Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, aconteceu na cidade de
Indaial- SC o River Rock Festival. O evento tradicional nos calendários do
Metal Catarinense contou com a presença de mais de 500 pessoas e participação
de trinta bandas, diversas mídias credenciadas, amplo espaço para camping, infraestrutura
diferenciada (chuveiros quentes, limpeza rotineira dos banheiros, diversidade
gastronômica, lojas de merchs) e uma paisagem natural que vai de encontro aos
propósitos do fest, “A Festa das Tribos”.
Divulgação
Com a companhia de uma mini excursão advinda de Lages- SC,
nós embarcamos para mais uma aventura nos festivais catarinenses. De Metal
Extremo, a Folk e a um Sertanejão Antigo, fomos conhecendo os municípios do
vale e nos deslocando para o evento. Às 00:00 min chegamos no Rota KM 66 e o
Ratos de Porão fazia sua apresentação.
Ratos de Porão (SP)
Lá no River, conhecemos nossas instalações, que consistia
numa sala de imprensa, com vários cartazes e divulgações do evento, além de um espaço
carinhosamente destinado pelo Adilson Frenzel para nos acomodarmos. Com dele,
há outros cinco integrantes da organização, sendo Adriano Ribeiro, Ariel
Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda que durante o
festival cuidaram de todos os detalhes para que o mesmo fosse marcante, como as
edições anteriores.
Sexta-Feira
A primeira banda que vimos nos palcos foi a Pogo Zero Zero
de São José- SC. O grupo tem 'bala na agulha', já que celeridade e rapidez são
suas principais características.
Pogo Zero Zero (SC)
A noite
iria contar com a High Butcher, mas infelizmente por motivos pessoais os
paranaenses não puderam se apresentar. Com isso, a Cosmic Soul se exibiu e
trouxe um tributo à lendária banda de Metal, Death.
Sábado
Depois de duas entrevistas realizadas na noite de sexta, com Ratos de Porão e com PZZ, o
dia se encerrou e as atividades começaram por volta das 11 horas da manhã. A
Apócrifos reuniu músicos experientes, uma sonoridade díspar e um doom com
referências de várias vertentes do Metal.
Apócrifos (SC)
A Balboa’s Punch cada vez mais se consolida no cenário
catarinense. Os riosulenses apresentaram “Payng With The Life, um clássico da
banda Rhestus, suas músicas autorais e estão no desenvolvimento de um novo
videoclipe.
A 100 Dogmas fez uma apresentação recheada de músicas
autorais, tais como “Ansiedade”, “Genética”, “Resistência & Emilio Calandra”,
além de tocar “Walk” da banda Pantera, com participação especial de Alex Cole
(Homem Lixo).
100 Dogmas (SC)
A Obscurity Vision é um ícone do Metal Catarinense. Os
criciumenses carregam uma bagagem de 22 anos de carreira e o seu disco de
estreia “Dark Victory Day”. Além disso, os músicos apostam no visual artístico,
na sincronia das duas guitarras e no Black Metal cru, evidenciado através de
suas músicas próprias e de seu cover de Rotting Christ.
Obscurity Vision (SC)
Também proveniente do sul catarinense, a The Undead Manz
impressiona pela qualidade sonora, pelo visual peculiar e por suas temáticas
muito bem trabalhadas. O grupo permeia entre o Horror, o Industrial e o Modern
Metal, fugindo dos estereótipos e mesclando influências diversas a suas
canções.
The Undead Manz (SC)
Em uma conversa com Paulo Ricardo Silva (Imago Mortis), o
mesmo nos informou sobre os novos projetos do grupo, acerca do lançamento do
single “Black Widow” e da aventura de encarar 1200km para acompanhar o River
Rock Festival.
As mídias pouco a pouco se estabeleciam no evento e faziam
suas devidas coberturas, o Agenda Metal com Priscila Ramos e Raul Noering, o
Underground Extremo com Luiz Harley Caires, o Cultura em Peso através de
Jonathan Dino, O Subsolo com Sidney Oss Emer, o Som Pesado por Vagner Aguiar e Claudio
Tiberius com seu novo canal.
Ao decorrer do evento, as entrevistas foram acontecendo. Assim,
como as fotos e vídeos que fomos desenvolvendo, isso impossibilitou de acompanharmos
às bandas Gueppardo e o artista blumenauense Deny Bonfante.
Gueppardo (RS)
Uma das bandas que mais impressionou o público presente,
foi a Sinaya. O grupo de Death Metal agitou os headbangers do início ao fim,
mantendo intensidade, ferocidade e riffs rápidos a cada música. Não tinha lugar
para ficar parado e isso é uma das peculiaridades do grupo paulista, que com
sua nova formação mantiveram a mesma pegada e originalidade.
