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domingo, 2 de maio de 2021

Carniça: O cenário político distópico atual é evidenciado em “País Sem Salvação”, seu novo single

No dia 21 de abril, a banda gaúcha de Death Metal, Carniça, divulgou “País Sem Salvação”, seu novo lyric vídeo. A música estará presente no álbum “A New Medium Ages”, que será lançado ainda em 2021, ano que a banda comemora seu 30º aniversário.

A canção foi mixada e masterizada por Henrique Fioravantti no From Hell Recors Studio. Com 05:45 min, a música traz a participação de Henrique no baixo e é marcada por um instrumental célere e ríspido com riffs bem sólidos e agressivos.

A composição criada por Parahim Neto e Marlo Lustosa é totalmente atual. Ela exibe a hipocrisia religiosa e as facetas corruptas arraigadas por um país em declínio. Uma nação que predomina o fundamentalismo clérigo, a estapafúrdia solução para a segurança pública através de “armas” e a imbecilidade coletiva evidenciada através da polarização.

Foto/Divulgação

Sobre a banda

A banda Carniça foi formada em Novo Hamburgo – RS, no ano de 1991. Durante toda a sua trajetória já lançou dez materiais, divididos em Eps, demos, Split e discos. Os materiais “Rotten Flesh”, “Temple’s Fall... Time To Reborn”, “Nations Of Few” e o disco homônimo “Carniça”, são os principais da rica discografia do grupo gaúcho.

Os músicos já são conhecidos no estado de SC, pois estiveram no Rock in Hell Do Campo em 2018 e também se apresentaram no Otacílio Rock Festival no ano seguinte. O grupo consolidado no cenário do Metal gaúcho atualmente está no desenvolvimento de seu novo disco, denominado “A New Medium Ages”.

Formação Atual:

Mauriano Lustosa (Vocal)

Parahim Neto (Baixo)

Marlo Lustosa (Bateria)


Plataformas Virtuais:

Facebook

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Spotify

YouTube


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Brutal Morticínio: "O elitismo, o conservadorismo e o machismo são insustentáveis no Metal"

A Urussanga Rock Music trouxe à mesa de entrevistas, a Brutal Morticínio de Novo Hamburgo- RS, para debater assuntos concomitantemente relevantes sobre o cenário musical brasileiro: a ascensão do neofascismo e do Cristianismo no Underground.

Foto 1: Facebook da Banda

 Primeiramente, obrigado por nos conceder essa entrevista. Hoje a Brutal Morticínio consequentemente é tida como uma das maiores bandas Underground do Sul do país. Nesses 12 anos de estrada, qual a visão do grupo em relação a essa trajetória?

Matheus: Primeiramente gostaríamos de agradecer por esta oportunidade. A banda teve início em 2006. Teve como ponto inicial fazer um som ríspido, voltado para a velha escola do metal negro, com músicas que versassem sobre a nossa cultura e os ideais de resistência próprios do povo latino americano. Desde o início tivemos o propósito de elaborar esta vertente do Pagan Black Metal com uma temática indigenista e voltada para a defesa dos povos que nativos da América. Desde o surgimento da banda até agora, podemos perceber a modificação do underground. Ainda que tímida acredito que boa parte das pessoas que está inserida neste meio tornou-se mais consciente de seu papel e do próprio papel da cultura de resistência que é o underground. Apesar de ser ainda apenas uns passos iniciais neste sentido, acredito que pudemos dar a nossa parcela de contribuição, o que nos deixa muito realizadas, uma vez que é um dos objetivos da própria existência da banda.

Christian: Agradecemos o espaço. Não cheguei a fazer parte do início da banda, mas sempre achei muito interessante a proposta. Quando ouvi o primeiro disco pela primeira vez achei muito foda. Pensei: deveriam existira mais bandas como essa. Hoje vejo como a banda teve um reconhecimento positivo nesses anos de trabalho e luta pelo e no Underground e me sinto honrado em fazer parte disso.

Na banda já passaram diversos integrantes e constantes modificações entre os mesmos. O que essas mudanças influenciaram no resultado atual?

