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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Blumenau: 10 videoclipes que marcaram a cena (Parte I)

A cidade de Blumenau respira cultura, seja pelo tradicionalismo alemão ou pelas casas noturnas e pubs que embalam a Capital da Cerveja. A música também é uma peculiaridade do município, uma vez que muitos artistas se destacam e são reconhecidos no cenário musical catarinense. Hoje, vamos lembrar de 10 videoclipes que marcaram os blumenauenses, seja pelas músicas que se tornaram clássicas nos rádios e streamings ou pelo desenvolvimento dos audiovisuais. 


Desde o Indie, até o Metal Extremo, a música é um diferencial que os artistas da cidade carregam com muito afinco e dedicação.


01- Stuart – Anti-Herói Barriga Verde

Gravado em 2006 na Praia do Gravatá, em Navegantes, a canção foi tirada do disco “Honestidade Não Enche A Barriga” e foi como um hit entre os blumenauenses. Indie Rock ou Alternativo, a Stuart retratou uma cômica história do arquétipo do anti-herói, como um cidadão do interior de Santa Catarina, conhecendo os prazeres e o cotidiano de uma cidade grande. 



02- Parachamas - Ultra-Branco

O Pop e o Ska sempre foram figurinhas carimbadas na sonoridade do Parachamas. Formado em 2006, o grupo tem vários discos lançados, tais como “Bem-vindo”, “Mesmo Que Ele Não Mereça” e o “Último”. Em 2009 difundiram o clipe “Ultra-Branco”, que evidencia as cores em um paralelo ao estado emocional, transformando tons monocromáticos em cores coloridas.



03 - Clube dos Corações Partidos – Amanhã, Tudo Bem

Lançado há sete anos, “Amanhã, Tudo Bem” é o videoclipe de uma das faixas do primeiro álbum da banda, Manual Prático Do Esquecimento (lançado em 2014). A delicadeza do clipe somada ao Folk Rock dos blumenauenses, é a combinação perfeita para um trabalho que transborda emoção. 



04 - Adorável Clichê - Poluição 

As cores também roubam o audiovisual de “Poluição” da Adorável Clichê, só que nesse caso, com a personificação de tons encarnados com efeitos relacionados à sinestesia experimental. Com nove anos de estrada, a banda é caracterizada por trazer em seu instrumental elementos díspares e uma miscelânea de estilos, desde o Shoegaze, Indie ou Lo-Fi. 



05 - Vlad V - Lar Doce Lar dos Malucos

O Rock n Roll quando se junta ao Blues forma uma sonoridade única, principalmente quando quem o executa, é uma banda com mais de 35 anos. A Vlad V dispensa comentários, pois é um dos maiores nomes do estilo no estado. Seus oito álbuns de estúdio salientam a qualidade surreal dos blumenauenses, que em 2015 difundiram o videoclipe do seu maior sucesso, “Lar Doce Lar dos Malucos”. Música esta que enfatiza a louca vida dos amantes e apreciadores do bom e velho rock n roll. 



06 - Hopeless Army- Never Surrender

Sabe quando o Silverstein, o Papa Roach e o Suicide Silence se convergem? A Hopeless Army proporciona exatamente essa junção, mas com sua identidade. Em terra de Ponto Nulo No Céu e Prólogo, os músicos também são destaques no Metalcore catarinense. “Never Surrender” é a prova disso, pois mostra os vocais, ora rasgados, ora graves de Rafha e uma violência descomunal. 



07- Perpetual Dreams - Push

Alguém sentiu falta do preciosíssimo Heavy Metal? A Perpetual Dreams faz isso com maestria e técnica, como no clipe “Push”, divulgado em 2019. Com 26 anos de histórias, o grupo coleciona quatro discos, duas demos e um nome consolidado no cenário underground. Taca o play, e acompanha a qualidade da Perpetual:



08 - Before Eden - The Wizard Of The South

Celeiro do Metal, outra vertente mostrou força e sempre carregou uma legião de fãs e apoiadores. O Progressive/Power Metal da Before Eden é simplesmente magnífico, seja pela alternância entre riffs ou pelas músicas recheadas de temáticas de fantasia. Com três discos lançados, os blumenauenses divulgaram em 2016, o audiovisual “The Wizard Of The South”, que juntou imagens da apresentação dos músicos em um evento. 




09- Pain of Soul - Climbing

Uma das maiores bandas catarinenses, a banda Pain Of Soul, formada em 2000, é conhecida pela temática melancólica, e a sonoridade ímpar que nasce da junção do Gothic, Doom e Death Metal. Há dois anos, os blumenauenses lançaram o seu primeiro videoclipe, trata-se de “Climbing”, que ganhou destaque no audiovisual blumenauense. 



10 - The Zorden - Hey Blumenau

E nada melho do que fechar a lista com uma bela homenagem à terceira maior cidade do estado. Em 2015, a The Zorden difundiu “Hey Blumenau”, gravada no belíssimo Teatro Carlos Gomes com takes de imagens do município, a canção celebra a cultura local e exibe o carinho dos músicos pela Capital da Cerveja. A The Zorden possui uma vasta trajetória de 25 anos apresentando o Rock/MPB.




sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Pain Of Soul: A melancolia e a solidão caminham juntas em "Climbing"

Há pouco mais de um mês, a banda de Doom Metal blumenauense, Pain Of Soul, lançou seu novo trabalho, trata-se do videoclipe “Climbing”.