Sinaya (SP)
A Justabeli em sua entrevista já mencionava, “viemos para
trazer o caos, a guerra” e isso evidenciou em seu show. A banda bem postada no
palco reproduziu seus clássicos, “Cause the War Never Ends”, “Satan’s Whore”,
entre outros clássicos, além de manter o peso e agressividade habitual em suas
apresentações.
Justabeli (SP)
Com uma bagagem de 17 anos de estrada, três álbuns
divulgados, “Got Newz”, “Beyond The Rainbow” e “Sunshine”, a banda King Bird de
São Paulo trouxe o Hard Rock e o Rock n Roll tradicional, isso fez o clima
ficar mais cadenciado e os hits tomaram conta do público.
Um dos principais shows do River Rock 2019 foi protagonizado
pela Arandu Arakuaa. O grupo brasiliense mostrou que há Folk na América do Sul
e a representação disso, são suas apresentações icônicas. Com uma presença de
palco ímpar, com traços pintados no rosto e no corpo, músicas escritas em distintas
línguas nativas, a banda conquistou os metalheads. A sonoridade natural que ao
mesmo tempo, ingressa Metal Extremo e outras especificidades do estilo, contribuiu
para que quem ouvisse seu show criasse sua própria visão instrumental musical.
Arandu Arakuaa (DF)
O Up Rock (Coletivo de organizadores de festivais
catarinenses independentes) fora chamado ao palco para exporem seus respectivos
projetos e trabalhos. Lá estavam inclusos, o Agosto Negro (Danniel Bala), Demone
In Hell (Simone Demone), Iceberg Rock (Marcos Valério), Otacílio Rock Festival
(Nani Poluceno), River Rock Festival (Adilson Frenzel Bernardes e Adriano
Ribeiro) e Rock No Lago (Thomas Michel Antunes).
Uma das bandas mais importantes do Rio Grande Do Sul, a
Carcinosi foi uma das mais gratas surpresas do evento. Na tour de divulgação do
disco “Resumption”, o grupo fez uma catástrofe nos palcos do River Rock,
mostrando que os brasileiros são referências no assunto Death Metal e a cada
música tocada era um novo estrondo. Do início ao fim, percebi que experiência,
conhecimento técnico, humildade e brutalidade a personificam como um dos
pilares do Metal gaúcho.
Carcinosi (RS)
Em Santa Catarina, a Raging War cada vez mais finca seus
pés no cenário musical. Os brusquenses são experts em riffs rápidos, coesos e na
exposição do Thrash Metal sem firulas. “The Meaning” é a obra-prima do grupo
que carrega a solidez e a sonoridade ímpar que se intensifica no refrão.
Raging War (SC)
Encerrando a noite de sábado, a Overblack não se importou
com o horário e possibilitou alguns moshes de guerreiros à frente do palco. O
grupo blumenauense continuou com o Thrash Metal e finalizou o dia com muito
peso e agressividade.
Overblack (SC)
Vale ressaltar que muitas bandas compareceram, mesmo não estando no cast, tal fato personifica o profissionalismo e a valorização ao cenário independente. Alguns exeplos foram as bandas Alocer, Flesh Grinder, Imago Mortis, Impiedoso, Juggernaut, Rhestus, Somberland, Tandra, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort, entre outros grupos.
Domingo
O domingo começou cedo e a Animus Ad Vindctam de Blumenau-
SC surpreendeu-nos, pois a cada música tocada, uma maneira diferente de
interpretar o som, como a canção “Iron Heart” que lembra muito Black Label
Society.
AAV (SC)
Em seguida, os lageanos da Plunder puderam exibir seu som.
O grupo conhecido pelo Heavy Metal com pitadas de Thrash se mostra cada vez
mais entrosado. Os vocais de Will Anjos caminham entre a coesão e a
naturalidade, assim como os riffs sólidos de Thomas, a sincronia no baixo de
Max e a brutalidade de Decão nas baquetas.
Plunder (SC)
A Dark New Farm foi a terceira banda a se apresentar.
Originários de Nova Fazenda- SC, o grupo fez com que seu New Metal entrasse
pelos tímpanos dos headbangers, de maneira clara e precisa. Suas principais
faixas,“L.O.V.E”, “Madre”, “La Patria, La Fabula” e “Hushaby” estiveram
presentes no setlist, além de outras inseridas no seu novo Ep e um cover da
música “Blind” do Korn. No show, os músicos contaram com a participação
especial de Sidney Oss Emer (Isla de La Muerte) que é amigo de longa data do . grupo.
Dark New Farm (SC)
Quando se fala de Doom com qualidade e experimental, uma
banda vem à mente, a Lacrimae Tenebris de Curitiba- PR. Um som calcado em uma
sonoridade arrastada, em um visual estético peculiar e nas músicas que se
referem a melancolia e a realidade.
