foi como um hit entre os blumenauenses. Indie Rock ou Alternativo, a Stuart retratou uma cômica história do arquétipo do anti-herói, como um cidadão do interior de Santa Catarina, conhecendo os prazeres e o cotidiano de uma cidade grande. 



02- Parachamas - Ultra-Branco

O Pop e o Ska sempre foram figurinhas carimbadas na sonoridade do Parachamas. Formado em 2006, o grupo tem vários discos lançados, tais como “Bem-vindo”, “Mesmo Que Ele Não Mereça” e o “Último”. Em 2009 difundiram o clipe “Ultra-Branco”, que evidencia as cores em um paralelo ao estado emocional, transformando tons monocromáticos em cores coloridas.



03 - Clube dos Corações Partidos – Amanhã, Tudo Bem

Lançado há sete anos, “Amanhã, Tudo Bem” é o videoclipe de uma das faixas do primeiro álbum da banda, Manual Prático Do Esquecimento (lançado em 2014). A delicadeza do clipe somada ao Folk Rock dos blumenauenses, é a combinação perfeita para um trabalho que transborda emoção. 



04 - Adorável Clichê - Poluição 

As cores também roubam o audiovisual de “Poluição” da Adorável Clichê, só que nesse caso, com a personificação de tons encarnados com efeitos relacionados à sinestesia experimental. Com nove anos de estrada, a banda é caracterizada por trazer em seu instrumental elementos díspares e uma miscelânea de estilos, desde o Shoegaze, Indie ou Lo-Fi. 



05 - Vlad V - Lar Doce Lar dos Malucos

O Rock n Roll quando se junta ao Blues forma uma sonoridade única, principalmente quando quem o executa, é uma banda com mais de 35 anos. A Vlad V dispensa comentários, pois é um dos maiores nomes do estilo no estado. Seus oito álbuns de estúdio salientam a qualidade surreal dos blumenauenses, que em 2015 difundiram o videoclipe do seu maior sucesso, “Lar Doce Lar dos Malucos”. Música esta que enfatiza a louca vida dos amantes e apreciadores do bom e velho rock n roll. 



06 - Hopeless Army- Never Surrender

Sabe quando o Silverstein, o Papa Roach e o Suicide Silence se convergem? A Hopeless Army proporciona exatamente essa junção, mas com sua identidade. Em terra de Ponto Nulo No Céu e Prólogo, os músicos também são destaques no Metalcore catarinense. “Never Surrender” é a prova disso, pois mostra os vocais, ora rasgados, ora graves de Rafha e uma violência descomunal. 



07- Perpetual Dreams - Push

Alguém sentiu falta do preciosíssimo Heavy Metal? A Perpetual Dreams faz isso com maestria e técnica, como no clipe “Push”, divulgado em 2019. Com 26 anos de histórias, o grupo coleciona quatro discos, duas demos e um nome consolidado no cenário underground. Taca o play, e acompanha a qualidade da Perpetual:



08 - Before Eden - The Wizard Of The South

Celeiro do Metal, outra vertente mostrou força e sempre carregou uma legião de fãs e apoiadores. O Progressive/Power Metal da Before Eden é simplesmente magnífico, seja pela alternância entre riffs ou pelas músicas recheadas de temáticas de fantasia. Com três discos lançados, os blumenauenses divulgaram em 2016, o audiovisual “The Wizard Of The South”, que juntou imagens da apresentação dos músicos em um evento. 




09- Pain of Soul - Climbing

Uma das maiores bandas catarinenses, a banda Pain Of Soul, formada em 2000, é conhecida pela temática melancólica, e a sonoridade ímpar que nasce da junção do Gothic, Doom e Death Metal. Há dois anos, os blumenauenses lançaram o seu primeiro videoclipe, trata-se de “Climbing”, que ganhou destaque no audiovisual blumenauense. 



10 - The Zorden - Hey Blumenau

E nada melho do que fechar a lista com uma bela homenagem à terceira maior cidade do estado. Em 2015, a The Zorden difundiu “Hey Blumenau”, gravada no belíssimo Teatro Carlos Gomes com takes de imagens do município, a canção celebra a cultura local e exibe o carinho dos músicos pela Capital da Cerveja. A The Zorden possui uma vasta trajetória de 25 anos apresentando o Rock/MPB.




domingo, 10 de novembro de 2019

Grito da Terra: A arte, a cultura e a música resistem e permanecem sinérgicas

A cidade de Concórdia- SC vai receber mais uma edição do tradicional evento psicodélico, Grito da Terra Rock Festival.

