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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Serra Catarinense: 10 Videoclipes Que Marcaram a Cena (Parte I)

Qual música vêm a sua cabeça quando você pensa na Serra Catarinense? Não só de Música Regionalista, vive a Amures!!!


Seja do rock rural incandescente do Expresso Rural, nos palcos alternativos da Festa do Pinhão ou nas noites do Fatboo Studios, a região serrana emana música com qualidade, desde Blues, Reggae, Rap, HC, Metal ou MPB, a versatilidade, criatividade e talento são explícitos nos seus respectivos trabalhos.

Por isso, a Urussanga Rock Music decidiu relembrar videoclipes que marcaram Lages e região. O quadro terá duas partes de dez materiais audiovisuais, de bandas distintas que tiveram/têm a sua importância no cenário musical catarinense. A ordem, foi feita de acordo com a data de lançamento dos clipes.

01. Expresso Rural - Nas Manhãs do Sul do Mundo (1983)


A banda Expresso Rural encantou o estado de SC nos anos 80, com clássicos como “Certos Amigos”, “Sol de Sonrisal” e “Tom Natural”, o grupo descentralizou a música, trazendo o interior para ser tocado na capital. “Nas Manhãs do Sul do Mundo” é sua obra mais conhecida e angaria um clipe nostálgico, divulgado no ano de 1983.

02. Orquídea Negra - The Darkness (1991)


Os amantes do Metal devem estar se perguntando, se o ícone do Heavy Metal catarinense também estaria, na referida matéria. É claro, que o Orquídea Negra não poderia faltar, já que sustenta e leva o nome da cidade para os quatro cantos do país. Ainda na ativa, os músicos possuem 34 anos de história e três discos lançados. Em 1991, a extinta TV Manchete de Joaçaba- SC, divulgou o vídeo de “The Darkness”.

03. Lenzi Brothers - Allana (2008)


“Atrás de uma viagem nova, que lhe faça compreender, sem rotas e marcar a volta, é nessa que Allana vai levar você...” Essa música com certeza marcou a consolidação de três irmãos que saíram da Serra rumo ao litoral. Há 12 anos, a banda Lenzi Brothers divulgou o videoclipe de “Allana” contendo uma estética divertida, com elementos visuais que remetem aos quadrinhos e uma sonoridade baseada no rock londrino. Ao todo, em sua discografia, o grupo dispõe de nove discos, participações na MTV e ShowLivre.com, além de uma vasta bagagem.

04. Genirê Z - O Vento (2014)


Com 3.500 visualizações, “O Vento” é a principal faixa da banda de Reggae, Genirê Z. A melodia calma, gostosa e simples se complementa ao visual de um clipe caseiro, com takes de apresentações dos integrantes, produção de músicas e um clima sinérgico. O grupo foi formado em 2011 e já esteve em grandes eventos da região, como a Festa do Pinhão.

05. John Liar - Hard Work (2015)


Ahh o HC... O Hardcore também está presente. E a John Liar, um dos maiores nomes do estilo na cidade, mostra que experiência, sincronia e técnica são fatores totalmente conectivos. “Hard Work” é a personificação disso, uma vez que através de uma GoPro, conseguiram capturar a energia dos músicos e a rapidez dos riffs. A banda obtém dois trabalhos, o Ep homônimo “John Liar” e o recente “Changeover”.

06. Megaluce - Lampião (2015)


Uma levada experimental, com resquícios de Shoegaze, MPB e Indie, a Megaluce expõe um som limpo e ímpar. Há cinco anos, os músicos difundiram “Lampião”, como o próprio nome já diz, ela traz referências ao casal Lampião e Maria Bonita. Recentemente, a banda lançou seu álbum “Cotidiano Abstrato”, último trabalho até então.

07. Nona Avenida - Meras Indagações (2018)


 “Você já se escondeu quando esteve frio? Já tomou mágoas num copo vazio? ” Esses versos conseguiram me prender, tanto pela simplicidade quanto pela intensidade. E “Meras Indagações”, considero uma das principais músicas feitas nessa segunda década, na cidade. O vídeo mescla cenas cotidianas com imagens de cunho nostálgico e de extremo valor sentimental (sendo dedicado a memória de Edson Euclides Rosa). A letra enfatiza a melancolia caracterizada pela fotografia em preto e branco, a qual se molda à sonoridade lenta, técnica e cadenciada indo de encontro à sensibilidade casual presente nas letras da Nona Avenida.

