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terça-feira, 23 de julho de 2019

Raizá: Banda criciumense lança videoclipe de “O Amor é a Cura”


Com uma vibração sinestésica, positividade e ritmos dançantes, a banda criciumense Raizá divulga seu novo videoclipe, intitulado “O Amor é a Cura”.


O vídeo que foi lançado há um mês atrás obteve a direção de Guilherme Walter da Rocha e foi elaborado na beira de um lago, em uma empresa abandonada e em alguns takes numa residência. As bandeirinhas caracterizam-se o momento que fora difundido o trabalho, já que é um período marcado por festas juninas.

Com pessoas dançando próximo a banda, o clipe vai de encontro à sonoridade que remete ao Reggae e ao Pop contendo um instrumental leve e cadenciado. A música expõe a hipocrisia política, a corrupção, a alienação e a forma como o amor pode ser o catalisador para a resistência perante a esses problemas sociais.


Foto: Facebook da Banda

Sobre a Banda:
O grupo Raizá foi formado há quatro anos na cidade de Criciúma- SC e possui em sua bagagem oito trabalhos divulgados, sendo destes, o videoclipe “Olhos Verdes” que já angariou mais de sete mil visualizações no YouTube. Sempre com conteúdo recheado de críticas ao sistema, de questões existenciais e comportamentais, a banda aposta na versatilidade para a composição de suas canções.



Formação Atual:
Everton Carvalho (Vocal)
Henrique Araújo (Bateria)
Bruno Cechinel (Guitarra)
Mário Souza (Guitarra)
Bruno Scandolara (Baixo)
Jhosef (Teclado/Escaleta)
MG[Luiz Otavio] (Percussão/2ºVocal)

Agenda:
25/07/2019: Let’s Drop Pub em Criciúma/SC
27/07/2019: Monet Pub em Criciúma/SC
29/07/2019: Downhill PK em Praia Grande/SC

Plataformas Virtuais:


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Slammer: Totalmente cru, blasfemo e anticristão

Com 22 anos de banda, a Slammer dispensa comentários quando o assunto é Metal Extremo. O grupo curitibano, conhecido por seus shows artísticos e por letras que remetem a heresia mostra que o Death/Black Metal está mais ativo do que nunca.

Em 2016, depois de um longo hiato Urso (Baixo e Vocal) e Zema (Guitarra) resolveram se juntar novamente e resgatar aquele grupo que foi um dos pioneiros do Metal paranaense. A ideia foi rapidamente colocada em prática e com isso precisou-se de um baterista, de antemão decidiram por chamar Bruno Hordak (Grimpha, Tripanossoma).

Foto 1: Disco
Depois de um show memorável em um dos maiores festivais do Brasil, o River Rock Festival, a Slammer passou a trabalhar na divulgação de seu primeiro trabalho. Com isso “Rage” surge à mesa do Metal Negro com três canções. O Ep foi produzido por André Mendes e Norberto Pie e a capa toda obscura levada ao misticismo ficou por conta de Thelma Rosa (Ursa).

A primeira faixa “Sons of Evil” já começa assustadora, sinos e uivo de lobos a tomam como intro. A música possui um instrumental natural sem firulas, exibe a pegada noventista do Metal Extremo. Ela fala sobre os filhos de Satã e sobre toda a legião.

“The Antichris’s Rage” chega em um momento crucial no Brasil. A música expõe as mazelas da hipocrisia religiosa e seus dogmas retrógrados. A solidez na sonoridade, os solos no meio da canção e os vocais rasgados de Urso tornam a atmosfera obscura, com isso é nítido a consistência do mesmo no refrão.

A Funeral foi uma das primeiras bandas de Metal a se formar no Sul do Brasil e aqui vai uma pequena homenagem do Slammer com a música “Profanation”. A misantropia toma forma das guitarras de Zema, Hordak praticamente sem parar nas bateras e a ingressão dos vocais de Sucoth Benoth (Amen Corner) replicam uma espécie de amálgama maldito. Sem nenhuma piedade e totalmente profana, a canção ressalta a podridão da historinha clériga esculpida nos pilares da sociedade.