Cartaz
O festival lembrado por seu âmago artístico e também pela conexão com a natureza traz a todos uma atmosfera ímpar e saudosista em meio a um momento caótico vivido com a ascensão do conservadorismo.

O Grito da Terra Rock Festival vai receber 19 bandas, intervenções culturais, espetáculos teatrais, oficinas, tarô, yoga com musicoterapia, o grupo Marreca Blues Brothers e a participação de Gabi Leal explorando o Blues, a MPB e outros estilos. O show da artista independente vai acontecer ao redor de um rio.

A banda Ave Sangria trará uma bagagem de 50 anos de atividade. Com clássicos como “Pirata”, “Dois Navegantes”, “Vendavais” e “Seu Waldir”, os pernambucanos ainda apostam na psicodelia, na sinestesia e nas metáforas literárias características em suas composições.


Originários de João Pessoa, a Glue Trip é um duo experimental que carrega as nuances de um projeto inovador e totalmente conceitual. O grupo já possui em sua discografia, dois trabalhos, o Ep “Just Trippin” e o seu disco homônimo.


A Mulamba de Curitiba- PR carrega nas temáticas de suas letras o emponderamento, a desconstrução e uma linguagem poética. As músicas explicitam o Rock e a MPB através de uma performance representativa que também é presente nos seus audiovisuais divulgados. 


Formada em 2012, por Adriano “Baga” Rottini e Leandro “Pirata” Rosa, a Baga-Pirata é instrumental e tem em sua sonoridade uma miscelânea de estilos, indo desde Rock, Blues, Funk, Soul, Jazz, Reggae e muito mais.

A Bike de São Paulo é um Power Trio que enfatiza o Psych Rock e suas facetas. O grupo possui diversos materiais, tais como “1943” e “A Montanha Sagrada”, em ambos é possível perceber o misticismo e o hermetismo.

Com aquela atmosfera gostosa de uma melodia suave e ao mesmo tempo sólida, a Carlota Joaquina de Chapecó- SC chega ao Grito na difusão do seu novo videoclipe “Dirigível”. Os chapecoenses possuem três materiais, o álbum “Vou te Roubar”, um DVD e o ep “De Volta ao Início” que intencionalmente preserva características do início da banda.


A Gepetos carrega um viés experimental ao ingressar em sua sonoridade elementos de Jazz, Rock, Brasilidades e Música Erudita. A banda de Passo Fundo- RS trabalha com dois materiais, seu primeiro disco homônimo e “Tudo Lá”, divulgado em 2013.

O projeto instrumental Mar de Marte de Erechim- RS é um dos mais promissores do interior do estado. Com um estilo próprio, um clímax minimalista e investindo no cósmico e no intimista, o grupo inova através do seu Ep e de seus videoclipes.


Ativa desde 2014, a banda Não Alimente os Animais exibe um Rock Alternativo com um instrumental síncrono e totalmente técnico. Os sul-caxienses possuem destaque no cenário musical do Sul e isso se dá através do seu álbum homônimo que contém oito faixas.

A representante internacional é a Naked de Belgrado- Sérvia. Com uma proposta diferenciada, os músicos apostam numa mistura de Grooves Mundiais e de Jazz. A identidade musical diferenciada é encontrada por arranjos ricos e enérgicos.


Naturais de Porto Alegre- RS, os músicos da Nobs exibirão um Rock com pitadas clássicas ao entorno de composições em inglês. “Lab Album”, “Starmachine” e “Tragic Magic” são os discos da banda porto-alegrense.  

A Pevê e os Postulados irão expor canções próprias do Folk Rock ao Rock Clássico. As músicas em português são uma das peculiaridades do projeto.

Com nome um tanto quanto sugestivo, a Pepe Mujica Band traz o Rock Alternativo e suas especificidades.

A Picanha de Chernobill é experimental e cria sua própria atmosfera, com seus nomes incomuns para composições, criatividades nos audiovisuais e a versatilidade nos arranjos do instrumental. Os músicos possuem quatro materiais, “Picanha de Chernobill”, “O Velho e o Bar”, “O Conto, a Selva e o Fim” e o mais recente “Sobrevive”.