Matheus: Acredito que o ideal para uma banda é ter os seus integrantes estabilizados. Nem sempre isso é possível. Acredito que a maioria dos músicos que tocou conosco deu sua parcela de contribuição. Prezamos principalmente pela ideologia e seu comprometimento com a banda e o underground, antes de suas ditas qualidades como “músico”. Creio que cada um dá sua parcela de contribuição e acaba deixando a sua marca na banda. 

Christian: Acho que todos, exceto um, têm sua contribuição de uma forma ou de outra. Manter uma formação as vezes não é uma tarefa muito fácil, uma vez que tem vários fatores que podem dificultar, como trabalho por exemplo. Mas para nós o mais importante é o comprometimento. Outro fator importante é ser compatível com a ideologia da banda. Recentemente cometemos um erro de contar com alguém que conhecíamos pouco sobre, e que depois acabou se mostrando de verdade. Tomamos a providencia na mesma hora.

O primeiro full length “Despertar dos Chacais... O Outono dos Povos” explicitou (assim como a demo lançada anteriormente) a pluralidade temática que remete assuntos como a podridão humana, a morte e a hipocrisia religiosa. Como foi o procedimento de desenvolvimento do álbum?

Matheus: A história da construção do álbum está meio na gênese da banda. Uma vez que ela se origina para tocar esses sons e tentar resgatar algo de old school que havia se perdido em parte naquele momento. Além de abordar uma temática diferenciada, uma vez que era muito comum na época bandas brasileiras versando sobre mitologia nórdica e outras abordagens de um distanciamento com um diálogo mais real com nossa história e com nossas vivencias. Desde o início tivemos o propósito de divulgar um som com ideais e sonoridade fora dos padrões impostos pela sociedade, que muitas vezes acabam minando o próprio Underground.

A banda tem também como propósito, construir uma contraofensiva a todo o conservadorismo impregnado no Metal. Isto está apenas no começo e por isso as bandas precursoras sofrem um pouco mais, mas acredito que este pensamento cristão/ capitalista, tem seus dias contados dentro do Metal Extremo. A receptividade de início da mídia chamada de especializada foi bastante fria, pois há uma preferência clara destes órgãos maiores de divulgação por certas hordas que estão mais na “moda” ou pelos velhos medalhões e sem dúvida alguma, para as bandas da Europa. No entanto, a receptividade dos reais guerreiros foi muito boa e interessante. Passamos a estabelecer muitos contatos com guerreiros de todas as regiões do Brasil, trocando ideias e materiais, um saldo para mim muito positivo.

Foto 2: Metal Archives
Christian: Não participei no desenvolvimento desse trabalho, mas gostaria muito de ter feito parte. É um disco espetacular. Acredito que retrata bem a banda quanto a ideologia.

O último trabalho que vocês difundiram se chama “Obsessores Espíritos das Florestas Austrais” e lá inclui um trabalho digno de ser um estudo antropológico. Os povos ameríndios, os nativos e a cristianização são expostos de maneira direta e crua. Hoje quatro anos depois, pensando nesses povos, ainda há grande resquícios dessa “europeização” do latino-americano?

Brutal Morticínio: A proposta da banda sempre foi ter este viés de reconhecimento e de valorização dos povos ameríndios. Do Brasil, mas como um todo. Acho muito importante termos este reconhecimento histórico. A resistência destes povos assim como das populações negras, foi durante um bom tempo relegadas a um segundo plano na cultura do Metal Underground, o que acabou por acarretar um terreno fértil para manifestações elitistas e racistas. Na minha opinião, são a própria antítese do movimento.

Foto 3: Metal Archives
O Brutal Morticínio propõe além de fazer a valorização dos povos nativos e a assim dita história dos esquecidos, mas também tentamos estabelecer um diálogo com a resistência atual principalmente destes povos, mas dialogar com a resistência e a colaboração mútua que existe por exemplo nos movimentos sociais. No meu ponto de vista é desta forma que conseguiremos vencer a europeização e a cristianização, que no final das contas é um amálgama para o sistema capitalista fazer a sua exploração de maneira velada. Deixá-lo mais explícito, deixar que ele mostre sua cara mais cruel também é papel na resistência dos povos nativos e também do próprio Underground.