08. Raccoon Club - Flicker (2018)


A banda Raccoon Club de Lages- SC traz a irreverência e o experimentalismo através de releituras de clássicos e covers. Em novembro de 2018, o grupo divulgou seu primeiro trabalho, denominado “Flicker” e contou com a participação de muitos amigos e colegas dos músicos. Com uma intro melancólica de um diálogo, exprimiram os primeiros acordes, de maneira lenta e cadenciada mas permanecendo numa linearidade síncrona. No vídeo, a sinestesia galgava por caminhos díspares até se unir a atmosfera íntima com traços de epifania.

09. AbomiNação - Sermo Serpentum (2019)




A AbomiNação é um dos principais nomes do Grindcore/Crossover catarinense. “Sermo Serpentum” foi o último material a ser lançado. O trabalho exibe a qualidade e principalmente o crescimento do grupo. No videoclipe, Mateus Biazotto (Vocalista e Baixista) é tido como padre, enquanto Miro Wagner (Guitarrista) e Ruan Rudieri (Baterista) são seus súditos. Com um altar remetendo a templos cristãos, o grupo ingressa críticas à misoginia, a intolerância e ao preconceito expresso através de discursos morais religiosos.

10. Arit - Lobo do Mar (2019)


O rapper Thiago Arit já entrou para a história da música lageana. Há quase um ano, o músico divulgou o primeiro audiovisual de Rap do município, através da canção “Lobo do Mar”. Nela, Arit expõe suas visões sobre a sociedade, referências atuais e versos distópicos e futuristas.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Megaluce: Poesia na Casualidade


A banda Megaluce recentemente lançou em suas redes sociais o novo álbum “Cotidiano Abstrato”. O mesmo obteve captação por Steffan Duarte no Fatboo Studios e foi produzido de maneira independente.

O grupo lageano está na ativa desde 2012 e traz consigo o desprendimento de covers e valorização do autoral, o que é peculiar entre os integrantes. Eles mantém uma notável visibilidade na cena catarinense e já difundiram três materiais, sendo estes o EP homônimo “Megaluce”, “Tamborete Vanguarda” e “Desculpe Qualquer Coisa" (o qual recentemente obteve matéria pela URM).



O novo disco contém uma capa que remete a nostalgias e traços de objetos do dia-a-dia, como ouvir aquele disco clássico seja The Beatles ou Cícero, tomar uma bebida para se esquentar e desfrutar de fotos e ilustrações que nos impulsionam a adentrar em momentos singulares e ímpares vivido somente uma vez. O full length expõe oito faixas autorais:

A primeira faixa “Já é Tarde” exibe a introdução do material. O instrumental da mesma mostra um indie diferenciado, meio britânico meio abrasileirado contendo resquícios de MPB em seu contexto. A letra é caracterizada por crises existenciais viabilizadas através de opiniões incertas sobre os fatos que acontecem.

“Elefante” é mais arrastada e lenta, enfatiza solos harmônicos. Ela ressalta uma metáfora com o animal, já que enquanto o mamífero traz consigo sua inocência e liberdade, o humano se prende a monotonia da rotina.

A terceira “Ondas”, possui um instrumental técnico, coeso e cadenciado distribuído em riffs lentos e sólidos. Ela enfatiza devaneios sentimentais, fazendo alusão às sinuosidades do cotidiano.

Ah, o experimentalismo! Ele deixa música com uma sutileza elegante e assim “É Só Você” ingressa-se, com pitadas de romantismo na sonoridade. A sua composição apresenta a personificação de uma vida simples e bela através de relatos de uma pessoa apaixonada.

“Cabeça” possui uma potencialidade em seus takes sonoros, além da constante presença de seus riffs simétricos. A letra faz críticas às pessoas e a induzem a levantar pensamentos indagadores e questionamentos acerca do que as envolvem, ou seja, a “Cabeça Não É Só Para Usar Chapéu”.