Lacrimae Tenebris (PR)
Enquanto estávamos almoçando, a No One Spoke de
Florianópolis- SC entrou no palco. O grupo contendo seis integrantes ingressou
um Rock Sinfônico clássico, o que reflete na postura dos membros, já que adotam
estilos característicos do gênero, e chama a atenção principalmente pela
presença do violino.
No One Spoke (SC)
O encerramento ficou por conta de duas bandas covers, a
Vermouth que mescla Hard Rock e Rock n Roll que trouxe clássicos do estilo e a
Cowboys From Rio, com um nome um tanto quanto sugestivo, esboçou hits da banda
Pantera através de seu estilo marcante.
Vermouth (SC)
Após o evento, os organizadores expuseram a confirmação
mais esperada. O River Rock Festival de 2020 contará com mais um dia. Isso
mesmo, “A Festa das Tribos” vai durar até segunda-feira, uma vez que o dia 07
de setembro cairá na respectiva data. Então, amante do Metal se prepare, marque
essa data na agenda, ajeite uma excursão, caia na estrada e venha para um dos
maiores festivais do Sul Brasileiro.
Um dos festivais mais tradicionais em SC chega a sua décima
sexta edição. O River Rock Festival sempre foi marcado pela versatilidade de
shows, pela pluralidade de ideias e pela miscelânea de estilos.
Divulgação
Durante sua trajetória, o River assim carinhosamente conhecido,
trouxe as maiores lendas do Metal Nacional e grandes nomes do estilo a nível
mundial, fato este que proporcionou ser um evento obrigatório na agenda dos
headbangers de todo o Brasil. Com vários membros compondo a organização, o fest
se destaca pela originalidade de seu público e peculiaridade de suas atrações.
A cidade de Indaial possui quase 70 mil habitantes e abraçou
de maneira hospitaleira e consequentemente receptiva, a ideia da criação de uma
forma de economia diferente, que traz amantes do metal independente de várias
partes do país. Com isso, o River há dezesseis eventos crava sua tradição no
cenário catarinense.
Em 2018, a edição foi deveras especial, uma vez que trouxe “big
four catarinense(Rhestus, Khrophus, Flesh Grinder e Brasil Papaya)”
completando 25 anos, a banda Sepultura, poesia, arte, o casamento de Adriano
Ribeiro e mais aditivos que fizeram do festival, um dos mais queridos pelo
público.
Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, um total de 32 bandas passarão
pelo evento, todavia, um fator característico dessa exibição, é o fato de todos
os grupos presentes no cast serem inéditos. Lá no local, haverá uma ampla área
para camping, serviços de bar e alimentação, espaço kids, merchs de bandas e
uma vasta infraestrutura para atender os metalheads presentes.
Divulgação
Sexta-Feira
A Anal Vomitation de Timbó será a encarregada de abrir essa
edição do festival. Os músicos metralharão os ouvidos “inocentes” do público.
Então o Porngrind característico trará nojo, ânsia e aflição, ao melhor jeito
gore, como o grupo mesmo se denomina. Com quatro materiais divulgados, sendo
dois álbuns e duas splits, os timboenses aos poucos fincam seu nome no Metal de
SC.
Depois da brutalidade, a calma permeia o Rota KM 66, já que a
Tengu de Florianópolis exibirá um Rock Alternativo com pinceladas de Post-Rock.
Composta por músicos conhecidos e experientes do cenário
paranaense, a Legacy Of Kain formou-se em 2016 e mescla entre o Groove Metal e
o Thrash Metal. A banda já tem vários trabalhos difundidos, cabe destaque para
os dois discos, o “I.N.V.E.R.S.O” e mais recente “Paralelo XI”.
A quarta banda a se apresentar, carrega uma bagagem de 34
anos. A Anthares é uma das pioneiras no estilo Thrash/Speed Metal, sua
sonoridade agressiva e riffs céleres a colocaram como em um patamar de
destaque. A obra-prima “No Limite da Força” mostrou o potencial dos paulistas e
dali surgiram clássicos como a faixa homônima do disco, “Vingança” e “Batalhas
Ocultas. Depois de um hiato, o grupo regressou e está na ativa há quase quinze
anos.
O Ratos de Porão é um dos headliners do evento. A banda é
um dos maiores grupos de Punk/Metal brasileiro. Comemorando 38 anos na estrada,
o grupo mostrará sua força e divulgará seus hits como “Beber Até Morrer”, “Farsa
Nacionalista”, “Ódio”, “Expresso da Escravidão” e muitos outros. Infelizmente,
por motivos de saúde, o vocalista João Gordo não se exibirá com os músicos, que
virão em Power Trio e farão uma catástrofe no palco.