Há um coletivo denominado MRU (Movimento de Resistência Underground) e lá são debatidas ideias sobre o fascismo, o conservadorismo e a ascensão da extrema direita no underground. Recentemente pegando o gancho, vocês se posicionaram contra um candidato intolerante da escória cristã. Como foi a receptividade perante ao público sobre tal ato?

Matheus: Acredito que a criação e a aglutinação de pessoas com um pensamento mais crítico em grupos como o MRU e o RABM são altamente positivos, e também o resultado de um amadurecimento do próprio metal underground, que passa a não analisar as coisas apenas de maneira dogmática, estabelecendo a música e a atitude com uma relação em pé de igualdade. Cada vez que a atitude é posta em discussão, o conservadorismo, elitismo, machismo e outras coisas babacas que estavam inseridas no Metal Underground, elas ficam cada vez mais insustentáveis.

As eleições deste ano (2018) escancararam uma série de valores que haviam sido domesticados nos anos pós ditadura. Saíram do armário uma série de preconceitos que pareciam não existir mais. Isso se reflete diretamente entre os apreciadores de Metal Extremo.

Christian: Sobre o ato, recebemos uma onda de ataques no início, como fizeram com todos que se pronunciaram contra durante as eleições. Alguns xingamentos até eram engraçados de ler. A página até passou a ter mais seguidores verdadeiros enquanto que os seguidores do tal candidato foram saindo junto com o ataque em massa.

Em entrevista ao Whiplash, vocês puderam exprimir um pouco de seus pensamentos sobre o nazismo. Atualmente no Sul do país, há um número alarmante sobre tendências do tipo. Inclusive recentemente houve um caso no underground gaúcho envolvendo essa prática. Na opinião de vocês, porque esse número é tão alarmante visto que nossa região foi berço de grandes políticos como Brizola e João Goulart?

Matheus: Acredito que por ser uma região de colonização alemã e italiana misturada com uma tremenda falta de acesso à cultura e educação faça-se essa relação bastante tosca. Por algum motivo ilógico, acreditam que a cultura alemã ou italiana é superiora. Sustentam isso no pretenso desenvolvimento do Sul do pais em detrimento do restante, principalmente Norte e Nordeste. Não há a tentativa mínima de compreender os aspectos econômicos, históricos e políticos que levaram a esse diferente desenvolvimento. Apenas de uma maneira ridícula apontam para a questão racial.

Sem dúvida, Brizola tem um importante papel na luta contra os militares na campanha da legalidade ocorrida aqui em Porto Alegre nos anos 60, além disso, o sul do Brasil tem uma larga tradição do movimento operário, desde os grupos anarquistas do início do século XX, passando por Luis Carlos Prestes, a organização do Fórum Social Mundial e o orçamento participativo mais recentemente. Experiências concretas da luta dos trabalhadores. Os próprios imigrantes alemães e italianos, além dos espanhóis carregaram para o Brasil a experiência da luta operária e de sua organização. É uma pena e um grande atraso que a população aqui do Sul ultimamente pense de uma maneira muito mais conservadora do que, por exemplo, no final do século passado.

Mais preocupante ainda, é ver a cena do underground concordando com o pensamento ultraconservador e caindo nas ciladas da grande mídia e se achando “cult” por disseminar os mesmos preconceitos seculares do país. É foda, mas tem momentos em que o pensamento do pastor e do “banger” do NSBM são exatamente a mesma!

Presenciamos neste último momento de eleições gerais que os radicais de direita saíram do armário. O que temos visto aqui no Sul é que de toda essa marra e discursos de violência rumou para a tendência oposta. Por suas posturas eles escolheram ficar escondidos em casa e não participam dos eventos. Na prática foi bom para o underground, pois vimos quem é quem, e pudemos presenciar toda a postura preconceituosa e covarde dos militantes da direita.

Christian: Cara, realmente não sei até onde a colonização tem relação a isso, ou a "Europa" no Brasil, mas acho que tem mais relação com a ignorância cultural e política mesmo. Esses nomes que foram dados como exemplo na questão, muitos não vão saber quem são. Outros vão lembrar do nome, pois já ouviram falar em algum lugar.  Quanto a essa banda, fiquei sabendo e é revoltante ver que no meio tem gente do tipo. Assim como tanta gente apoiando Bolsonaro.

