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terça-feira, 22 de junho de 2021

Guilherme Simon: “Fundo Azul” é marcada por despedidas e recomeços

No último sábado (18), o compositor e vocalista da banda Cavaleiros Marginais, Guilherme Simon, divulgou seu novo single, denominado “Fundo Azul”. A canção estará inclusa em seu mais novo trabalho, o álbum “Corrente”, que ainda não possui data para o lançamento.

Depois do hiato da banda tubaronense, Guilherme Simon entrou em processo de composição de novas músicas, com arranjos simples e arriscando a carreira-solo. “Cabeça Limpa” foi o primeiro exemplo disso, seguida pelas recentes “Um Filho” e “Noite Circular”. Com a fortes características do intimismo nas letras, Simon que também é jornalista, se molda entre o sentimentalismo e a calmaria da vida cotidiana.

“Fundo Azul” é tranquila e cadenciada, fazendo lembrar novos nomes da MPB, como o cantor Cícero. Em sua essência, a faixa enfatiza despedidas, frustrações e por fim recomeços, ao abrir o ciclo.

Divulgação/Instagram

Em matéria recente cedida pela mídia independente Rifferama, Guilherme contou um pouco sobre o desenvolvimento do novo disco. O full length conta com 11 canções, obtêm participações especiais e foi produzido por André Bresiani.   


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

TAC 8 em Ponto recebe o 1º Festival Rifferama


Após cinco anos (completados em agosto) promovendo a difusão da música feita em Santa Catarina, o Rifferama volta os seus esforços, também, para a realização de eventos. Em parceria com a produtora Luanda Wilk, o portal organiza o seu primeiro festival, que já tem data marcada: 2 de outubro, no tradicional TAC 8 Em Ponto, projeto da FCC (Fundação Catarinense de Cultura) executado no palco sagrado do Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis.



O 1º Festival Rifferama escolheu três nomes representativos do cenário autoral catarinense, de estéticas completamente diferentes. O evento apresenta o rock cerebral da Parafuso Silvestre, a genial e louca Orquestra Manancial da Alvorada e o folk do duo Capim, de Brusque. Os shows contam com participações especiais de músicos reconhecidos pelo público, como Maurício Peixoto (Outros Bárbaros), Fábio Mello (Brass Groove Brasil) e caras novas, como Thiago Mates (Stella Folks).

A Parafuso Silvestre lançou em maio deste ano o seu segundo EP, “Atos mortos”, que representou um grande amadurecimento na proposta de Taro Löcherbach (voz e guitarra), Julio Victor (baixo e guitarra), Bruno Arceno (guitarra e baixo) e Juarez Mendonça Jr (bateria). No último mês, o grupo foi consagrado com a participação na 6ª Orquestra de Baterias – o hit “Flor” foi tocado por cerca de 500 instrumentistas.



O primeiro disco da Orquestra Manancial da Alvorada foi gerado sob muita expectativa. Quem assistiu a trupe regida pelo maestro Julian Brzozowski desde o começo teve de esperar quase três anos para conferir “Via várzea” em estúdio. Revelação de 2017 segundo o Prêmio da Música Catarinense, que possibilitou a gravação do álbum, a OQMA presenteou o público com uma obra de qualidade e experimentalismo inéditos aqui no estado, fruto da potência vocal de Dandara Manoela e Marissol Mwaba e do refinamento técnico dos seus integrantes.



Formado por Luminoso (voz e violão) e Didi Maçaneiro (voz e percussão), o Capim é um projeto recente. A dupla, que canta sobre as belezas do Vale do Itajaí, tem até momento quatro músicas disponíveis nos seus canais oficiais: duas próprias, uma parceria com o poeta Bruno Kohl e “Dentro de vocês”, versão em português para “A Sea of Roses”, de Kenneth Pattengale, todas com belos vídeos publicados no Youtube. A influência de Expresso Rural é um traço marcante da sonoridade do duo.



