No último dia 11, a banda brasiliense Arandu Arakuaa
divulgou “Waptokwa Zawré”, seu novo videoclipe. Esse será o primeiro, de muitos
audiovisuais que os músicos divulgarão durante o ano de 2020.
O vídeo foi dirigido por Caio Cortonesi e exibe takes
individuais dos integrantes com instrumentos índigenas, através do contato com
a natureza. A canção possui uma sonoridade calma que aos poucos se cadencia em
complemento à composição. Esta escrita por Zândhio Huku é composta no idioma
Akwe Xerente, e trata sobre o empirismo e o poder de ancestralidade dos elementos
como Terra, Água, Ar e Sol.
Sobre a banda
O grupo de Folk Metal foi criado em 2008 com uma proposta
de executar suas músicas em línguas nativas. Rapidamente a banda foi tendo o
reconhecimento e a cada show, uma performance única e totalmente enriquecedora.
Os brasilienses já lançaram três discos, “Kó Yby Oré”, “Wdê Nnãkrda” e o mais recente “Mrã Waze”.
Facebook da banda
Formação Atual
Zândhio Huku (Guitarra/Voz/ Viola Caipira /Instrumentos Indígenas)
Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, aconteceu na cidade de
Indaial- SC o River Rock Festival. O evento tradicional nos calendários do
Metal Catarinense contou com a presença de mais de 500 pessoas e participação
de trinta bandas, diversas mídias credenciadas, amplo espaço para camping, infraestrutura
diferenciada (chuveiros quentes, limpeza rotineira dos banheiros, diversidade
gastronômica, lojas de merchs) e uma paisagem natural que vai de encontro aos
propósitos do fest, “A Festa das Tribos”.
Divulgação
Com a companhia de uma mini excursão advinda de Lages- SC,
nós embarcamos para mais uma aventura nos festivais catarinenses. De Metal
Extremo, a Folk e a um Sertanejão Antigo, fomos conhecendo os municípios do
vale e nos deslocando para o evento. Às 00:00 min chegamos no Rota KM 66 e o
Ratos de Porão fazia sua apresentação.
Ratos de Porão (SP)
Lá no River, conhecemos nossas instalações, que consistia
numa sala de imprensa, com vários cartazes e divulgações do evento, além de um espaço
carinhosamente destinado pelo Adilson Frenzel para nos acomodarmos. Com dele,
há outros cinco integrantes da organização, sendo Adriano Ribeiro, Ariel
Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda que durante o
festival cuidaram de todos os detalhes para que o mesmo fosse marcante, como as
edições anteriores.
Sexta-Feira
A primeira banda que vimos nos palcos foi a Pogo Zero Zero
de São José- SC. O grupo tem 'bala na agulha', já que celeridade e rapidez são
suas principais características.
Pogo Zero Zero (SC)
A noite
iria contar com a High Butcher, mas infelizmente por motivos pessoais os
paranaenses não puderam se apresentar. Com isso, a Cosmic Soul se exibiu e
trouxe um tributo à lendária banda de Metal, Death.
Sábado
Depois de duas entrevistas realizadas na noite de sexta, com Ratos de Porão e com PZZ, o
dia se encerrou e as atividades começaram por volta das 11 horas da manhã. A
Apócrifos reuniu músicos experientes, uma sonoridade díspar e um doom com
referências de várias vertentes do Metal.
Apócrifos (SC)
A Balboa’s Punch cada vez mais se consolida no cenário
catarinense. Os riosulenses apresentaram “Payng With The Life, um clássico da
banda Rhestus, suas músicas autorais e estão no desenvolvimento de um novo
videoclipe.
A 100 Dogmas fez uma apresentação recheada de músicas
autorais, tais como “Ansiedade”, “Genética”, “Resistência & Emilio Calandra”,
além de tocar “Walk” da banda Pantera, com participação especial de Alex Cole
(Homem Lixo).