“Retrato” exibe uma sonoridade constante com elementos harmônicos, rítmicos e bem trabalhados. A faixa proporciona ao ouvinte um gostinho de domingo à tarde, sendo sua composição marcada pela rotina e o constante ócio.

A sétima canção é um clássico do grupo, “Breu” foi a escolhida para ganhar um vídeo no Lages Garden Shopping para o projeto Palco Aberto.  Ela revela uma sintonia e calma além da bela sincronia entre os integrantes, com o passo do desenrolar da faixa, abre um diálogo a tornando a mais expressiva do álbum. Sua letra ativa análises comportamentais, mostrando o breu como catalisador da tristeza que insistentemente causa pensamentos autodestrutivos e suicidas.



Depois da música mais longa do disco, o encerramento fica por conta de “Azul”. Violões lentos e uma atmosfera vagarosa devidamente contribuem para a finalização do CD. A composição é marcada pela delicadeza, melancolia e pela sinestesia ao trazer o azul, do “veneno” mas também remete o mesmo tom do céu do Sul.

A banda é:
Alyson Medeiros (Guitarra e Voz)
Guilherme Duarte (Guitarra e Voz)
Gustavo Duarte (Bateria)
Marcus Outemane (Baixo)

Plataformas virtuais:



segunda-feira, 26 de março de 2018

Megaluce: "Desculpe Qualquer Coisa" (2017)


Fruto originário da Princesa da Serra Catarinense, a Megaluce surgiu em 2012 a partir de um projeto entre amigos. Iniciada em estúdio, a banda sempre teve em vista a produção autoral, desprendendo-se de covers.

Ainda em estúdio no mesmo ano de criação, os músicos divulgaram um EP homônimo “Megaluce”. Tal trabalho fora gravado no M-Audio Estúdio, produzido por Marcio Fernando, contém quatro músicas, sendo estas “O Dia Nasce Outra Vez”, “Astronauta”, “Quanto Tempo” e “Alice (Não Faça Parte) ”.

Três anos depois, o grupo difundiu o EP “TamboreteVanguarda” produzido de maneira independente no Estúdio Toca de Cachorro, esse possui as faixas “Claraboia”, “Dois Pontos”, “Lampião” e “Baleias”. Deste trabalho surgiram o videoclipe “Lampião” e o webclipe “Dois Pontos” (trilha sonora do curta metragem “Ondas Noturnas”).  Em 2017 foi a vez da canção “Retrato” ganhar vida em um clipe, no mesmo ano através do projeto Palco Aberto Marajoara de Thomas Michel Antunes, a banda lançou um vídeo ao vivo de “Breu”.

O último trabalho dos músicos também ganhou destaque na cena catarinense. O compacto pré-disco (como é chamado carinhosamente pelos músicos) denominado “Desculpe Qualquer Coisa” foi lançado em julho de 2017. O mesmo foi gravado, mixado e masterizado no Fatboo Studios por Steffan Duarte e angaria três canções:

A primeira delas, intitulada “Ondas”, possui um instrumental técnico, coeso e cadenciado distribuído em riffs lentos e sólidos. Ela enfatiza devaneios sentimentais, fazendo alusão às sinuosidades do cotidiano.

“Retrato” exibe uma sonoridade constante com elementos harmônicos, rítmicos e bem trabalhados. A segunda faixa proporciona ao ouvinte um gostinho de domingo à tarde, sendo sua composição marcada pela rotina e o constante ócio.

“Desculpe Qualquer Coisa” é encerrado com a tranquila “Sol A Pino”. A faixa b-side do trabalho é mais lenta, proporcionando destaque a serenidade dos instrumentais. Rica em ternura, possui uma narrativa que mescla, da melhor forma, elementos da astronomia com versos românticos.  

Megaluce é:
Alyson Medeiros (Guitarra e Voz)
Guilherme Duarte (Guitarra e Voz)
Gustavo Duarte (Bateria)
Marcus Outemane (Baixo)

Plataformas virtuais:






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