Vale ressaltar que os músicos paranaenses estarão se apresentando no Maquinaria Rock Field 2019, festival tradicional no interior paranaense que nessa edição contará ainda com Pestilencia, Suburban Bastards, Strüen, Embrio, Krucipha, entre outras.

A banda Slammer é composta:
Urso (Vocal e Baixo)
Zema (Guitarra)
Hordak (Bateria)

Foto 2: Lyrian Oliveira

Plataformas Virtuais:

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

United Forces Fest: Evento incendiará Criciúma no próximo final de semana

Eis que um mero final de semana recebe um novo festival que surge através de ideias sobre coletividade, apoio e reciprocidade na cena sem estereótipo de estilo.



O United Forces Fest é um projeto elaborado por amigos que corroboram e de forma mútua frisaram a necessidade da construção de uma plataforma que pudesse agregar os estilos Metal, HC e Punk e demais referências das respectivas vertentes.

Em entrevista, um dos mentores, Ivan Fabio Agliati citou a importância da criação do fest para o cenário. “A ideia é muito simples, gerar discussão com pessoas dispostas a falar de música, sem vazios, e sim provocar o conhecimento e crescimento da forma como ver e viver o Metal, nada de radicalismo exacerbado e sem qualquer fundamento, chega de ver radicais jogando regras furadas e mantendo o amadorismo nas ações e ideias”, frisa o organizador.

Para a composição do cast, o mesmo foi escolhido a “dedo”. Bandas que prezam pelo coletivo e pelo crescimento do underground. A banda de Death Metal Silent Empire, única proveniente de Criciúma esboça mais profissionalismo a cada show que tocam. Os músicos em sete anos de trajetória já difundiram o EP “Hail The Legions” e o recente “Dethronement Of All Icons” que angaria uma resenha da Urussanga Rock Music.

A Plunder vem de Lages e em sua essência preza pelo autoral. O grupo formado em 2015 traz um Heavy Metal com influências vastas, desde Running Wild, Saxon e Iron Maiden e possuem em sua sonoridade riffs descomunais.

No ápice da divulgação da Tour “Abbys Of Flesh”, a caxiense Infected Sphere direciona o Death Metal à capital carvoeira. Os músicos em seu âmago caminham entre as vertentes de Krisiun, Cannibal Corpse, Deicide, Dying Fetus, Disgorge, Carcass e outros sons na mesma linha. Além do Full Length, eles detêm um clipe da música “Bizarre Mutilation” no YouTube.

A última banda a ser apresentada foi a Viletale de Blumenau- SC. Com o anúncio do grupo, personificou ainda mais a identidade do festival uma vez que os blumenauenses estão em constante atividades nos eventos e festivais no estado com o intuito de transpassar o seu trabalho. Inspirados em literatura de terror, horror e cinema, os músicos mantêm três Eps, “Initiation”, “From The Depths Ov Mind”, “The Suicide Of Dei” e um single denominado “A Giftless December”.

Vale ressaltar que o evento acontecerá na Good Point Chopperia em Criciúma- SC e possui o apoio de Rapture Records, Dragao Studio, Like.Me Fotografia e Bravado Estúdio. Para a cobertura do mesmo foram confirmados os veículos independentes A Hora Hard, Cultura em Peso e O Subsolo.