100 Dogmas (SC)
A Obscurity Vision é um ícone do Metal Catarinense. Os
criciumenses carregam uma bagagem de 22 anos de carreira e o seu disco de
estreia “Dark Victory Day”. Além disso, os músicos apostam no visual artístico,
na sincronia das duas guitarras e no Black Metal cru, evidenciado através de
suas músicas próprias e de seu cover de Rotting Christ.
Obscurity Vision (SC)
Também proveniente do sul catarinense, a The Undead Manz
impressiona pela qualidade sonora, pelo visual peculiar e por suas temáticas
muito bem trabalhadas. O grupo permeia entre o Horror, o Industrial e o Modern
Metal, fugindo dos estereótipos e mesclando influências diversas a suas
canções.
The Undead Manz (SC)
Em uma conversa com Paulo Ricardo Silva (Imago Mortis), o
mesmo nos informou sobre os novos projetos do grupo, acerca do lançamento do
single “Black Widow” e da aventura de encarar 1200km para acompanhar o River
Rock Festival.
As mídias pouco a pouco se estabeleciam no evento e faziam
suas devidas coberturas, o Agenda Metal com Priscila Ramos e Raul Noering, o
Underground Extremo com Luiz Harley Caires, o Cultura em Peso através de
Jonathan Dino, O Subsolo com Sidney Oss Emer, o Som Pesado por Vagner Aguiar e Claudio
Tiberius com seu novo canal.
Ao decorrer do evento, as entrevistas foram acontecendo. Assim,
como as fotos e vídeos que fomos desenvolvendo, isso impossibilitou de acompanharmos
às bandas Gueppardo e o artista blumenauense Deny Bonfante.
Gueppardo (RS)
Uma das bandas que mais impressionou o público presente,
foi a Sinaya. O grupo de Death Metal agitou os headbangers do início ao fim,
mantendo intensidade, ferocidade e riffs rápidos a cada música. Não tinha lugar
para ficar parado e isso é uma das peculiaridades do grupo paulista, que com
sua nova formação mantiveram a mesma pegada e originalidade.
Sinaya (SP)
A Justabeli em sua entrevista já mencionava, “viemos para
trazer o caos, a guerra” e isso evidenciou em seu show. A banda bem postada no
palco reproduziu seus clássicos, “Cause the War Never Ends”, “Satan’s Whore”,
entre outros clássicos, além de manter o peso e agressividade habitual em suas
apresentações.
Justabeli (SP)
Com uma bagagem de 17 anos de estrada, três álbuns
divulgados, “Got Newz”, “Beyond The Rainbow” e “Sunshine”, a banda King Bird de
São Paulo trouxe o Hard Rock e o Rock n Roll tradicional, isso fez o clima
ficar mais cadenciado e os hits tomaram conta do público.
Um dos principais shows do River Rock 2019 foi protagonizado
pela Arandu Arakuaa. O grupo brasiliense mostrou que há Folk na América do Sul
e a representação disso, são suas apresentações icônicas. Com uma presença de
palco ímpar, com traços pintados no rosto e no corpo, músicas escritas em distintas
línguas nativas, a banda conquistou os metalheads. A sonoridade natural que ao
mesmo tempo, ingressa Metal Extremo e outras especificidades do estilo, contribuiu
para que quem ouvisse seu show criasse sua própria visão instrumental musical.
Arandu Arakuaa (DF)
O Up Rock (Coletivo de organizadores de festivais
catarinenses independentes) fora chamado ao palco para exporem seus respectivos
projetos e trabalhos. Lá estavam inclusos, o Agosto Negro (Danniel Bala), Demone
In Hell (Simone Demone), Iceberg Rock (Marcos Valério), Otacílio Rock Festival
(Nani Poluceno), River Rock Festival (Adilson Frenzel Bernardes e Adriano
Ribeiro) e Rock No Lago (Thomas Michel Antunes).
Uma das bandas mais importantes do Rio Grande Do Sul, a
Carcinosi foi uma das mais gratas surpresas do evento. Na tour de divulgação do
disco “Resumption”, o grupo fez uma catástrofe nos palcos do River Rock,
mostrando que os brasileiros são referências no assunto Death Metal e a cada
música tocada era um novo estrondo. Do início ao fim, percebi que experiência,
conhecimento técnico, humildade e brutalidade a personificam como um dos
pilares do Metal gaúcho.