Forte influente do underground catarinense, a PZZ (Pogo Zero
Zero) intermediará entre o Punk e o Metal, no melhor estilo crossover. Desde
2003 na ativa, os joseenses são um rolo compressor que causa danos por onde
passa. Com essa atmosfera brutal, já difundiram o Ep homônimo “PZZ” contendo
quatro faixas.
Com influências de Destruction, Slayer, Metallica, Kreator
e outros clássicos do Metal, a High Butcher de Paranaguá- PR aposta no
Heavy/Thrash Metal.
O encerramento da noite ficará por conta da Cosmic Soul. O
grupo prata da casa fará um tributo ao Death, tradicional banda estadunidense.
Sábado
O segundo dia já começara agitado com os fazendeiros da
Dark New Farm trazendo aos palcos músicas que já são queridinha do público. Com
forte influência de New Metal, a banda de Nova Fazenda lançou em agosto seu
primeiro álbum “Farm News”, consolidando ainda seu nome no cenário catarinense.
A combinação de remanescentes das bandas Luciferiano e
Heryn Dae não poderia acarretar em outra coisa senão qualidade. Com isso surge
em 2017 a banda de Doom Metal, Apócrifos, proveniente de São Francisco do Sul.
Os músicos possuem em sua discografia um álbum homônimo, lançado esse ano com
oito faixas autorais.
Em seguida é vez dos rio sulenses da Balboa’s Punch subirem
ao palco levando seu característico Thrash Metal. Há quase dez anos em
atividade, os músicos mesclam um repertório autoral e de covers (incluindo umahomenagem a banda Rhestus). A banda nos cedeu uma entrevista na última edição
do Otacílio Rock Festival, evento em que também marcaram presença.
Direto do Vale do Itajaí vêm os blumenauenses da 100
Dogmas, banda que mescla Stoner e Groove Metal em suas composições em
português. Mesmo com o pouco tempo de estrada (formada em 2018), os músicos já
possuem em sua discografia os EPs “A Caixa de Pandora” e “Amaldiçoado Seja”,
além de um álbum Ao Vivo.
O litoral catarinense também produz som de peso! Prova
disso é a Obscurity Vision, advinda de Balneário Rincão que produz um
Death/Black Metal. Entre idas e vindas, os músicos deram inicio a banda em
1997. Em 2002 lançaram a demo “Obscurity Creation” e em 2017 divulgaram o álbum
“Dark Victory Day”.
Mesclando Metal Alternativo com horror, a The Undead Manz
aposta na originalidade do som e no visual singular para subir aos palcos.
Formada em 2014 na cidade de Criciúma, o projeto que chama a atenção pela
teatralidade possui em sua discografia os álbum “The Rise of the Undead” e “The
Rapture of Undead's Bride”.
A Gueppardo será responsável por trazer o Hard Rock e Heavy
Metal oitentista ao festival. Proveniente de Porto Alegre, a banda teve seu
início em 2007 e dois anos depois produziu seu primeiro trabalho, o EP
“Instinto Animal”. Após um hiato, voltou às atividades em 2015, ano em que
também lançaram o álbum “Fronteira Final”.
A música instrumental tomara conta da tarde de sábado. O
guitarrista e produtor musical blumenauense Deny Bonfante é conhecido por seu
trabalho na Perpetual Dreams, mas é com seu novo projeto que se apresentará no
festival. O músico possui dois álbuns lançados, o “The Midnight Star” (2011) e
“Spirit of Light” (2015).
Advinda de São Paulo,
a banda Sinaya agitará o palco do River Rock trazendo um Death Metal de
qualidade e letras conteudistas. Formada majoritariamente por mulheres, o grupo
possui quase dez anos de estrada. Durante essa trajetória, lançaram o EP
“Obscure Raids” (2013), seguido pelo álbum “Maze of Madness” (2018).
Com dezoito anos de história e um nome fincado no cenário
musical. A banda do ABC paulista Justabeli retorna aos palcos catarinenses
nessa edição do River Rock. A banda traz em seu âmago toda blasfêmia,
anticristianismo e heresia através dos seus trabalhos, “Eternal War”,
“Justabeli”, “Total Destruction”, “Hell War”, “Cause The War Never Ends”, “Blast The Defector” e o mais recente "Intense Heavy Clash".
A King Bird ousará ao trazer o Hard Rock aos palcos do
River. O grupo paulista formado em 2002, possui três full length, “Sunshine”,
“Beyond The Rainbow” e “Got Newz”. Atualmente é uma das bandas mais expoentes
da capital paulista.