Serviço:
O quê: 1º Festival Rifferama
Quando: 2 de outubro (Terça-feira)
Onde: Teatro Álvaro de Carvalho, rua Marechal Guilherme, 26, Centro, Florianópolis
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada), à venda no Sympla e nas bilheterias dos teatros Ademir Rosa-CIC, TAC e Pedro Ivo
Mais informações: Estacionamento ao lado do teatro e também ao lado da Fundação Cultural Badesc, na rua Visconde de Ouro Preto, 248

Vídeos:


Fonte: Rifferama


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Parceiros do Underground #2: Daniel Silva (Rifferama)

O jornalista Daniel Silva criador do portal Rifferama nos concedeu uma entrevista para o nosso quadro “Parceiros do Underground”. Esse novo projeto visa mostrar as faces que estão por trás do nicho musical catarinense.


 No bate-papo o comunicador expôs sua visão acerca do cenário musical catarinense, suas experiências. Além disso nos contou a história e curiosidades sobre a criação de sua respectiva mídia:

 Como foi sua trajetória inicial no underground?
  
Daniel: Eu comecei a ouvir metal em 1998 (aos 12 anos), mas ainda não tinha idade para frequentar shows, o que foi ocorrer no começo dos anos 2000. Frequentei bastante lugares como Red Café, Plataforma, Coliseu, Dusk e assisti muitas bandas importantes da cena brasileira, como Angra, Sepultura, Krisiun, Imago Mortins, Khallice, Avec Tristesse, Thuatha de Danann, entre outras.

  Em 2013, você criou o Rifferama que viria a ser um dos maiores portais de música autoral catarinense. Como ocorreu a criação da mídia e qual foi o intuito inicial?

Daniel: Eu escrevo sobre música desde 2006, quando criei um blog na época da faculdade. Levei esse site por alguns anos, mas nada sério. Em 2009 comecei a trabalhar no Notícias do Dia e, aos poucos, fui colaborando com o jornal em pautas de cultura. Cobri shows do Motörhead, Yes e Guns 'n Roses, por exemplo, escrevi críticas de discos e, em 2013, pedi um espaço no portal da empresa para o Alexandre Gonçalves, que era o gestor de Internet do grupo, e ele aceitou a minha ideia e deu bastante força. O objetivo inicial sempre foi destacar a produção autoral catarinense, mas fiz matérias (e ainda faço) de artistas de fora que se apresentam aqui, como foi a entrevista com o Steve Vai, por exemplo, em 2015.

Com certeza para todos que conhecem e que ouvem falar no portal, logo vem à tona a irreverência no nome. A designação “Rifferama” foi escolhida de qual forma?

Daniel: Rifferama tem a ver com a minha paixão pelo rock e o metal. Quem não curte um bom riff, né? Achei que seria um bom nome e, pelo visto, acabou pegando.

Nestes cinco anos de caminhada com o projeto, quais são as principais bandas e artistas que já passaram pelo site?

Daniel: Como temos mais de 400 matérias, tem muitos posts sobre o Dazaranha, os Skrotes, a Orquestra Manancial da Alvorada, a Ponto Nulo no Céu, o François Muleka, a Parafuso Silvestre, e por aí vai. Entrevistei, também, uma boa parte das bandas e artistas que fizeram show aqui em Florianópolis nesses últimos anos: Angra, Scalene, Supercombo, Cícero, Boogarins, Selvagens à Procura de Lei, o próprio Steve Vai (ele fez uma masterclass), Matanza, Black Drawing Chalks, entre outros. 


Hoje, contudo sabemos do potencial e força que Santa Catarina exerce sobre distintos estilos, indo de Reggae a Black Metal. Qual a maior dificuldade que você encontra na divulgação?

Daniel: A principal dificuldade, ainda que isso tenha melhorado bastante, é conseguir informações com as bandas. Algumas não têm release, fotos profissionais, música em qualquer mídia digital. Tem artista que produz material, mas não está no Facebook para divulgar o seu trabalho. Aí fica complicado, né?

Ainda sobre a cena catarinense, como você enxerga o underground e autoral? Há interesse por parte das pessoas?

Daniel: A cena independente nunca foi tão criativa e boa. Semana passada a NSC veiculou uma matéria no Jornal do Almoço falando da atual música catarinense (salve Marcelo Siqueira) e falei isso. Estamos na nossa melhor fase em termos de produção: quantidade e qualidade. Acredito que o público, aos poucos, está caindo na real que temos muita gente boa na nossa música.

O procedimento de escolha para postagens se dá por qual maneira? Há um pré-requisito ou uma discussão sobre qual banda a ser exposta?
    