Os ingressos estão sendo disponibilizados antecipadamente a 15 reais. Então mova-se e compareça a mais um festival de Santa Catarina.


quarta-feira, 25 de julho de 2018

Silent Empire: Dethronement Of All Icons (2018)

Há sete anos na estrada, os criciumenses da Silent Empire fixam sua imagem dentro do cenário do Death Metal brasileiro com o primeiro full length. O álbum “Dethronement Of All Icons” foi masterizado e mixado por Orland Bussolo no Forest Estúdio sendo produzido pelo mesmo em parceria com o vocalista Ivan Fabio Agliati. A capa do disco casa muito bem com a cognominação do álbum, já que expõe de forma colorida e rica em detalhes uma ilustração que reúne símbolos místicos de forma sombria. Toda a arte ficou por conta de Gil Souza do Dragao Studio Art.

A banda possui em sua formação membros experientes no underground, músicos como Ivan Fabio Agliati, remanescente de bandas consagradas (Forest Of Demons e Malice Garden).  Em sua trajetória, o grupo tem em sua discografia, o EP “Hail The Legions” difundido em 2015 que contém quatro faixas e angaria muitas críticas positivas e uma receptividade notória no underground do Sul.



O mais recente trabalho dos músicos, “Dethronement Of All Icons”, foi lançado no início deste ano contendo oito faixas:

Logo de cara, a “Unique And Primordial” já pulsa insistentemente o Death Metal cru no seu instrumental. Uma rápida passada a Gorefest nos primórdios, no entanto a junção baixo e guitarra personifica um estilo singular caracterizado por uma sonoridade sólida e constante que é complementada nas fortes linhas de bateria de Israel Horstmann. A composição ressalta a figura humana abrangendo toda a potencialidade ao despertar o questionamento sobre sua dominação.

“Abolish The Reins Of Men” traz a possibilidade de criar um paradoxo com o livro “The Abolition Of Man” do britânico C. S. Lewis. Visto que a temática da obra frisa a evolução como caminho para a liberdade humana bem como a faixa trata sobre autonomia e emancipação mental. A sonoridade da mesma exibe uma alternância de riffs, o que os tornam mais enxutos, pesados e mórbidos.

A faixa “Blessed By Wisdom” é caracterizada por instrumentais rápidos e agressivos e por concentrar os vocais de Ivan a um nível mais sólido e ríspido, levando-os a encarnar a canção de um jeito mais sombrio. Isso pode ser devidamente presenciado ao término da canção que finaliza com solos caóticos de Aline Iladi. Todavia, a letra mostra a busca incessante pela compreensão do âmago individual que só pode ser adquirida através do autoconhecimento.

A quarta canção é “Unscathed Before The Unknown”, a mesma enfatiza uma visão selvagem acerca do comportamento humano trazendo traços niilistas que caracterizam a apatia do eu lírico. O som é uma catástrofe, surge de uma maneira cadenciada, transforma-se numa pungente sonoridade e se esvai em tons de monstruosidade brutal técnica.

“Hail The Legions” é a que mais se destaca no repertório da banda, ela é a única faixa presente na primeira demo homônima. A música tem apenas 02:59 min e compreende um instrumental coeso representado por riffs desenfreados e céleres. Através de metáforas que retratam a perseverança e apogeu das legiões, ela explicita a união entre headbangers, opondo-se às segregações musicais e promovendo um vínculo entre os admiradores do estilo.

A música “I Am The Empire” é diretamente conectada à designação do grupo, visto que o império citado na faixa é construído com base nos valores frisados pela banda como oposição aos falsos líderes, à opressão, valorizando assim a liberdade individual. Ao iniciar de maneira mais lenta, a canção ingressa-se numa atmosfera ímpar e frenética já que seus instrumentais perambulam entre a velocidade de riffs e vocais encorpados.

A faixa “Conquest The Throne Of Blasphemy” é marcada pela sincronia entre os integrantes, pela linearidade dos riffs e por manter a raiz do metal extremo cru ao conter o peso, a consistência, a agressividade e solos violentos. A sua composição é uma narrativa acerca da destruição da fé, da fraqueza humana, e ascensão de um império instituído com base na heresia e blasfêmia.