Formada na capital brasileira, a banda Arandu Arakuaa
concebe o verdadeiro significado do Metal Folclórico nacional. A singularidade
dos músicos se expressa no visual e no lirismo das composições em Tupi Guarani,
que deixa explicito o apego a ancestralidade indígena. Muito além de música,
surgem como uma expressão cultural, o que se reflete em seus trabalhos. Sendo
estes o EP “Arandu Arakuaa” (2012), os álbuns “Kó Yby Oré” (2013), “Wdê
Nnãkrda” (2015) e “Mrã Waze” (2018), além do split “True American Pulse”
(2018).
Originária de Santa Maria- RS, a Serpent Rise carrega em
seu âmago musical, a tristeza e a melancolia. O Doom Metal é o carro chefe dos
músicos gaúchos que obtêm 26 anos de carreira e seis materiais divulgados, destacando-se
o disco “Gathered By” lançado em 1998 contendo sete canções.
Logo em seguida, o River Rock será palco da destruição
sonora causada pelos holandeses da Legion of the Damned! Uma das atrações mais
esperadas dessa edição, os músicos prometem incendiar o público com seu
Thrash/Death Metal de qualidade e, consequentemente, muito peso. A banda teve
seu pontapé inicial em 1990 (como Occult), mas em 2006 já adotaram a atual
denominação. Os músicos possuem mais de quinze trabalhos, entre eles estão três
splits, três compilações e sete álbuns de estúdio. Além de singles e um álbum
ao vivo.
Caótica, pesada e coesa são características da Carcinosi de
Porto Alegre- RS. O grupo mostra que o conhecimento musical, o conteúdo das
letras e suas ramificações são passos muito importantes para o desenvolvimento
de um grande projeto. A banda divulgou há pouco tempo, seu primeiro disco,
intitulado “Resumption” e que faixa a faixa enfatiza um mundo apocalíptico e de
sofrimento.
A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no
underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War”
bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos,
uma vez que, frequentemente estão presentes nos festivais do estado.
A última banda a esse
exibir no sábado é a Overblack de Blumenau- SC. Os músicos bebem de referência
de grupos icônicos dos anos 80 e 90, bandas como Sepultura, Megadeth,
Metallica, entre outros. Para o show, os blumenauenses apostam em suas músicas
autorais que foram gravadas no Ep “Dying To Fight” de 2012.
Domingo
Que me perdoe Marcelo Siqueira, mas o domingo (08) é dia de
deixar o futebol de lado e acompanhar o terceiro dia de festival. A Vermouth
cedinho estará no palco apresentando clássicos de Hard Rock/Rock n Roll e
algumas músicas autorais.
Também proveniente de Lages- SC, a Plunder conquistará o
público com seu Heavy Metal tradicional com pitadas de riffs rápidos,
instrumental técnico e baquetadas descomunais de Decão Braga.
Que tal comer uma “Coxinha de Gente” em pleno meio dia? A
Homem Lixo irá a aprovar seu paladar requisitado. Com letras remetendo a
situações cotidianas engraçadas e críticas sociais, os riosulenses desgraçarão
o Hardcore/Trash.
A quarta banda do dia é a curitibana Lacrimae Tenebris. Os músicos
caracterizam-se por incluir uma pluralidade de elementos distintos na linguagem
sonora, além de utilizarem um visual ímpar e artísticos. O Doom Metal peculiar
é explícito na canção, “Casa de Espelhos”, já que traz uma atmosfera totalmente
arrastada e sombria.
No One Spoke é um grupo de Symphonic Metal de
Florianópolis- SC. Com integrantes experientes e conhecidos no estado, a banda
compete um instrumental sólido, presença de lirismo e solos bem trabalhos.
Recentemente, os músicos lançaram “High”, seu primeiro single.
Desprendida de estereótipos, a AAV (Animus Ad Vindctam)
aposta somente no Rock Pesado. Com influências vastas, letras que remetem ao
existencialismo e a misantropia humana, o grupo blumenauense pretende surpreender os riverianos.
Com o nome bem sugestivo, a Cowboys From Rio vai encerrar o
evento fazendo releituras de músicas da banda Pantera.
Eis que um mero final de
semana recebe um novo festival que surge através de ideias sobre coletividade,
apoio e reciprocidade na cena sem estereótipo de estilo.
O United Forces Fest é um
projeto elaborado por amigos que corroboram e de forma mútua frisaram a
necessidade da construção de uma plataforma que pudesse agregar os estilos
Metal, HC e Punk e demais referências das respectivas vertentes.
Em entrevista, um dos
mentores, Ivan Fabio Agliati citou a importância da criação do fest para o
cenário. “A ideia é muito simples, gerar discussão com pessoas dispostas a
falar de música, sem vazios, e sim provocar o conhecimento e crescimento da
forma como ver e viver o Metal, nada de radicalismo exacerbado e sem qualquer
fundamento, chega de ver radicais jogando regras furadas e mantendo o
amadorismo nas ações e ideias”, frisa o organizador.