Carcinosi (RS)
Em Santa Catarina, a Raging War cada vez mais finca seus
pés no cenário musical. Os brusquenses são experts em riffs rápidos, coesos e na
exposição do Thrash Metal sem firulas. “The Meaning” é a obra-prima do grupo
que carrega a solidez e a sonoridade ímpar que se intensifica no refrão.
Raging War (SC)
Encerrando a noite de sábado, a Overblack não se importou
com o horário e possibilitou alguns moshes de guerreiros à frente do palco. O
grupo blumenauense continuou com o Thrash Metal e finalizou o dia com muito
peso e agressividade.
Overblack (SC)
Vale ressaltar que muitas bandas compareceram, mesmo não estando no cast, tal fato personifica o profissionalismo e a valorização ao cenário independente. Alguns exeplos foram as bandas Alocer, Flesh Grinder, Imago Mortis, Impiedoso, Juggernaut, Rhestus, Somberland, Tandra, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort, entre outros grupos.
Domingo
O domingo começou cedo e a Animus Ad Vindctam de Blumenau-
SC surpreendeu-nos, pois a cada música tocada, uma maneira diferente de
interpretar o som, como a canção “Iron Heart” que lembra muito Black Label
Society.
AAV (SC)
Em seguida, os lageanos da Plunder puderam exibir seu som.
O grupo conhecido pelo Heavy Metal com pitadas de Thrash se mostra cada vez
mais entrosado. Os vocais de Will Anjos caminham entre a coesão e a
naturalidade, assim como os riffs sólidos de Thomas, a sincronia no baixo de
Max e a brutalidade de Decão nas baquetas.
Plunder (SC)
A Dark New Farm foi a terceira banda a se apresentar.
Originários de Nova Fazenda- SC, o grupo fez com que seu New Metal entrasse
pelos tímpanos dos headbangers, de maneira clara e precisa. Suas principais
faixas,“L.O.V.E”, “Madre”, “La Patria, La Fabula” e “Hushaby” estiveram
presentes no setlist, além de outras inseridas no seu novo Ep e um cover da
música “Blind” do Korn. No show, os músicos contaram com a participação
especial de Sidney Oss Emer (Isla de La Muerte) que é amigo de longa data do . grupo.
Dark New Farm (SC)
Quando se fala de Doom com qualidade e experimental, uma
banda vem à mente, a Lacrimae Tenebris de Curitiba- PR. Um som calcado em uma
sonoridade arrastada, em um visual estético peculiar e nas músicas que se
referem a melancolia e a realidade.
Lacrimae Tenebris (PR)
Enquanto estávamos almoçando, a No One Spoke de
Florianópolis- SC entrou no palco. O grupo contendo seis integrantes ingressou
um Rock Sinfônico clássico, o que reflete na postura dos membros, já que adotam
estilos característicos do gênero, e chama a atenção principalmente pela
presença do violino.
No One Spoke (SC)
O encerramento ficou por conta de duas bandas covers, a
Vermouth que mescla Hard Rock e Rock n Roll que trouxe clássicos do estilo e a
Cowboys From Rio, com um nome um tanto quanto sugestivo, esboçou hits da banda
Pantera através de seu estilo marcante.
Vermouth (SC)
Após o evento, os organizadores expuseram a confirmação
mais esperada. O River Rock Festival de 2020 contará com mais um dia. Isso
mesmo, “A Festa das Tribos” vai durar até segunda-feira, uma vez que o dia 07
de setembro cairá na respectiva data. Então, amante do Metal se prepare, marque
essa data na agenda, ajeite uma excursão, caia na estrada e venha para um dos
maiores festivais do Sul Brasileiro.
Um dos festivais mais tradicionais em SC chega a sua décima
sexta edição. O River Rock Festival sempre foi marcado pela versatilidade de
shows, pela pluralidade de ideias e pela miscelânea de estilos.