O álbum é encerrado com “Among The Faceless”, faixa que traz uma crítica relativa a hipocrisia religiosa e a destruição que a dogmática cristã causa desde os primórdios de sua história. Diferente de muitos grupos que em sua última canção do disco preferem adaptar um som mais lenta, os criciumenses fizeram justamente ao contrário. A música é uma das mais pesadas e velozes do full length, seus riffs atingem um estágio de potencialidade incomum e personifica a celeridade habitual da Silent Empire.

A resenha também está disponível no Press da Cangaço Rock Comunicação.

Formação Atual:
Ivan Fabio Agliati (Vocal e Guitarra)
Aline Iladi (Guitarra)
Israel Horstmann (Bateria)
Arthur Neto (Baixo)

Plataformas Virtuais:



quinta-feira, 3 de maio de 2018

Dark New Farm: violência doméstica é protagonista de "Madre"


Feminicídio e violência doméstica ainda se fazem presentes nos lares brasileiros, sendo que diante dos casos de agressão, a maior parte ocorre dentro do ambiente domiciliar. Visando esse problema social, a banda Dark New Farm (Nova Fazenda – SC) lançou no último dia 18 o seu segundo single intitulado “Madre”.


A música tem como objetivo retratar a perspectiva de uma criança em relação aos casos de violência doméstica presenciados. Com riffs pesados somados a um vocal potente, os músicos expressam todo sentimento de fúria e indignação com uma letra carregada de intensidade. Tal como é possível notar nos versos “A maggot to be smashed, not so brave now? Come and try to hurt me, ‘cause I'll kill you, motherfucker”.

A banda também ressaltou a importância de posicionar-se contra a violência doméstica. Frisando que a denúncia pode ser feita em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência, ou pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres. A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país.

“Madre” foi gravada no TG HomeStudio e conta com os teclados de Gustavo Schattschneider. A marcante arte do single ficou por conta de Mairon Alves.


Dark New Farm é:
Luiz Harley - Vocal
Sol Portella - Guitarra e Vocais
Vinicius Saints - Guitarra
Fabiano Hamed - Baixo
Maykon Kjellin - Bateria


segunda-feira, 26 de março de 2018

Megaluce: "Desculpe Qualquer Coisa" (2017)


Fruto originário da Princesa da Serra Catarinense, a Megaluce surgiu em 2012 a partir de um projeto entre amigos. Iniciada em estúdio, a banda sempre teve em vista a produção autoral, desprendendo-se de covers.

Ainda em estúdio no mesmo ano de criação, os músicos divulgaram um EP homônimo “Megaluce”. Tal trabalho fora gravado no M-Audio Estúdio, produzido por Marcio Fernando, contém quatro músicas, sendo estas “O Dia Nasce Outra Vez”, “Astronauta”, “Quanto Tempo” e “Alice (Não Faça Parte) ”.

Três anos depois, o grupo difundiu o EP “TamboreteVanguarda” produzido de maneira independente no Estúdio Toca de Cachorro, esse possui as faixas “Claraboia”, “Dois Pontos”, “Lampião” e “Baleias”. Deste trabalho surgiram o videoclipe “Lampião” e o webclipe “Dois Pontos” (trilha sonora do curta metragem “Ondas Noturnas”).  Em 2017 foi a vez da canção “Retrato” ganhar vida em um clipe, no mesmo ano através do projeto Palco Aberto Marajoara de Thomas Michel Antunes, a banda lançou um vídeo ao vivo de “Breu”.

O último trabalho dos músicos também ganhou destaque na cena catarinense. O compacto pré-disco (como é chamado carinhosamente pelos músicos) denominado “Desculpe Qualquer Coisa” foi lançado em julho de 2017. O mesmo foi gravado, mixado e masterizado no Fatboo Studios por Steffan Duarte e angaria três canções:

A primeira delas, intitulada “Ondas”, possui um instrumental técnico, coeso e cadenciado distribuído em riffs lentos e sólidos. Ela enfatiza devaneios sentimentais, fazendo alusão às sinuosidades do cotidiano.