Em setembro, fizemos a cobertura do River Rock Festival e lá se apresentou uma banda chamada Turba Iracunda, os músicos originários da Argentina trouxeram o antifascismo tradicional da América do Sul para o fest. Para vocês, porque há ainda uma barreira muito grande de difusão do Metal latino em nosso país?

Matheus: Acho bastante interessante e também bem complicada esta coisa. Muitos países produzem muito e tem uma cena relativamente grande. Infelizmente pouca coisa de bandas latinas ou de outros lugares que não seja a Europa ou os EUA nos chegam. Os países latinos como o México ou o Equador produzem muito e muita coisa de qualidade, mas pouquíssimo acesso temos. Nós erramos. Nos acostumamos nesse papel passivo de apenas receber da Europa, num comportamento bem bizarro que na prática reproduz o mainstream.

Com o advento das tecnologias de compartilhamento deveríamos ter um papel muito mais ativo e realmente de underground e de grande resistência ao chamado “mercado fonográfico” que mesmo entre nós opera de forma violenta, valorizando os artistas, sobretudo europeus, e necessariamente não acho que ficamos devemos em nada para eles.

Christian: Sinceramente, acredito que muitos não conhecem ou não sabem sequer sobre a própria cena local, imagine de fora. Os países vizinhos estão com muitas bandas boas e uma cena bem interessante, mas só ouvimos falar de bandas dos EUA ou da Europa. E até acho que de certa forma tentam nos fazer "engolir" isso.

Em relação aos novos projetos, o que podemos esperar nos próximos meses?

Matheus: Estamos lançando o nosso terceiro álbum “An Indigenous War Black Metal Front”. Primeiramente o álbum será divulgado apenas pelo YouTube pela Dragon Distro & Productions com o apoio da Balrog Records e dos portais RABM e MRU. Até o início do ano de 2019, o álbum também estará em outras plataformas exclusivamente digitais. Entre março e abril de 2019 o lançamento do álbum em formato tape será realizado pela gravadora Balrogh Records. O álbum “An Indigenous War Black Metal Front” foi mixado e masterizado por Roger Fingle no estúdio Nitro em Caxias do Sul (Rio Grande do Sul). Roger Fingle também produziu o segundo álbum da Brutal Morticínio intitulado “Obsessores Espíritos das Florestas Austrais”.

Ele também será, como os demais, um álbum conceitual cantado predominantemente em português onde são abordadas questões como o massacre e a luta de povos indígenas no processo de colonização e também a sua resistência nos dias atuais.

Foto 4: Metal Archives
Christian: Estamos perto de lançar o novo trabalho. Primeiramente vai ser lançado virtual e no ano que vem vai sair o material físico. Esperamos fazer shows pelo Brasil.

Formação Atual.

Brutal Morticínio: A banda passou por inúmeras mudanças no seu line up, mas atualmente conta com: Tormento (Baixo e Vocal), Chris Podreira (Guitarra) e Inglorion (Bateria).

Plataformas Virtuais.

Um recado para quem nos acompanha.

Brutal Morticínio: Gostaria de agradecer ao espaço concedido ao Brutal Morticínio e gostaria de convidar a todos os leitores para acompanhar o nosso som através de nossas mídias e também convidar a todos os reais guerreiros do underground a firmarmos uma parceria como um fim de uma ajuda mútua para a construção de uma cena mais comprometida com os reais valores do underground.


domingo, 1 de abril de 2018

Infeliz Páscoa: Homenagem de Bandas de Black Metal brasileiras ao período

Para alguns, a Páscoa é um momento de reflexão e para os headbanger anticristãos consequentemente também, uma vez que os mesmos sempre lembram de Jesus em suas respectivas músicas. A ascensão do conservadorismo com morais e políticas cristãs fez com que muitos grupos abandonassem suas raízes, porém elas ainda são explícitas e evidentes nas seguintes hordas:


Créditos: Leandra Sartor

0         01- Sarcófago – INRI

Nada mais justo do que começar com uma das maiores bandas nacionais de Black Metal, o Sarcofago. Os mineiros no ano de 1987 lançaram o fabuloso álbum “I.N.R.I” totalmente contra a dogmática cristã e suas ramificações na sociedade. A Urussanga Rock Music lembra dois clássicos do álbum e coloca o trecho abaixo:


 “The pervetion and evil only start after you came, because you was only a crazy lier, false saints were with you on your insanity, and the more stupids believed on you..." (A perversão e o mal só começam depois que você veio, porque você era apenas um mentiroso louco, falsos santos estavam com você em sua insanidade, e os mais estúpidos acreditavam em você...) A homônima “I.N.R.I”






Day of your death arrive's, inquest are open to you, lies don't be heard, your only sentence is death...” ( O dia da sua morte chegou, inquéritos estão abertos para você, mentiras não são ouvidas, sua única sentença é a morte...) A clássica “Christ’s Death




0         02- Mystifier

Considerada por muitos como maior influência para o Black Metal brasileiro, o Mystifier é um dos grupos mais antigos do estilo. Com quase 30 anos de estrada toda a trajetória do grupo fora marcada pela heresia, blasfêmia e luta contra o cristianismo.

The pale figure of the holy bastard, bleeds on the cross, it is the root of all evil, Feel its stink on the cross. A false martyr paying for our sins. I can't make any apology for the crucified. Immortal enemy of the christians' dream.” (A figura pálida do bastardo sagrado, sangra na cruz, é a raiz de todo o mal, sinta o seu fedor na cruz. Um falso mártir pagando pelos nossos pecados. Não posso pedir desculpas pelo crucificado. Inimigo imortal do sonho dos cristãos.) O ícone “Je$Sus Immolation”




0         03- Bode Preto

Um dos prodígios do Metal Negro brasileiro, a banda Bode Preto de Teresina – PI se destaca pela ascensão e qualidade contida nas letras, no instrumental devastador e nas letras curtas características do grupo.


Observing the pain, awaking to rest, delicious is the blood, wide open the chest, bestial eyes of the inverted christ. Baptized in blood with the glory of the night...” (Observando a dor, despertando para descansar, é delicioso o sangue, abre o peito, olhos bestiais do cristo invertido. Batizado em sangue com a glória da noite...) A canção "Inverted Blood".



0         04- Luciferiano

O estado de Santa Catarina também tem seus representantes do Black Metal e a Luciferiano de Joinville há duas décadas expõe toda a destruição e o caos através de seu instrumental perturbador e de suas letras totalmente anti-morais.

“As náuseas que os anjos me provocam, confrontam-se mortalmente com as leis celestiais... Enquanto o bode ejacula nos lábios do cristo, o meu coração impuro aclama por ti, Madalena... Coração impuro, Coração profano. ”  "A Face do Cão", uma história através de música.



0       05- Impiedoso

O grupo é caracterizado por ser um dos maiores expoentes do Metal Extremo do sul do Brasil e suas músicas difundem todo o descontentamento, revolta e ódio ao cristianismo que tanto interfere na sociedade.

Estar morto por nada, veja o caos dos porcos, veja cristo morto, veja o fogo nas igrejas. Pelas desgraças de deus. Hail satan!” A canção “Pelas Desgraças de deus”.



0     06- Brutal Morticínio

A banda gaúcha Brutal Morticínio já possui 12 anos de estrada e espalha toda a misantropia, antinazismo, antirracismo e heresia contra a instituição igreja.

Oh estúpido homem branco! Que apunhalou os teus irmãos os animais. Que zombou da fumaça do xamã, enquanto maltratava até seu próprio clã...” A destruidora “Maldito e Estúpido Homem Branco Cristão”.



0        07- Desdominus                                                                                                                        
       Com mais de 25 anos de história, a Desdominus de Americana – SP em seu âmago propaga toda a iconoclastia em suas músicas que afrontam toda a sociedade tradicional. 

Creator historically defeated, creator i destroy your legend. Nazarene... what a sarcastic fable, nazarene ignore your deeds, almighty mentality raped, object of faith that has never existed.Creator historically defeated, nazarene, I ignore your deeds.” ( Criador historicamente derrotado, criador eu destruo sua lenda. Nazareno... que fábula sarcástica, nazareno ignora seus feitos, mentalidade todo-poderosa estuprada, objeto de fé que nunca existiu. Criador historicamente derrotado, nazareno, ignoro seus atos...) A brutal “Without Domain”



Se conhecerem mais bandas, ajudem-nos a trazer mais grupos do estilo ou similares para comporem ainda mais essa homenagem do Metal Extremo ao nazareno imundo. 


