No dia 25 de fevereiro, a região Sul de Santa Catarina voltou a ser anfitriã de um festival, dessa vez do postulante Palaces Festival, evento organizado pela banda As The Palaces Burn. O local para a realização do fest era bem sugestivo, uma vez que, tem tradição em receber grandes bandas e no que tange a apoiar o underground regional. O Garden Gastropub em Içara - SC, antigo Colher de Chá, mostra que em suas paredes, a música independente e autoral está mais presente do que nunca.
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| Fotos: Leandra Sartor/Urussanga Rock Music |
O público deu seu espetáculo, já que lotou as dependências do bar e trouxe velhos rostos conhecidos a se inebriarem rememorando as nostalgias, amantes do Rock/Metal de regiões fora da Amrec e jovens sedentos pelo som pesado, sem firulas e totalmente idôneo. Além disso, as barracas de merchan explicitaram que ainda há colecionadores e apoiadores e que um evento como o Palaces, pode de certa forma ser um impulso para o resgate desses festivais pela região.
No palco de baixo, a banda Milagro trouxe sua experiência e os 18 anos de atividade. Com uma sonoridade que flerta, ora com o New Metal, ora com o Metal Moderno, ora com elementos do Hardcore. Os músicos expuseram para todos ali presentes, vocais rasgados, uma bela sincronia e o peso descomunal, destaque para as canções, “Tripa de Porco” e “St Louis Harmonic”.
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| Milagro |
Outra originária da cidade de Criciúma, a banda Norium representou e mostrou na prática como mesclar o Heavy Metal ao Metal Melódico. O grupo contagiou o público com suas canções do álbum “A Journey in The Soul” e também com uma releitura da canção “Hearts On Fire” do John Cafferty.
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| Norium |
A Alkila sempre dispensou apresentações e nesse evento não foi nada diferente. A primeira canção, “Territory” da banda Sepultura fez com que os headbangers e metalheads protagonizassem momentos de moshes. Com um Death/Thrash Metal, a banda exibiu suas canções autorais, além dos covers apresentados.
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| Alkila |
E lá estávamos em uma sombria noite de sábado, quando nossos tímpanos são acertados com um som conhecido, nostálgico e simplesmente… assustador. A banda Murdock, veio de Tijucas, mas deixou toda a atmosfera “good vibes” no litoral, já que em plena introdução emendaram um monólogo do Zé do Caixão. Em seu show, riffs carregados e pesados auxiliaram no clima soturno.
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| Murdock |
Quando dizem que o Krisiun é a maior banda nacional, acredite essa afirmação é verídica e pode ser comprovada no Garden. Os três irmãos, em plena difusão de sua turnê do disco “Mortem Solis”, sem adornos quaisquer, proporcionaram uma imersão de riffs rápidos, agressivos e sustentados pela brutalidade já característica. Alex em uma de suas músicas, trouxe mensagens fortes, pesadas e falou que o Metal não é lugar para preconceitos e sim um ambiente comumente tratado, por pessoas que levam suas vidas sem dogmáticas religiosas e suas morais tão retrógradas para os dias atuais. Desde “Combustion Inferno”, “Blood Of Lions”, “Serpent Messiah” e até um cover de “Ace Of Spades” do Motorhead, os gaúchos concluíram sua apresentação de maneira caótica.
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| Krisiun |
Já que a atmosfera estava pesada, densa e propícia para um som ainda mais carregado, a Malice Garden no palco debaixo, trouxe o Black Metal em sua face mais crua, alternando dessa forma com inserções do Death Metal. As músicas do seu EP “Denying Creation” foram os destaques dos criciumenses que estarão se apresentando no Otacílio Rock Festival 2023.
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| Malice Garden |
Anfitriã e também prata da casa, a As The Palaces Burn parece com o vinho, cada dia que passa fica ainda melhor. Um som absurdamente técnico, com músicos experientes oriundos de grandes bandas do estado e também com a qualidade das letras presentes no disco, “End’evour”, os músicos prepararam uma apresentação atípica movida pelo Groove Metal, Metal Alternativo e pinceladas de Progressivo.
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| As The Palaces Burn |
A Losna com seu novo baterista, Mateus Michelon, abriu a caixa de pandora, pois ao começar a performance, as irmãs Fernanda e Débora, fizeram com que a noite sucumbisse aos violentos ataques de riffs. Além disso, uma passada aos clássicos do grupo e uma homenagem merecida a banda do atual baterista, Inheritours, na qual o grupo fez uma releitura.
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| Losna |
Com 27 anos em atividade e com a inclusão do guitarrista Vicente Telles, o Hibria fez um dos melhores shows da noite e encerrou o festival. Isso se deve pelo fato da sincronia única entre os membros e também pela preciosidade das músicas do seu novo disco, “Me7amorphosis”. Surreal, assim foi definida a apresentação do grupo porto alegrense.
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| Hibria |










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