“Retrato” exibe uma sonoridade constante com elementos harmônicos, rítmicos e bem trabalhados. A segunda faixa proporciona ao ouvinte um gostinho de domingo à tarde, sendo sua composição marcada pela rotina e o constante ócio.

“Desculpe Qualquer Coisa” é encerrado com a tranquila “Sol A Pino”. A faixa b-side do trabalho é mais lenta, proporcionando destaque a serenidade dos instrumentais. Rica em ternura, possui uma narrativa que mescla, da melhor forma, elementos da astronomia com versos românticos.  

Megaluce é:
Alyson Medeiros (Guitarra e Voz)
Guilherme Duarte (Guitarra e Voz)
Gustavo Duarte (Bateria)
Marcus Outemane (Baixo)

Plataformas virtuais:






quinta-feira, 15 de março de 2018

Ponto Nulo no Céu: "Norte" (2018)


Um dos nomes mais influentes do cenário musical brasileiro, a banda de Metal Alternativo, Ponto Nulo no Céu, lançou nessa quarta-feira (14) o videoclipe da canção “Norte”. O clipe da faixa (fruto do álbum Pintando Quadros Do Invisível) contou com produção e direção de Welton Souza.

Os músicos disponibilizaram o trabalho no YouTube, onde o vídeo já angaria mais 3.000 visualizações mesmo com o curto período de lançamento.

Assim como os demais trabalhos do grupo, “Norte” possui uma excelente fotografia (dirigida por Welton Souza e Jesus Mendes). Ambientando em cenários naturais do sol do estado, o clipe conta com a atuação de Jonas Schlengman somada a takes que intercalam a performance da banda com cenários absortos. Dotada de um instrumental cadenciado, técnico e um refrão célere, a faixa conta com monólogo recheado de versos reflexivos acerca de objetivos pessoais. A composição trata do recomeço, do distanciamento em prol da procura por algo a mais, da cura de uma dor, ou simplesmente da busca por novos riscos.



Ponto Nulo No Céu é:
Dijjy (Vocal)
Felipe (Guitarra/Vocal)
Fau (Baixo)
Lucas (Bateria/Vocal)

Plataformas virtuais:


terça-feira, 13 de março de 2018

O Mundo Analógico: O Recomeço de Tudo (2018)


Os criciumenses do O Mundo Analógico lançaram no dia 23 de fevereiro seu segundo disco de estúdio. O álbum intitulado de “O Recomeço de Tudo” possui 12 faixas que mesclam o Ska característico da banda com Reggae e Rap.

A arte do álbum se destaca pelo excelente trabalho gráfico, retratando um Lampião do Século XXI através de elementos que exibem o caos social, como notas de dinheiro, queima de igrejas e o Palácio do Planalto. A simbologia da capa pode ser lida como a destruição da sociedade atual, para que assim seja possível um recomeço.



O material contou com a gravação e produção no estúdio Pé do Morro e IMGN, sendo mixado e masterizado por Lucas Taboada. Acompanhe a baixo a resenha de cada uma das faixas:

“El Temido Pistolero Mustafah” é a faixa introdutória do álbum. Em sua curta duração, a mesma traz elementos díspares entre o instrumental e seus poucos versos.

A canção “Uma Só Voz” transpassa uma conexão com a clássica “SkaCity”, visto que ambas possuem similaridades, que vão desde alguns versos até seu âmago nostálgico. Além disso, a segunda faixa estinga a coletividade e a perseverança através de versos que fomentam a união. Em sua sonoridade há uma presença constante dos metais com riffs puramente cadenciados.

“O Muro”, primeiro single lançado, questiona a dualidade representada por um Muro que nos afasta, e faz com que as pessoas se desviem e contentam-se com a destruição mútua. A canção é totalmente diferente em relação à sonoridade das demais músicas conhecidas do grupo, devido ao instrumental alternar entre riffs lentos, arrastados, ritmado ao Rap, Ska e Reggae e apresentando celeridade no refrão.