Para a composição do cast, o
mesmo foi escolhido a “dedo”. Bandas que prezam pelo coletivo e pelo
crescimento do underground. A banda de Death Metal Silent Empire, única
proveniente de Criciúma esboça mais profissionalismo a cada show que tocam. Os
músicos em sete anos de trajetória já difundiram o EP “Hail The Legions” e o
recente “Dethronement Of All Icons” que angaria uma resenha da Urussanga Rock
Music.
A Plunder vem de Lages e em
sua essência preza pelo autoral. O grupo formado em 2015 traz um Heavy Metal
com influências vastas, desde Running Wild, Saxon e Iron Maiden e possuem em
sua sonoridade riffs descomunais.
No ápice da divulgação da Tour
“Abbys Of Flesh”, a caxiense Infected Sphere direciona o Death Metal à capital
carvoeira. Os músicos em seu âmago caminham entre as vertentes de Krisiun, Cannibal
Corpse, Deicide, Dying Fetus, Disgorge, Carcass e outros sons na mesma linha. Além
do Full Length, eles detêm um clipe da música “Bizarre Mutilation” no YouTube.
A última banda a ser
apresentada foi a Viletale de Blumenau- SC. Com o anúncio do grupo,
personificou ainda mais a identidade do festival uma vez que os blumenauenses
estão em constante atividades nos eventos e festivais no estado com o intuito
de transpassar o seu trabalho. Inspirados em literatura de terror, horror e
cinema, os músicos mantêm três Eps, “Initiation”, “From The Depths Ov Mind”, “The
Suicide Of Dei” e um single denominado “A Giftless December”.
Vale ressaltar que o evento acontecerá
na Good Point Chopperia em Criciúma- SC e possui o apoio de Rapture Records,
Dragao Studio, Like.Me Fotografia e Bravado Estúdio. Para a cobertura do mesmo foram
confirmados os veículos independentes A Hora Hard, Cultura em Peso e O Subsolo.
Os ingressos estão sendo
disponibilizados antecipadamente a 15 reais. Então mova-se e compareça a mais
um festival de Santa Catarina.
Sábado vai acontecer a
primeira edição do United Forces Fest, um festival itinerante com moldes um
tanto quanto diferente, focado na versatilidade do cast, na divulgação de
bandas e no propósito de agregar ainda mais grupos sejam de Metal, Punk ou HC desprendendo-se
da segregação de estilos.
Um dos idealizadores, Ivan
Fabio Agliati nos concedeu uma breve entrevista sobre toda a elaboração, o
surgimento e acerca dos obstáculos enfrentados no cenário underground
catarinense.
Agradeço
a disponibilidade pela entrevista. Como primeira pergunta, eu queria questionar
sobre o United Forces. O projeto se deu de qual maneira e quem está por traz disso?
Ivan: A
ideia é muito simples, gerar discussão com pessoas dispostas a falar de musica,
sem vazios, e sim provocar o conhecimento e crescimento da forma como ver e
viver o Metal, nada de radicalismo exacerbado e sem qualquer fundamento, chega
de ver radicais jogando regras furadas e mantando o amadorismo nas ações e
ideias. O Metal é mais que isso, é música, é atitude, é revolta, é evolução, e
não é amadorismo. Somos muitos que queremos isso, porém para isso precisamos
sair dessa bolha de conformismo e conforto.
Você
tem uma longa jornada com festivais tais como o Steel Festival e Great Steel
Festival. Quais foram os principais obstáculos enfrentados nesses mesmos e oque
pela sua experiência de agregar como um diferencial para este próximo evento
seu?
Ivan: Foram
muitos anos diretamente ligados aos shows, e o Steel Festival é algo quase
único na America Latina, queiram ou não, seja em sequencia ou idealização, mas
isso não vem ao fato aqui. As dificuldades não são novidades, apesar de que
foram muitas, mas as realizações foram grandes também, então valeu a pena. A
ideia de voltar sempre me martelou, pois parei por motivos pessoais, outros
objetivos, como filhos pequenos, e que hoje, não me impedem de voltar, como já
estou fazendo, porem sob outra perspectiva e proposta. A ideia do United Forces
Fest é de gerar intercâmbios e movimentar as bandas que fazem algo realmente
importante, além de só tocar.
O
festival acontecera em diversas cidades e Criciúma será a primeira? Como serão
estabelecidos os locais para a elaboração dos eventos?
Ivan: O UFF
irá ser feito aqui em Criciúma primeiro, mas terá outras edições conforme
citado anteriormente nas outras conversas. Planejamento esta sendo feito,
aguardem por novidades.