Advindos de Rio Grande- RS, a The Experience Nebula Room é instrumental e carrega referências setentistas e psicodélicas. Com uma sonoridade muito bem apresentada, os músicos esboçam três eps e um disco denominado “Ouroboros”.

Com uma ideia diferenciada sem a ingressão da guitarra, a Two Step Flow é uma explosão elementar de Jungle Rock. O baixo e a bateria cadenciam-se e criam uma nova atmosfera que devidamente introduz à sonoridade um Rock californiano swingado e traços do Metal Moderno.

Com influências do Rock Gaúcho e Britânico além de ter um nome consolidado no cenário catarinense musical, a chapecoense Variantes carrega quase 15 anos de carreira. Na divulgação do seu novo álbum “Pra Variar”, o grupo pretende usar o Grito Da Terra para solidificar as músicas atuais.


A Vlad V é um ícone do Rock Catarinense e misturará sua renomada psicodelia ao projeto Máquina Seca que também enfatiza músicas em português e releituras de grandes artistas nacionais. O show vai ser único e consequentemente enérgico, subterfúgios alguns poderão tirar o clima da bela performance dos grupos.

Dia: 14/11 a 17/11
Ingressos: R$150,00
Local: Linha 24 de fevereiro, Concórdia- SC 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Parceiros do Underground #3: Maykon Kjellin (O Subsolo)

O terceiro episódio do Parceiros do Underground emerge de Imbituba - SC, cidade onde reside o escritor e designer Maykon Kjellin. Ele é idealizador e fundador da imprensa O Subsolo e também integrante das mídias A Hora Hard e Urussanga Rock Music, além de atuar como baterista no grupo Dark New Farm.


O músico nos contou um pouco sobre experiências no meio independente, as artimanhas para a elaboração das matérias e muito mais o que se envolve em colocar em prática uma mídia. 




Quando foi o primeiro contato que você teve com o Rock/Metal?

Maykon: Foi bem pequeno, não sei que idade deveria ter, mas lembro que fiquei chocado quando o Mamonas Assassinas faleceram, meu pai tinha me dado uma fita dos caras e eu andava com aquilo para cima e para baixo. Era minha "fita da sorte" hahahaha. Meu pai me apresentou muita coisa boa, clássicos como Nirvana, Scorpions, CBJr, Zé Ramalho e o amor só foi aumentando.

O que o levou a montar uma mídia independente?

Maykon: Eu queria cooperar mais fora dos palcos. Minha antiga banda (Doctor Jimmy), fez um show foda uma vez e eu fiquei chateado por não ter nenhum registro, muito menos escrito e eu queria criar algo que fosse como um arquivo da região sul catarinense, no fim, se tornou algo bem mais extenso, hoje O SubSolo atende o Brasil inteiro.

O Subsolo atualmente é uma das principais mídias underground brasileiras e há uma gradativa evolução. Quais são os principais fatores para esse crescimento?

Maykon: Cara, acho exagerado dizer que somos uma das principais mídias, pois somos uma mídia pequena. Mas confesso que estamos em crescimento e isso se deve a união e a boa escolha da equipe, todos tem minha admiração, até os ex-membros da equipe.

Em todo esse tempo como imprensa, quais matérias você destacaria?

Maykon: Eu fiz uma matéria que me orgulho muito, foi com a Aline Iladi, guitarrista do Silent Empire, foi uma que quando terminei de editar saiu lágrima dos meus olhos e me senti um jornalista de verdade, e sem querer ofender ninguém, foi nesse momento que vi que o talento dessa profissão vem do coração e foi isso que fiz com essa matéria, para mim é a mais especial feita por mim. Fica o link (http://www.osubsolo.com/2017/05/especial-superacoes-do-underground-02.html).

Fora isso, não tem como não destacar a entrevista com Andreas Kisser (Sepultura / De La Tierra) realizada por Vinicius Saints. Entrevista do Pedro Poney (Violator) feito pela Thabata Solazzo. Entrevista com Mauricio Nogueira (Matanza) feita pelo Marcel Caldeira e mais uma do menino Vinicius, a resenha do "MachineMessiah", elogiada pelo próprio Sepultura.