“Hora de Mudar” traz a participação do rapper Cal Will (que já trabalhou com o grupo na canção “Nostalgia”). O instrumental, assim como a faixa anterior, abrange Reggae e Hip Hop alternando com batidas de big beat. Carregada de críticas sociais, faz analogia ao atual sistema político, a culpabilização da classe baixa e aponta como alternativa a esse cenário a ação popular.

Com menos de três minutos de música, “Não se Prenda” traz um ritmo dançante e frenético ao álbum. Possuindo instrumentais harmônicos, a composição frisa a intensidade cotidiana e o desprendimento de opiniões alheias.

A sexta faixa “Siga”, mescla o Ska tradicional e o Roots, já que os mesmos possuem instrumental rítmico. A letra possui um teor sentimental ao ressaltar o aprendizado adquirido através das experiências cotidianas, como é citado no trecho “...nos olhos de quem me ensinou a ser o melhor de mim”.

Considerada uma das melhores do disco, “A Paz Que Abraçou o Amor” se destaca pela leveza da sua sonoridade, evidenciada na sutileza do instrumental. A sétima faixa enfatiza um romance através de analogias a elementos da natureza que catalisam uma ausência.  

Personificada pela celeridade de seu instrumental “Plante Uma Ideia” traz à tona o Reggae típico do grupo. Contando com a participação de Leonardo Cardoso Maciel a composição da faixa trata sobre liberdades individuas e emancipação mental.
Introduzida através de um monólogo, a faixa “Rema” alterna entre o Reggae e riffs mais agitados intensificados no refrão. A letra da mesma carrega o otimismo habitual presente nos sons da banda, enfatizando os ensejos que a vida proporciona.

Uma das mais pesadas do álbum, “Adiante” intercala entre o Ska do O Mundo Analógico e o Metal Alternativo da Ponto Nulo No Céu. Através dessa mescla, o instrumental alcança uma singularidade rítmica somada a composição que traz críticas ao comodismo ao expor versos de revolta. E a partir disso “sobre os escombros na reconstrução” emerge a esperança.

“Deixa O Sol Se Pôr”, assim como próprio título explicita, traz em sua letra uma mensagem de liberdade, carregada de positividade e amor. O instrumental tranquilo combinado com os metais característicos, faz com que a música apresente uma singularidade ao abordar de forma cativante temas corriqueiros. Como, por exemplo, deixar o sol se pôr para que "o vento traga de novo a alegria de estarmos juntos num momento bom", como é citado no refrão. O tom de tranquilidade presente na canção se acentua na doce voz de Karoline Calegari, que faz uma participação nos vocais.

O álbum é encerrado pela faixa “D.F.B” que reforça a mensagem de união, derrubando fronteiras através da música que tem como proposito tratar uníssona a voz popular. A sonoridade se destaca pelos batuques e transformações sonoras, indo desde o Reggae Roots ao Pop, com riffs ricos, técnicos e encorpados.


“O Recomeço de Tudo” já está disponível nas plataformas de streaming (Spotify, Deezer, Itunes e YouTube).

O Mundo Analógico é:
Rafael Ronchi (Vocal), Jonas Roque (Guitarra), Victor Rafael (Baixo), Gilson Naspolini (Bateria), Marc Furtado (Guitarra) e Rodinei Albano (Trompete).

Plataformas Virtuais:
Facebook: https://www.facebook.com/omundoanalogico/
Soundcloud: https://soundcloud.com/omundoanalogico
YouTube: https://www.youtube.com/user/omundoanalogico/featured


sexta-feira, 9 de março de 2018

Nona Avenida: Meras Indagações (2018)


A banda Nona Avenida se formou em 2012 no município de Lages, influenciados pela música oitentista, cinema independente e pela arte em geral. Os músicos trazem um Indie Rock caracterizado por sua peculiaridade ímpar e experimental que proporcionou-lhes dividir palco com grandes bandas do cenário brasileiro.