Atualmente
o Metal Catarinense vem gradativamente ganhando força, assim como no final dos
anos 90. Qual sua visão acerca desses novos festivais e da cena Metal do nosso
estado.
Ivan: Não
acho que vem ganhando força.Acho que
quem movimenta tudo nunca parou na verdade, sempre estivemos por aí, de uma
forma ou outra. Quem realmente faz acontecer, não é atraído por momentos ou
ondas.Vejo que nos últimos 15 anos,
muitos festivais estão retomando espaço e outros muitos sendo idealizados, o que
é ótimo na verdade. Santa Catarina sempre esteve atenta nos shows e festivais,
a tradição aqui esta cravada, mas falta apoio, maturidade e em alguns falta
olhar pra fora dessa bolha de sempre ter as mesmas bandas em todas as edições (não
julgo a qualidade das bandas, mas sim que ser arroz de festa tira a
credibilidade). Pois se todos dizem que temos as melhores bandas da cena?
Porque sempre as mesmas bandas nos festivais? Por amizade? Interesses?
Panelinhas?United Forces Fest está na
minha ideia de tentar ser o diferencial disso tudo, disse tentar.
Que
critério é utilizado para a escolha das bandas para compor o cast do United
Forces Fest?
Ivan: Critérios
simples. Se a banda possui qualidade, atitude, faz algo importante além de só
tocar e achar que já basta (não é uma crítica aqui, mas está fora dos nossos
critérios), organiza shows e esta verdadeiramente engajada em fazer algo, então
esta dentro dos critérios do UFF.Muitos
podem dizer que isso esta ligado aos interesses particulares da Silent Empire
ou Meus. Está sim, quero fazer todos crescerem, todos que fazem e não possuem
espaço, não só bandas de amigos ou quem me pedem Likes. E já adianto, não só de
Metal, também de Punks e HC.
O
que o motivou a novamente adentrar nesse mundo de organização de festivais?
Ivan: Estou
sempre antenado nas coisas ao meu redor, no que me interessa claro, o restante
ignoro veemente , prefiro gastar meu tempo, escasso tempo em boas opções. Assim
sempre tive a vontade de fazer algo relacionado á organização de shows, Steel
Festival não sai de dentro de mim rsrsrs. E assim surgiu a ideia de juntar isso
na forma de United Forces Fest, pois irei conseguir unir diversas ideias, como
shows, intercâmbios e movimentação. E tem mais coisas vindo em breve
relacionado á tudo isso, AGUARDEM.
O
festival será realizado em setembro. Essa data será fixa para outras edições? E
com que frequência o UFF ira acontecer?
Ivan: Essa
primeira edição ainda é um experimento para novas ideias, novas parcerias. A
data poderá mudar, de acordo com a nossa disponibilidade, e poderá ser feita de
acordo com a demanda ou necessidade. A ideia é fazer algo onde todos possam
participar (bandas, público, mídias, todos). Para tudo isso acontecer de forma
natural, preciso que todos estejam no mesmo ponto de visão, sabendo que isso é
quase utópico, vejo que o trabalho está apenas no início mesmo. Não quero
bairrismo, não quero círculos fechados de bandas, quero promover o caos e
mudança de paradigmas nessa “cena” estagnada e radical, onde nada cresce se
continuar assim. Assim temos muita coisa pela frente.
Em
nome da Urussanga Rock Music, agradeço a disponibilidade pela entrevista. Se
puder deixar um recado para os leitores que nos acompanham, fique à vontade.
Ivan: Gostaria
de dizer algo bastante clichê aqui, mas que sempre deve ser dito. Apoie quem te
apoia, divulgue quem te divulga, unir forças com fracassados não resulta em
nada, devemos unir forças com as pessoas certas. Aqui no Urussanga Rock Music
estou em casa, Silent Empire agradece Guigo Romagna, esse espaço é de
fundamental necessidade. Te vejo nos shows.
Sábado o
tradicionalíssimo point do Reggae e HC lageano, Fatboo Studios recebeu os
amantes do metal na primeira edição do homônimo Fatboo Metal Fest. Os
headbangers do Planalto Serrano puderam agraciar-se com quatro bandas de Metal,
de estilos díspares, tal como a banda Dead Jungle Sledge, Blood Eyes, Dark New
Farm e Plunder.
O público impressionou
não tão somente pela interação, todavia pela quantidade de pessoas. Com os
metalheads em peso no evento rememorando os tempos dos festivais e eventos
antigos que perambulavam por Lages e região, os expectadores realmente
valorizaram a chama do underground ao apoiar a iniciativa.