O videoclipe dirigido por Gabriel Goldman é uma narrativa em que a personagem principal, interpretada pela vocalista Daniele Letícia Martendal se vê atormentada pelo vazio existencial e com isso caminha dentre os cômodos de uma casa de uma maneira melancólica. Ao chegar no âmago do clipe, ela se depara com seu corpo frígido ao chão em um suposto funeral.

A música possui um instrumental arrastado, típico das bandas do estilo, mas exibe riffs cadenciados que alternam à medida que a música ganha seu ar sombrio. Já, a composição explicita a doença, a tristeza e a solidão contidas no ser humano e a forma como o mesmo se deteriora ao cair num ciclo permanente, evidenciados através da morbidez e da agonia dos dias vividos.  

Sobre a banda
Uma das maiores bandas catarinenses, a Pain Of Soul foi formada em 2000, na cidade de Blumenau- SC. Lembrada pela presença nítida do Gothic Metal, Doom Metal e Death Metal, o grupo aposta na junção dos três estilos e também na ideia de trazer uma temática triste, soturna e de sofrimento. A banda tem em sua discografia cinco materiais, duas demos, um single e dois discos, sendo estes, “The Cold Lament” e o mais recente “The Rustle Of The Leaves”.

Formação:
Daniele (Vocal)
Joel (Guitarra e Vocal)
Luiz (Bateria)
Mailon (Guitarra)


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

River Rock Festival 2018: A Aliança Se Consolida (Parte 3)

Depois de um sábado muito agitado, o domingo ressurge com o cantar dos pássaros, com a poesia de Hugo Deigman, com o ronco dos metalheads e com aquela cara de ressaca pós porre. Mas é o último dia, então é sempre bom guardar aquela energia extra para os moshes e shows.



Com um viés artístico complementado à musica, a florianopolitana Paraverso perambula por caminhos teatrais e por uma atmosfera peculiar, esses fatores trazem a aproximação do público com o artista.

De Jaraguá do Sul origina-se um dos grupos mais alternativos. A Rec On Mute formada em 2012 busca referências musicais no estilo shoegaze e pós-punk, na playlist dos músicos é comum a presença de Sonic Youth, Joy Division, Placebo, entre outros artistas. A banda tem um trabalho lançado, o Ep “Hereafter” difundido em 2014.

A banda Velvet Lips é totalmente formada por mulheres e fazem um Rock n Roll com pinceladas de Punk. O grupo surgiu em 2013 na cidade de Florianópolis e gradativamente está desenvolvendo materiais autorais para difusão, inclusive há nove meses atrás acabaram divulgando o videoclipe “Disfarce”.



Uma das bandas mais notáveis de Santa Catarina, a Pain Of Soul de Blumenau- SC regressa ao River Rock Festival. A banda exibe um Gothic/Doom Metal regado a letras melancólicas, solitárias e que retrata o vazio existencial. Os músicos têm duas demos lançadas, um single e dois full length, o “The Cold Lament” e o “The Rustle Of The Leaves”. O show manterá o misticismo habitual e agregará todos presentes aos riffs fúnebres.

A segunda representante internacional será a Turba Iracunda da Argentina. O grupo antifascista carrega consigo influências como Sick It Of All, The Exploited, Rage Against The Machine, entre outras bandas. Umdestaque que vale ressaltar é o álbum “Desde El Fondo Del Basurero” divulgado de forma independente em 2008.  Em seu lema deixam claro “Luchamos contra el burgues!, Luchamos contra la domesticacion de nuestros corpos y mentes!!!

Sobe aos palcos a blumenauense Agony Voices e com eles treze anos de história. Em toda a trajetória o grupo lançou três materiais, o single “Forest Of Tears” e os álbuns “The Sin” e “Mankind’s Glory”. O som deles é destacado basicamente pela técnica e coesão do instrumental e justamente pela abrangência de estilos na formação das composições como o Doom, o Djent, o Death e o Prog, além das letras que fomentam os sentimentos agonizantes.

A última banda a se apresentar no festival, a encarregada de fechar as cortinas, é um dos maiores nomes do Blues Sul-Americano. A Blues Etílicos vem para fazer alguns shows em SC, com destaque para Urussanga e para o River. Os cariocas já angariam mais de 30 anos na cena brasileira e possuem clássicos como “Cerveja”, “Misty Mountain”, “Canceriano Sem Lar”, “O Louco da Cidade” entre outros hits conhecidos entre os amantes do blues. Prepare-se para um show épico, com o melhor da originalidade que os músicos ainda dispõe.

Anote na agenda os dias 07, 08 e 09 de setembro e venham comparecer esse bombardeamento de cultura, música, arte e teatro através do River Rock Festival, um dos maiores festivais brasileiros. Apoie o cenário independente e prestigie os grupos de sua região.


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