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Sin Rejas: Hardcore Punk Antifascista

No ano de 2003 em Novo Hamburgo – RS, três amigos, Gian (Guitarra), Cabelo (Bateria) e Salvador (Vocal) se reuniram e formaram um projeto com o intuito de difundir letras de protesto que enfatizassem a reflexão das pessoas sobre assuntos de cunho social. Os músicos estavam inseridos no cenário Punk antifascista e antirracista da região.



As influências musicais são vastas, bandas como Non Servium, Kaos 64, Agrotóxico, Olho Seco, Ratos de Porão, Risstetyt, Kaaos, Kaos Urbano, Extreme Noise Terror, Anti Cimex, Casualties, Rasta Knast, GBH, Moderat Likvidation até Cripple Bastards.

Em relação a designação Sin Rejas, os músicos a escolheram um ano depois do surgimento e a cognominação foi extraída de um informativo anarquista ou de uma página de um jornal uruguaio. Para Salvador (Vocal), o nome recordou de uma referência musical denominada Sin Dios da Espanha.

Em 2005 a banda lançou “Faça Sua Revolução”, em forma de ensaio, álbum este que contém oito faixas, “Morte Lenta”, “Muro da Vergonha”, “Não Haverá Futuro”, “Todos Queremos Lo Mismo”, “Você é Uma Mentira”, a homônima “Faça Sua Revolução”, “Ninguém Vai Lutar Por Você” e “Futuro Sem Fome – Disarm/SP”. O material está disponível no BandCamp.

Sete anos mais tarde, a Sin Rejas divulga o single “O Espelho” produzido e gravado no Estúdio Sabba, atual estúdio e gravadora Arranha Céu.

O primeiro full length, “Faça Sua Revolução” foi finalizado e lançado entre 2014 e 2015 e o mesmo contém onze faixas, “Faça Sua Revolução”, “Morte Lenta”, “Não Haverá Futuro”, “Todos Queremos Lo Mismo”, “Você é Uma Mentira”, “Ninguém Vai Lutar Por Você”, “O Espelho”, “Noção de Nada”, “Não Esqueceremos”, “O Sonho Acabou” e “Orgulhos e Odiados”. Novamente a gravação, mixagem e produção se deu pelo Estúdio Sabba.

No início de 2016, o grupo divulgou o primeiro videoclipe, da canção “Não Esqueceremos” (originalmente “Nosotros No Olvidamos”) com a participação especial de El Cabeza da AntiBanda. O vídeo foi produzido por Marcelo Mancha (Eutha, ex Euthanasia) e canção gravada por Leo Sabba do Estúdio Sabba (atual Arranha Céu). O clipe angaria 2689 visualizações no YouTube.

Atualmente a banda possui materiais para diversos álbuns, letras e riffs prontos. Todavia estão focados para um grande projeto previsto para o ano de 2020, entretanto voltarão a dar novos detalhes um ano antes.

As temáticas contidas nas composições são representadas pela realidade social e política, caracterizadas por conter abordagens Punk, antifascista, antirracista, por brigas, reflexões e críticas voltadas a todas à sociedade inclusive ao público com o objetivo de evoluir mutualmente.

O grupo já perambulou por várias gigs, eventos e festivais, destacando-se para o Morrostock em 2013 ao lado de bandas como Krisiun, Ratos de Porão, Confronto, Gritando HC entre outras, uma tour com quatro shows em São Paulo em 2016 e diversas apresentações em SC, RS e PR.

Agenda:
10/09 14 anos Sin Rejas com a banda Desastre/GO no Taliesyn (Florianópolis - SC)
?/10 Jockers Pub (Curitiba – PR)

A banda tem um recado:
“Não se matem(risos). Troquem porrada com os caras certos, não entre nós por diferenças pequenas. ”

Formação Atual:
Gustavo (Bateria)
Vitor (Guitarra)
Jorge (Guitarra)
Pogo (Baixo)
Salvador (Vocal)



Plataformas Virtuais:
Experimental Distro - A Serviam Produções:https://www.facebook.com/experimentaldistrooficial


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