E sem delongas, a banda Dead Jungle Sludge de São Joaquim abriu o dia e surpreendeu a
todos com sua mescla de estilos, indo do Grunge, Heavy Metal, Hard Rock até ao
icônico Death Metal. Os músicos apresentaram canções autorais, no entanto
também reproduziram algumas releituras de bandas como Motorhead e Sepultura,
além de outros.
Conhecida
através de sua sonoridade marcante e expressiva, a Blood Eyes venceu o calor e
proporcionou a todos um grande espetáculo. Os lageanos trouxeram apenas canções
autorais, dentre elas, as já conhecidas “Seres da Mente”, “Olhos de Sangue” e “Minha
História”, além de outras músicas próprias.
A Dark New Farm
veio diretamente de Nova Fazenda – SC para expor o seu respectivo New Metal. O
grupo mostrou a solidez e entrosamento ao tocar clássicos do início dos anos
2000, bandas como Drowning Pool, Korn, Linkin Park, System Of a Down, o próprio
Sepultura não deixaram de faltar no setlist assim como a canção autoral recém
divulgada em forma de Lyric Vídeo, “La Patria, La Fabula” e os covers regionais
de Alkanza e Sacana no Açúcar, ambas de Laguna.
A
Plunder encerrou o evento destruindo como sempre. O quarteto lageano apresentou
dez músicas, dentre elas cabe destaque algumas das autorais como “Plunder”, “Poor
Devil”, "Evil Daw" entre outras. O show dos músicos apenas personificou a
qualidade e técnica presente além da celeridade e agressividade dos riffs
através do Heavy Metal.
As gélidas
paisagens contrastam com o Heavy Metal feito pelo grupo, porque o mesmo era
feroz, potencial e agressivo. A banda foi formada em 2015 por integrantes
experientes no intuito de recordar a glória do Metal Tradicional. A primeira formação
era composta por Thomas Michel Antunes (Guitarrista), Fernando Wolf (Vocal),
Decão Braga (Baterista) e Max Mendes (Baixo).
Entretanto a primeira
apresentação dos músicos, fora no Muze Bar. A casa estava lotada e
personificou-se a agitação constante dos primeiros fãs já na noite de estreia.
Sete meses depois Will Anjos assumiu o vocal no evento do Underbands em
Caçador-SC.
Em relação às referências
musicais da banda, destaque para clássicos do Metal Tradicional como Judas
Priest, Black Sabbath, Metal Church, Accept, Ozzy Osbourne e Iron Maiden.
Consequentemente o playlist dos músicos é acrescido por mais grupos.
A designação “Plunder”
fora elaborada por Thomas, e essa cognominação dá um tom mais violento à
pronúncia e facilmente falada pelos brasileiros. O nome também remete a várias
letras do metal mantendo como sinônimo de saque e pilhagem, composições estas
feitas por Saxon, Running Wild e Iron Maiden, como citam os músicos, “É o que
fazemos: tocamos e depois roubamos cerveja da galera (risos) ”.
As abordagens
sonoras são fortemente caracterizadas por violência, guerra, pessoas
dilaceradas, mortes e do terror que o medo causa. Vale salientar que nas composições há ainda
contextos históricos, como o massacre que o exército brasileiro comandou sob
duas mil crianças paraguaias no início do século passado e também sobre o rei
afegão que invadira a Índia mais de 20 vezes com o intuito de dominar os povos
e usurpar suas riquezas.
A banda possui
8 músicas compostas e atualmente está em processo de gravação de seu primeiro
single, cujo ainda não possui uma previsão de lançamento. Além disso, no
momento a Plunder está focada na composição de músicas, bem como a gravação de
um vídeo clipe da homônima “Plunder”. O grupo também possui um show que mescla vídeo-art,
narração e histórias das músicas da banda.
Os músicos já
se apresentaram em grandes festivais como o Underbands ao lada da banda norte
americana Master, no Otacílio e também no Curupira Rock Club.
A Plunder deixa
um recado aos leitores do blog:
“Divulgação e apoio ao rock é metal é
essencial para crescimento das bandas e formação de público. Acho muito foda a iniciativa
do Urussanga Rock Music de conseguir agregar tanto material de tanta banda foda
dentro de um site só. É, assim, com muito trabalho que fortaleceremos a cena e
faremos surgir bandas e público de qualidade em Santa Catarina. E cedo ou
tarde, a Plunder vai chegar nas casas de vocês! ”.
Agenda
atualizada:
Dia 7 de março:
Colégio Rosa/Sesc, Lages
Dia 9 de março:
Matinê From Hell – Taliesyn, Florianópolis
Dia 6 de maio:
Red Razor Fest – Célula Cultural, Florianópolis
Dias 16, 17 e
18 de junho: Rock in Hell do Campo, Rio do Campo