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| Foto 1: Facebook da banda |
Primeiramente,
agradeço a disponibilidade pela entrevista. A Malice Garden nasceu em 1999 com
o intuito de transpassar músicas autorais, com referências às bandas Morbid
Angel, Slayer, Destruction, Sodom, Deicide, Cannibal Corpse, Krisiun, entre
outras. Como foi o procedimento de criação e formação inicial?
Spok:
Agradeço também pelo espaço cedido, e pela oportunidade de falar um pouco sobre
nossa banda Malice Garden. A Malice Garden iniciou-se com a formação de Rodrigo
na bateria, Régis no vocal, Junior na guitarra e eu, Spok, também na guitarra.
A princípio, a banda chamava-se Renegades e éramos apenas amigos reunidos
fazendo música.
Com o
passar de mais ou menos um ano, sai Juarez e entra Cleber, que rebatiza a banda
como Malice Garden, momento este onde assumimos uma postura mais profissional.
Logo
no ano de 2000, vocês difundiram de forma independente a primeira demo Ravenge
Against Jesus Christ. O trabalho conta com quatro faixas: “Rise Above The
Things”, “Angel’s Fall”, “Ravenge Against Jesus Christ” e “Renegade Soul”.
Sobre o álbum, quais foram as dificuldades para o desenvolvimento?
Spok: Não
houveram muitas dificuldades, pois por termos todos o mesmo viés musical, as
letras e melodias foram criadas de forma espontânea e com a juventude a favor.
O processo foi bastante rápido.
Dois
anos depois, o Ep “Eternal Evil Victory” foi divulgado, também com quatro
faixas: “Thy Master”, “Violation Domain”, “Black Devastation” e “Malice
Garden”. No entanto, é mais ríspido, agressivo, direto, mais maduro e técnico.
Quais as principais diferenças desse material para o anterior?
Spok: Nesta
época, houveram mais mudanças na banda. No lugar de Régis entrou Ivan, Mauricio
no lugar de Cleber e Arthur no lugar de Junior, onde o perfil da banda foi
sendo modificado, passando a ter composições mais maduras e técnicas, como você
mesmo citou.
Ainda
no começo do século, ocorreu um acontecimento inusitado. Uma enchente em
Criciúma, de grandes proporções afetou a banda. Alguns equipamentos foram
inundados, muro do local do ensaio desabou.... Depois disso foram ensaiar na
casa do ex vocalista Ivan Tyrant. Podem nos dizer mais sobre o episódio e se
atrapalhou o desenvolvimento do grupo?
Spok: Foi
um grande susto. Ensaiávamos na casa do Artur, onde deixávamos as aparelhagens,
e infelizmente a parte de baixo onde ficava o estúdio foi inundada. Porém,
conseguimos recuperar grande parte do equipamento e seguimos com os ensaios
normalmente, sem nos deixar abalar pelo episódio.
O
ano de 2003 foi muito produtivo para a Malice Garden, pois vocês abriram para a
banda polonesa Vader e se apresentaram no Setembro Negro Festival, ao lado de
grupos como Dark Funeral (SUE), Averse Sefira (EUA), Agaures (MG), Valhalla
(DF) e Avec Tristesse (RJ). Como definem essas duas apresentações?
Spok: Foram
excelentes apresentações. Nós ficamos muito satisfeitos e honrados pela
oportunidade de tocar ao lado de grandes ídolos.
No
mesmo ano, vocês assinaram contrato com a gravadora Tumba Records e no ano
seguinte iriam lançar um debut álbum pela mesma. Porque vocês não deram
continuidade no projeto?
Spok:
Infelizmente, como acontecem em muitas bandas, tivemos problemas de afinidades
entre alguns membros por divergências de opinião, o que resultou na falta de
continuidade dos projetos.
Qual
motivo para o recesso do grupo?
Spok: Sem
afinidades e sem o grupo em total acordo, percebemos que seria necessária uma
pausa nas atividades.
Recentemente,
vocês se reuniram para ativar novamente a banda. Dessa vez, com nova formação e
com materiais sendo divulgados aos poucos no YouTube. Sobre a “nova cara” da
banda, o que podemos esperar?
Spok: Hoje,
trabalhamos com um Death/Black metal mais maduro, seguro e ‘’sem firulas’’.
Quais
são os novos projetos do grupo?
Spok: A
princípio, decidimos refazer a primeira demo, pois são músicas muito boas e que
mereciam ser regravadas com mais ‘’maturidade musical’’. Também estamos
trabalhando na composição de outros trabalhos, com a intenção de divulgar a
banda e lançar álbum novo com músicas inéditas, ainda este ano.
Formação
Atual.
Spok
(Guitarra e Vocal)
Adinan
(Bateria)
Henrique
(Guitarra)
Geison
(Baixo)
Plataformas
Virtuais.
Um
recado para quem nos acompanha.
Spok: A
todos os metaleiros: que apoiem a cena underground, consumam materiais,
compareçam aos shows e ouçam Malice Garden!

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