Como se sucedeu a ideia da criação do Subsolo Rock Festival?

Maykon: Eu sou um cara teimoso, que adoro me ferrar no underground, pode ser isso hahaha. Acho que faltava um "a mais", acho que toda iniciativa tem que ter um toque especial e o nosso foi o festival, fora as coletâneas físicas que vale lembrar.

Atualmente a mídia conta com quantos integrantes?

Maykon: O SubSolo conta com nove redatores.

Como se dá o procedimento de escolha para a elaboração das matérias?
Há algum pré-requisito?

Maykon: O pré-requisito é simples, não ser chato e ficar cobrando no privado (sério, isso é muito chato caras, não façam) e mandar material completo, uma banda que não tem release nos dias de hoje é inadmissível, por favor né. As bandas hoje faltam com profissionalismo e querem ainda cobrar cachê alto. Tenham de início, logo, release e fotos, e claro, um bom trabalho gravado.

E como você trabalha para organizar o tempo entre banda, organizador e imprensa?

Maykon: Ainda tenho minha assessoria, coopero para o Underground Extremo, Metal Etílico e as vezes até Urussanga Rock, né patrão Guigo? hahaha. Não é fácil, a tarefa é dificil e isso me esgota, principalmente pela falta de reciprocidade. Ultimamente abro a plataforma de criação de matérias e fico pensando se devo realmente perder tempo escrevendo, não tenho mais o mesmo tesão de antes. E a falta de cooperação das bandas de divulgarem os próprios links que são mencionados, vai enchendo o saco.

Quais são as principais dificuldades enfrentadas no desenvolvimento das matérias?

Maykon: como citei lá em cima, falta de profissionalismo das bandas que não tem nem material, sem material não sei nem por onde começar.

Qual sua visão sobre o cenário catarinense atual e o que pode ser melhorado?

Maykon: Comecei a acreditar que o tal "união" é balela mesmo, infelizmente cai na real. Eu batia no peito e brigava para dizer que existia, mas não existe. Banda da nossa região precisou de mim e eu ajudei, no fim, lançaram ou ainda vão lançar, não sei, o clipe por uma mídia lá da puta que pariu, aí desanima né? Falta de consideração. Acho que falta consciência, humildade, é muito músico comendo sardinha e arrotando salmão. Falta tirar o rabo do sofá e participar mais dos eventos, não ficar do lado de fora, não tentar burlar para não pagar a entrada, existe tantos problemas a serem corrigidos...

Há união entre as mídias?

Maykon: Entre as mídias sim e é surpreendente como todas as mídias que conheço se ajudam sem frescura. É um prazer estar entre elas com certeza.

O que motivou o fim da Web Rádio do O Subsolo?

Maykon: Bandas que mandam músicas e não tiram dez minutos do dia para ouvir, programas ao vivo d'O SubSolo aos domingos para 2 ou 3 ouvintes, mesmo com divulgação pegando fogo. O pessoal só quer e não quer ajudar, quer se apoiar mas não quer apoiar, é complicado. Isso é triste, foi bem frustante para mim anunciar o fim da rádio. Estou incomodado até hoje!

Cinco bandas catarinenses.

Maykon: AlkanzA, Eletromotriz, Orquídea Negra, Viletale, Vlad V.

Cinco bandas da região de Tubarão.

Maykon: DeadNation, AlkanzA, Dark New Farm, Distressed, Alucinia.

Cinco mídias independentes.

Maykon: Rifferama, A Hora Hard, Underground Extremo, Urussanga Rock Music e Cultura em Peso.

Em nome da Urussanga Rock Music, agradeço a disponibilidade para a entrevista. Se puder, deixe um recado para os leitores que nos acompanham.

Maykon: O que o Guigo e a Leandra fazem, é coisa de outro mundo. Resenha em escrita, vídeo entrevista e ainda batem foto. E tem cuzão que não dá valor e quando a gente cansa, dá as costas e não se dedica mais, começa o mimimi e o arrependimento, isso não é só com mídia, é com bares, festivais, projetos e tudo o que podemos imaginar. Temos que APOIAR SIM, temos que tentar a balela de união SIM, temos que nos ajudar SIM e temos que ser um só, ou se não, o barco afunda. Vamos ser menos babacas e mais família. Obrigado pelo espaço Urussanga Rock!


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