Divulgação
Durante sua trajetória, o River assim carinhosamente conhecido,
trouxe as maiores lendas do Metal Nacional e grandes nomes do estilo a nível
mundial, fato este que proporcionou ser um evento obrigatório na agenda dos
headbangers de todo o Brasil. Com vários membros compondo a organização, o fest
se destaca pela originalidade de seu público e peculiaridade de suas atrações.
A cidade de Indaial possui quase 70 mil habitantes e abraçou
de maneira hospitaleira e consequentemente receptiva, a ideia da criação de uma
forma de economia diferente, que traz amantes do metal independente de várias
partes do país. Com isso, o River há dezesseis eventos crava sua tradição no
cenário catarinense.
Em 2018, a edição foi deveras especial, uma vez que trouxe “big
four catarinense(Rhestus, Khrophus, Flesh Grinder e Brasil Papaya)”
completando 25 anos, a banda Sepultura, poesia, arte, o casamento de Adriano
Ribeiro e mais aditivos que fizeram do festival, um dos mais queridos pelo
público.
Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, um total de 32 bandas passarão
pelo evento, todavia, um fator característico dessa exibição, é o fato de todos
os grupos presentes no cast serem inéditos. Lá no local, haverá uma ampla área
para camping, serviços de bar e alimentação, espaço kids, merchs de bandas e
uma vasta infraestrutura para atender os metalheads presentes.
Divulgação
Sexta-Feira
A Anal Vomitation de Timbó será a encarregada de abrir essa
edição do festival. Os músicos metralharão os ouvidos “inocentes” do público.
Então o Porngrind característico trará nojo, ânsia e aflição, ao melhor jeito
gore, como o grupo mesmo se denomina. Com quatro materiais divulgados, sendo
dois álbuns e duas splits, os timboenses aos poucos fincam seu nome no Metal de
SC.
Depois da brutalidade, a calma permeia o Rota KM 66, já que a
Tengu de Florianópolis exibirá um Rock Alternativo com pinceladas de Post-Rock.
Composta por músicos conhecidos e experientes do cenário
paranaense, a Legacy Of Kain formou-se em 2016 e mescla entre o Groove Metal e
o Thrash Metal. A banda já tem vários trabalhos difundidos, cabe destaque para
os dois discos, o “I.N.V.E.R.S.O” e mais recente “Paralelo XI”.
A quarta banda a se apresentar, carrega uma bagagem de 34
anos. A Anthares é uma das pioneiras no estilo Thrash/Speed Metal, sua
sonoridade agressiva e riffs céleres a colocaram como em um patamar de
destaque. A obra-prima “No Limite da Força” mostrou o potencial dos paulistas e
dali surgiram clássicos como a faixa homônima do disco, “Vingança” e “Batalhas
Ocultas. Depois de um hiato, o grupo regressou e está na ativa há quase quinze
anos.
O Ratos de Porão é um dos headliners do evento. A banda é
um dos maiores grupos de Punk/Metal brasileiro. Comemorando 38 anos na estrada,
o grupo mostrará sua força e divulgará seus hits como “Beber Até Morrer”, “Farsa
Nacionalista”, “Ódio”, “Expresso da Escravidão” e muitos outros. Infelizmente,
por motivos de saúde, o vocalista João Gordo não se exibirá com os músicos, que
virão em Power Trio e farão uma catástrofe no palco.
Forte influente do underground catarinense, a PZZ (Pogo Zero
Zero) intermediará entre o Punk e o Metal, no melhor estilo crossover. Desde
2003 na ativa, os joseenses são um rolo compressor que causa danos por onde
passa. Com essa atmosfera brutal, já difundiram o Ep homônimo “PZZ” contendo
quatro faixas.
Com influências de Destruction, Slayer, Metallica, Kreator
e outros clássicos do Metal, a High Butcher de Paranaguá- PR aposta no
Heavy/Thrash Metal.
O encerramento da noite ficará por conta da Cosmic Soul. O
grupo prata da casa fará um tributo ao Death, tradicional banda estadunidense.
