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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Turba Iracunda: A Resistência Antifascista Latino-Americana

Em setembro a Urussanga Rock Music esteve cobrindo o River Rock Festival e conhecemos a banda Turba Iracunda de Buenos Aires- ARG.


Os músicos estão na ativa há mais de 14 anos e trazem consigo a chama do HC/Metal de protesto, quebrando os pilares da burguesia. Inclusive os músicos na entrevista abaixo respondida por Cepe, nos contaram um pouco sobre a revolução latino-americana, a situação política atual no continente e sobre a sensação de tocar em um dos maiores festivais do Brasil. 


Primeiramente muito obrigado pela entrevista. Como foi o surgimento da banda?Turba Iracunda: Olá, a banda começou há quase 15 anos. O guitarrista Gedy tinha sido parte juntamente com Igal de uma banda de Hardcore (Confusão Mental) no início dos anos 90, quando este movimento surgiu aqui na Argentina. Com o fim da banda, Gedy, Oscar e Cepe iniciaram um novo projeto com Igal na bateria, Tincho na guitarra e um baixista. Nasce a Turba Iracunda.

Quais foram as principais influências musicais?
Turba Iracunda: A variedade de gostos musicais dentro da banda é vasta como Punk, Heavy Metal e Hardcore influenciado por bandas como Rage Against the Machine, Sepultura, The Exploited, Suicidal Tendencies, Madball, La Polla Records, The Ramones e muitos outros.

E sobre os discos. Quantos e quais trabalhos vocês já divulgaram nesses 14 anos de trajetória?
Turba Iracunda: Nós lançamos um álbum “Desde El Fondo Del Basurero”, dois Eps “Tu Eres La Antorcha” e “Canciones Para Oprimidos”, esse último em distribuição no Brasil. O grupo também participou de algumas compilações.

Em setembro, vocês tocaram no River Rock Festival em Indaial. Qual o feedback de vocês sobre o evento? Na Argentina, os festivais são semelhantes com o nosso?
Turba Iracunda: A verdade é que encontramos excelentes pessoas, como uma grande família. Além dos irmãos que fizeram a nossa participação, os organizadores do festival e as pessoas que estavam presentes nos trataram muito bem. Para nós foi uma experiência inesquecível, infelizmente na Argentina não acontece esse tipo de festival.

E falando no Brasil. Hoje em nosso país há uma ascensão do fascismo na política, militares surgem para pregar os pilares da extrema direita. E recentemente vocês passaram pelo mesmo problema na Argentina. De acordo com as composições que vocês possuem e pela ideologia que pregam, qual a opinião sobre essa ascensão do conservadorismo na América do Sul?
Turba Iracunda: Estamos muito mal, a Direita avançou na América Latina oprimindo a todos os povos, manipulando meios para seu interesse, reprimindo os protestos e censurando as pessoas que pensam diferente. Além disso estão fechando centros e espaços culturais e para nós resta ser a resistência e lutar contra isso novamente.

Pela proximidade geográfica entre os dois países, vocês acreditam que ainda há uma barreira de difusão de bandas entre Brasil e Argentina?
Turba Iracunda: Totalmente, ambos os países estão perdendo bandas excelentes. No entanto, isso nós podemos mudar ao convidar bandas brasileiras a tocar na Argentina e vice-versa.

Quais os novos projetos do grupo? Há algum material sendo desenvolvido?
Turba Iracunda: No momento estamos finalizando o nosso segundo disco, com 14 músicas em nosso estilo, a essência do furioso Hardcore Punk de protesto.

Formação Atual.
Turba Iracunda: A formação conta com Igal (Bateria), Jota (Baixo), Gedy e Tincho (Guitarras), Oscar e Cepe (Vocais).

Plataformas Virtuais.

Em nome da Urussanga Rock Music, agradeço a disponibilidade para a entrevista. Se puder, deixe um recado para quem nos acompanha.
Turba Iracunda: Eternamente grato a todos os irmãos que tornaram a viagem em terras brasileiras possível, fortalecemos o laço com eles e conhecemos pessoas excelentes. Devemos mencionar as seguintes bandas parceiras: F.A.R.P.A, Homem Lixo e Chute no Rim, que fizeram isso acontecer. Também agradecemos imensamente a Urussanga Rock Music pela entrevista.


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

River Rock Festival 2018: A Aliança Se Consolida (Parte 3)

Depois de um sábado muito agitado, o domingo ressurge com o cantar dos pássaros, com a poesia de Hugo Deigman, com o ronco dos metalheads e com aquela cara de ressaca pós porre. Mas é o último dia, então é sempre bom guardar aquela energia extra para os moshes e shows.



Com um viés artístico complementado à musica, a florianopolitana Paraverso perambula por caminhos teatrais e por uma atmosfera peculiar, esses fatores trazem a aproximação do público com o artista.

De Jaraguá do Sul origina-se um dos grupos mais alternativos. A Rec On Mute formada em 2012 busca referências musicais no estilo shoegaze e pós-punk, na playlist dos músicos é comum a presença de Sonic Youth, Joy Division, Placebo, entre outros artistas. A banda tem um trabalho lançado, o Ep “Hereafter” difundido em 2014.

A banda Velvet Lips é totalmente formada por mulheres e fazem um Rock n Roll com pinceladas de Punk. O grupo surgiu em 2013 na cidade de Florianópolis e gradativamente está desenvolvendo materiais autorais para difusão, inclusive há nove meses atrás acabaram divulgando o videoclipe “Disfarce”.



Uma das bandas mais notáveis de Santa Catarina, a Pain Of Soul de Blumenau- SC regressa ao River Rock Festival. A banda exibe um Gothic/Doom Metal regado a letras melancólicas, solitárias e que retrata o vazio existencial. Os músicos têm duas demos lançadas, um single e dois full length, o “The Cold Lament” e o “The Rustle Of The Leaves”. O show manterá o misticismo habitual e agregará todos presentes aos riffs fúnebres.

A segunda representante internacional será a Turba Iracunda da Argentina. O grupo antifascista carrega consigo influências como Sick It Of All, The Exploited, Rage Against The Machine, entre outras bandas. Umdestaque que vale ressaltar é o álbum “Desde El Fondo Del Basurero” divulgado de forma independente em 2008.  Em seu lema deixam claro “Luchamos contra el burgues!, Luchamos contra la domesticacion de nuestros corpos y mentes!!!

Sobe aos palcos a blumenauense Agony Voices e com eles treze anos de história. Em toda a trajetória o grupo lançou três materiais, o single “Forest Of Tears” e os álbuns “The Sin” e “Mankind’s Glory”. O som deles é destacado basicamente pela técnica e coesão do instrumental e justamente pela abrangência de estilos na formação das composições como o Doom, o Djent, o Death e o Prog, além das letras que fomentam os sentimentos agonizantes.

A última banda a se apresentar no festival, a encarregada de fechar as cortinas, é um dos maiores nomes do Blues Sul-Americano. A Blues Etílicos vem para fazer alguns shows em SC, com destaque para Urussanga e para o River. Os cariocas já angariam mais de 30 anos na cena brasileira e possuem clássicos como “Cerveja”, “Misty Mountain”, “Canceriano Sem Lar”, “O Louco da Cidade” entre outros hits conhecidos entre os amantes do blues. Prepare-se para um show épico, com o melhor da originalidade que os músicos ainda dispõe.

Anote na agenda os dias 07, 08 e 09 de setembro e venham comparecer esse bombardeamento de cultura, música, arte e teatro através do River Rock Festival, um dos maiores festivais brasileiros. Apoie o cenário independente e prestigie os grupos de sua região.


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