A segunda
edição do Frain Hell Rock festival aconteceu a todo vapor. O palco do grande
espetáculo fora o Refúgio do Lago, tradicional pousada que já recebeu o
Orquídea Rock Festival em suas edições.
O evento
organizado por Bruna Búrigo angariou centenas de pessoas, 23 bandas de quatro
estados sendo eles SC, RS, PR e SP além de culinária vegana, bancas de
merchans, bangalôs, áreas para o camping, uma ampla estrutura de sonorização e
tendas e uma paisagem exuberante da natureza.
O sábado
começou destruidor com a Plunder subindo ao palco. O show dos lageanos foi
marcado pela técnica sempre presente, pelos riffs rápidos e pelo repertório
autoral já conhecido como “I Died”, “Poor Devil”, “Evil Daw”, “Ghazi” e
“Plunder”. O pequeno atraso tampouco fora notado, porque a galera começou a regressar
à frente do palco a cada música reproduzida.
Trazendo o
Black Metal, a lageana Conspiracy 666 literalmente blasfemou. Os músicos
mesclaram canções autorais como “The Blasphemy Guardian”, “Diabolical
Revelation”, “The Last Tyrant”, “My Soul Dressed In Ice”, “The Legions Of The
Profane Darkness”, a homônima “Conspiracy 666” e “The Age Of Golgota” além de
covers de bandas referências para a musicalidade de cada um.
Originária de
Caxias do Sul – RS, a Hon-Ra surpreendeu a todas as pessoas presentes. O Death
Metal cru, a voz rouca e forte de Jener, os riffs de Wagner e a cada baqueada
de Rodrigo foram fatores que influenciaram ser uma das potências sonoras do
sábado. As músicas “Black Angel”, Lord Of War”, “God And The Cross”, “Somewhere
In The Sun”, “From The Shadows In The Depths”, “Demons On The Run”, “Evil
Shadows” e “Honor” representaram a identidade do grupo caxiense.
Renomada em
todos os cantos do sul do Brasil, a Red Razor acabou de vir de uma turnê do
Norte/Nordeste o qual foram muito bem recebidos. Para o Frai’n Hell o grupo
apostou novamente em sua qualidade habitual desenvolvida através do Thrash
Metal proporcionando intensos moshs, as clássicas “Wish You Were Beer”, “Napalm
Pizza”, “Red Razor” e “Beer Revolution” não puderam deixar de faltar no line-up
da banda.
Apresentada
como quinta atração, a Vomitfication era uma das mais antigas.
O grupo muito bem reconhecido no estado, donde pode tocar em Florianópolis,
Joinville, São Miguel do Oeste e outras cidades subiu ao palco pela primeira
vez na capital do Planalto Serrano. Os paranaenses exibiram “Brutal Fuck
Through Black Necropsia”, “Fuck Off Bastards, The Real Face Of Creation”,
“Bestial War Fuck”, “Sexual Demoniac Invocation”, a clássica “Astral Inferno”
entre outras. Do início ao fim foi uma espécie de brutalidade sonora.
Uma mistura de
Death Metal, Heavy Metal e Thrash Metal só podia dar em coisa boa. Assim foi o
show da Skombrus de Florianópolis – SC, os também estreantes fizeram uma
exibição destruidora com diversas músicas contidas no último álbum “Betrayal Of
The Breed”, como “Aim The Head”, “Crack Massacre”, a homônima “Betrayal Of The
Breed” entre outras canções.
A Silent Empire
apresentou-se pela primeira vez na região serrana. Os músicos estão na fase do
processo de desenvolvimento de seu novo álbum, “Dethronement Off Al Icons” e
reproduziram alguns sons que farão parte do full length, todavia os
criciumenses executaram canções conhecidas pelo respectivo público que os
acompanha, como “Self Preservation Is The Key”, “Deadly Fuckin Assembly”, “Hail
The Legions” e “Destroy Doctrine Divine”. O vocal árduo do Ivan complementado
ao instrumental frenético levaram os amantes do metal a se destruírem
literalmente em grandes rodas de mosh.
Personificada
como um Rock Malandro, a Médicos de Cuba subiu ao palco para apresentar o seu
respectivo trabalho, os curitibanos expuseram músicas como “Arquiteto”,
“Vagabundo”, “Jesus de Fora” entre outras canções conhecida pelo seu público. O
show foi marcado por agitações e mesclas de estilos e ritmos dentro das
vertentes do rock.
E ao falar em
mescla, a Krucipha praticamente encantou a todos com o Groove Metal, com os
instrumentos peculiares e com a mescla do Metal com padrões rítmicos. As
músicas exibidas foram “Indigenous Self”, “Reason Lost”, “Acceptance”, “FOMO”,
“Victimia”, “Mass Catharsis”, “Affordiction” entre outras. Durante todo o
espetáculo, o público ficou atônito e maravilhado com a performance do grupo.
As danças
celtas, os trenzinhos, as bebedeiras, as brincadeiras e os moshs irlandeses
tomaram conta de Lages – SC. A Captain Cornelius expôs toda a sua peculiaridade
exibindo um show divertido, dançante, animado e regado a muita cerveja. Os
riosulenses tocaram covers de muitas músicas famosas e adaptações.
Outro
peso-pesado era a Horror Chamber de Death Metal, o grupo advindo de Canoas – RS
deixou o palco pequeno com a apresentação recheada de riffs brutais, intensos,
sólidos e ríspidos. Canções como “Eternal Torment”, “Work Slave”, “Rise Of The
Dead”, “Clown Killer”, “Dawn Of Madness”, “Blood Obsession” e “Perverse Mind”
foram as autorais que os gaúchos expuseram.
Na madruga
houve espaço para o Doom Metal e a Lacrimae Tenebris não decepcionou. Timóteo,
Max e Felipe chegaram de Curitiba e transformaram o Frain Hell Rock Festival
num caos arrastado e cadenciado. “Estigma”, “Casa de Espelhos”, “In Solitude”,
“Ubir Est Tristis” e “Lacrima” foram os sons executados pelos paranaenses.
Logo depois da
entrevista conosco, a horda lageana The Torment se apresentou pela segunda vez
no Frai’n Hell Rock Festival uma vez que já havia participado da primeira
edição. Os músicos tiveram atitude e coragem para queimar uma camisa da banda
de Black Metal Mork Visdom de São Paulo (Banda essa que o vocalista foi acusado
de agressão a mulher) e realizar pirofagias com muita heresia. As músicas
autorais tocadas foram “The Torment”, “Blood And Death”, “Killer Off Fire”,
“Black Soldier Of War”, “Ritual”, “March Of The Black Goat Warriors”,
“Strengthened By Darkness” e “Dead Warrior Of Darkness.
O encerramento
contou com outra já conhecida do evento, a Misanthrope de Curitibanos que teve
a difícil missão de segurar o público acordado e assim o fez tocando os
melhores clássicos do Death com o sol nascendo.

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