Sábado
O segundo dia já começara agitado com os fazendeiros da
Dark New Farm trazendo aos palcos músicas que já são queridinha do público. Com
forte influência de New Metal, a banda de Nova Fazenda lançou em agosto seu
primeiro álbum “Farm News”, consolidando ainda seu nome no cenário catarinense.
A combinação de remanescentes das bandas Luciferiano e
Heryn Dae não poderia acarretar em outra coisa senão qualidade. Com isso surge
em 2017 a banda de Doom Metal, Apócrifos, proveniente de São Francisco do Sul.
Os músicos possuem em sua discografia um álbum homônimo, lançado esse ano com
oito faixas autorais.
Em seguida é vez dos rio sulenses da Balboa’s Punch subirem
ao palco levando seu característico Thrash Metal. Há quase dez anos em
atividade, os músicos mesclam um repertório autoral e de covers (incluindo umahomenagem a banda Rhestus). A banda nos cedeu uma entrevista na última edição
do Otacílio Rock Festival, evento em que também marcaram presença.
Direto do Vale do Itajaí vêm os blumenauenses da 100
Dogmas, banda que mescla Stoner e Groove Metal em suas composições em
português. Mesmo com o pouco tempo de estrada (formada em 2018), os músicos já
possuem em sua discografia os EPs “A Caixa de Pandora” e “Amaldiçoado Seja”,
além de um álbum Ao Vivo.
O litoral catarinense também produz som de peso! Prova
disso é a Obscurity Vision, advinda de Balneário Rincão que produz um
Death/Black Metal. Entre idas e vindas, os músicos deram inicio a banda em
1997. Em 2002 lançaram a demo “Obscurity Creation” e em 2017 divulgaram o álbum
“Dark Victory Day”.
Mesclando Metal Alternativo com horror, a The Undead Manz
aposta na originalidade do som e no visual singular para subir aos palcos.
Formada em 2014 na cidade de Criciúma, o projeto que chama a atenção pela
teatralidade possui em sua discografia os álbum “The Rise of the Undead” e “The
Rapture of Undead's Bride”.
A Gueppardo será responsável por trazer o Hard Rock e Heavy
Metal oitentista ao festival. Proveniente de Porto Alegre, a banda teve seu
início em 2007 e dois anos depois produziu seu primeiro trabalho, o EP
“Instinto Animal”. Após um hiato, voltou às atividades em 2015, ano em que
também lançaram o álbum “Fronteira Final”.
A música instrumental tomara conta da tarde de sábado. O
guitarrista e produtor musical blumenauense Deny Bonfante é conhecido por seu
trabalho na Perpetual Dreams, mas é com seu novo projeto que se apresentará no
festival. O músico possui dois álbuns lançados, o “The Midnight Star” (2011) e
“Spirit of Light” (2015).
Advinda de São Paulo,
a banda Sinaya agitará o palco do River Rock trazendo um Death Metal de
qualidade e letras conteudistas. Formada majoritariamente por mulheres, o grupo
possui quase dez anos de estrada. Durante essa trajetória, lançaram o EP
“Obscure Raids” (2013), seguido pelo álbum “Maze of Madness” (2018).
Com dezoito anos de história e um nome fincado no cenário
musical. A banda do ABC paulista Justabeli retorna aos palcos catarinenses
nessa edição do River Rock. A banda traz em seu âmago toda blasfêmia,
anticristianismo e heresia através dos seus trabalhos, “Eternal War”,
“Justabeli”, “Total Destruction”, “Hell War”, “Cause The War Never Ends”, “Blast The Defector” e o mais recente "Intense Heavy Clash".
A King Bird ousará ao trazer o Hard Rock aos palcos do
River. O grupo paulista formado em 2002, possui três full length, “Sunshine”,
“Beyond The Rainbow” e “Got Newz”. Atualmente é uma das bandas mais expoentes
da capital paulista.