Dois anos após o seu surgimento, o grupo alçou voos com o lançamento do seu primeiro trabalho, um Ep com cinco músicas autorais. Este referido trouxe aos lageanos o prestígio de divulgar o primeiro videoclipe denominado “Sirene”.
Logo esse trabalho deu lugar ao full length intitulado “A Segunda Impressão É a Que Fica” que possui oito faixas (disponível no Spotify). Como consequência do projeto emerge o clipe “Boas Notícias”, seguido pela nova obra “Meras Indagações”.

O vídeo mescla cenas cotidianas com imagens de cunho nostálgico e de extremo valor sentimental (sendo dedicado a memória de Edson Euclides Rosa). A letra enfatiza de forma sinestésica, a melancolia caracterizada pela fotografia em preto e branco, a qual se molda à sonoridade lenta, técnica e cadenciada indo de encontro à sensibilidade casual presente nas letras da Nona Avenida.

A banda é composta por: Bruno Juarez Machado (Vocal e Guitarra), Lucas Reichert (Guitarra, Vocal e Teclado) e Nathalia Chiaradia (Baixo)

Plataformas virtuais:




quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Morpheus’ Dreams: Mescla entre misticismo e Metal


   Há quase 20 anos na estrada e trazendo uma proposta diferenciada, a banda paulista Morpheus’ Dreams se destaca pela ideia de incorporar elementos étnicos ao Heavy Metal. Formada em 1998, os músicos passaram por algumas modificações até a consolidação da formação atual. Sendo que os músicos que se fizeram presentes na gravação do CD foram: Marcell Cardoso/Bateria (Rafael Bittencourt/Família Lima), Bruno Ladislau/Baixo (André Matos), Christian Buchhaas/Guitarra e Violão, Dio Lima/Acordeon e Teclado, Fernanda Hay (Over Alive) e Juliana Rossi/Vocal feminino, Alírio Netto/Vozes masculinas, Ricardo Vignini/Viola Caipira (Moda de Rock), Alexey Kurkdjian/Violino e André Zangari/Hurdy Gurdy. Vale ressaltar que a produção ficou por conta de Marco Nunes.

Uma das grandes bases para os músicos é o universo onírico em geral, por conta isso, o nome da banda não poderia fluir de outra vertente. A designação Morpheus’ Dreams (ou “O Sonho de Morfeu”) manifestou-se a partir de sonho de um dos integrantes. Entre as referências utilizadas nas composições de arranjos e letras estão elementos diversos, como por exemplo o escritor inglês Neil Gaiman, autor do HQ Sandman. Além disso, possuem influências de grandes nomes da música, como Nightwish, Nyiaz, Shiva in Exile, Loreena Mckennitt, Blind Guardian, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Irfan, Yngwie Malmsteen, Paco de Lucia, Whitin Temptaion, Europe

A banda possui três materiais lançados, entre esses estão os singles “Trismegistus” (2011) e “Lobo-Guará” (2012), além do debut álbum “What Dreams May Come?”, o qual foi lançado em 31 de Março de 2017. 

Atualmente os músicos estão em processo de composição de conteúdo para o segundo álbum, e também buscam novos integrantes que possam completar a formação da Morpheus’ Dreams, que atualmente conta com Christian Buchhaas (Guitarra/Violão) e Paulo Alonso (Guitarra).

Christian Buchhaas tem um recado aos leitores: “A cada um daqueles(as) que dedicam um pouco do seu tempo para dar apoio às bandas autorais, um grande abraço e um MUITÍSSIMO obrigado!  Obrigadíssimo também a toda equipe do Urussanga Rock Music!!!”



(Disponível também no Spotify, Deezer, ITunes, Amazon mp3, entre outros)

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