Formada na capital brasileira, a banda Arandu Arakuaa
concebe o verdadeiro significado do Metal Folclórico nacional. A singularidade
dos músicos se expressa no visual e no lirismo das composições em Tupi Guarani,
que deixa explicito o apego a ancestralidade indígena. Muito além de música,
surgem como uma expressão cultural, o que se reflete em seus trabalhos. Sendo
estes o EP “Arandu Arakuaa” (2012), os álbuns “Kó Yby Oré” (2013), “Wdê
Nnãkrda” (2015) e “Mrã Waze” (2018), além do split “True American Pulse”
(2018).
Originária de Santa Maria- RS, a Serpent Rise carrega em
seu âmago musical, a tristeza e a melancolia. O Doom Metal é o carro chefe dos
músicos gaúchos que obtêm 26 anos de carreira e seis materiais divulgados, destacando-se
o disco “Gathered By” lançado em 1998 contendo sete canções.
Logo em seguida, o River Rock será palco da destruição
sonora causada pelos holandeses da Legion of the Damned! Uma das atrações mais
esperadas dessa edição, os músicos prometem incendiar o público com seu
Thrash/Death Metal de qualidade e, consequentemente, muito peso. A banda teve
seu pontapé inicial em 1990 (como Occult), mas em 2006 já adotaram a atual
denominação. Os músicos possuem mais de quinze trabalhos, entre eles estão três
splits, três compilações e sete álbuns de estúdio. Além de singles e um álbum
ao vivo.
Caótica, pesada e coesa são características da Carcinosi de
Porto Alegre- RS. O grupo mostra que o conhecimento musical, o conteúdo das
letras e suas ramificações são passos muito importantes para o desenvolvimento
de um grande projeto. A banda divulgou há pouco tempo, seu primeiro disco,
intitulado “Resumption” e que faixa a faixa enfatiza um mundo apocalíptico e de
sofrimento.
A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no
underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War”
bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos,
uma vez que, frequentemente estão presentes nos festivais do estado.
A última banda a esse
exibir no sábado é a Overblack de Blumenau- SC. Os músicos bebem de referência
de grupos icônicos dos anos 80 e 90, bandas como Sepultura, Megadeth,
Metallica, entre outros. Para o show, os blumenauenses apostam em suas músicas
autorais que foram gravadas no Ep “Dying To Fight” de 2012.
Domingo
Que me perdoe Marcelo Siqueira, mas o domingo (08) é dia de
deixar o futebol de lado e acompanhar o terceiro dia de festival. A Vermouth
cedinho estará no palco apresentando clássicos de Hard Rock/Rock n Roll e
algumas músicas autorais.
Também proveniente de Lages- SC, a Plunder conquistará o
público com seu Heavy Metal tradicional com pitadas de riffs rápidos,
instrumental técnico e baquetadas descomunais de Decão Braga.
Que tal comer uma “Coxinha de Gente” em pleno meio dia? A
Homem Lixo irá a aprovar seu paladar requisitado. Com letras remetendo a
situações cotidianas engraçadas e críticas sociais, os riosulenses desgraçarão
o Hardcore/Trash.
A quarta banda do dia é a curitibana Lacrimae Tenebris. Os músicos
caracterizam-se por incluir uma pluralidade de elementos distintos na linguagem
sonora, além de utilizarem um visual ímpar e artísticos. O Doom Metal peculiar
é explícito na canção, “Casa de Espelhos”, já que traz uma atmosfera totalmente
arrastada e sombria.
No One Spoke é um grupo de Symphonic Metal de
Florianópolis- SC. Com integrantes experientes e conhecidos no estado, a banda
compete um instrumental sólido, presença de lirismo e solos bem trabalhos.
Recentemente, os músicos lançaram “High”, seu primeiro single.
Desprendida de estereótipos, a AAV (Animus Ad Vindctam)
aposta somente no Rock Pesado. Com influências vastas, letras que remetem ao
existencialismo e a misantropia humana, o grupo blumenauense pretende surpreender os riverianos.
Com o nome bem sugestivo, a Cowboys From Rio vai encerrar o
evento fazendo releituras de músicas da banda Pantera.