     Daniel: A maioria das coisas que posto é de coisas que vejo nas redes sociais. Quando vejo que um álbum saiu, por exemplo, já vou ouvir, coloco na minha playlist, atualizo a lista de lançamentos do ano e penso se vale ou não ser resenhado. Tem bastante gente que vem falar comigo, também, sugerir pautas, e é o que mais gosto de fazer. Foram poucas as vezes que escrevi alguma matéria a partir de um release. Recebo bastante, mas vou atrás de mais informações se me interesso do que li ou ouvi. Eu gosto mais de conversar com as pessoas, por isso você pode ver que sempre que possível as minhas matérias contam com declarações de algum integrante da banda. Gosto de dar esse toque mais pessoal, bem melhor do que fazer o ctrl c + ctrl v que muita gente faz. No Rifferama, todos os textos são meus (quando não são de colaboradores, claro).

Recentemente você participou da 6° Semana do Rock Catarinense, esse evento já configura-se como um dos mais importantes para a música de nosso estado. Qual seu feedback sobre o festival?

Daniel: Como comentei com o Geraldo, o organizador do evento, a SRC superou as expectativas. Foram 11 dias, eventos para todos os tipos de público, de graça, a R$ 5 ou a Noite de Gala no TAC, com Orquestra Manancial da Alvorada e OSSCA, que teve um preço mais caro (R$ 25 meia-entrada). Deu um orgulho fodido presenciar toda essa movimentação e essa galera talentosa. Teve noite metal, show de compositoras mulheres, intervenção rap, e o festival de encerramento, na Beira-mar de São José, que é sempre lindo. Resumindo, foi foda.

 Como você enxerga o papel da imprensa/mídia relacionada à divulgação do autoral?

Daniel: Podia ser feito muito mais. Com exceção de iniciativas como a nossa, a "grande mídia" aqui do estado não liga muito para a cultura. Os principais jornais estão diminuindo cada vez mais o espaço para a música, focando no entretenimento. Acho triste, já que temos muitos artistas de ótimo nível precisando de espaço. Se a gente tivesse o apoio das empresas de mídia, quem sabe a história hoje seria um pouco diferente. Mas não adianta ficar chorando, temos que fazer a nossa parte.

Sobre a receptividade das bandas. Nós sabemos que ás vezes acontece algum imprevisto, de algum grupo não curtir, não compartilhar, não divulgar. Já aconteceu algo semelhante com suas postagens?

Daniel: Isso é uma coisa que deve frustrar a maioria das pessoas que toca um site ou blog. Vez ou outra ainda tenho que ir na página da banda ou no perfil de algum integrante que conheço e pedir para compartilhar a matéria. Eu não deixo quieto, não. Cobro mesmo, afinal, "perco" o meu tempo ouvindo, buscando informações e escrevendo. Compartilhar é o mínimo, mas tem gente que não se toca disso. Sem citar nomes, teve banda que me mandou e-mail perguntando quanto eu cobrava para falar dela no site. Eu ri e respondi que a divulgação não tem custo nenhum e pedi para mandar material. Além de não mandarem informações, quando publiquei a resenha tive que ir atrás dos caras para eles replicarem o texto. Dá pra entender? Mas tem os bons exemplos, claro. A maioria faz as coisas certo e ajuda bastante na repercussão que o site tem.

Cinco bandas catarinenses.

Daniel: Vou citar cinco bandas/artistas que lançaram material nesse ano (poderia citar mais). Orquestra Manancial da Alvorada (Florianópolis), Somaa (Joinville), Disaster Cities (Chapecó), Molitium (Laguna) e Makalister (São José). Em tempo, fiz um post com todos os álbuns e EPs gravados em 2018, para quem quiser ouvir e conhecer: http://rifferama.com/ouca-todos-os-trabalhos-lancados-em-2018-em-santa-catarina/

Cinco bandas florianopolitanas.
         
          Daniel: Noahs, Cobalt Blue, Carinae, Parafuso Silvestre e Monte Resina.

Cinco mídias independentes.

          Daniel: Urussanga Rock Music, O SubSolo, Cultura em Peso, A Hora Hard e Underground Extremo.

Em nome da Urussanga Rock Music agradeço a disponibilidade pela entrevista. Se puder, deixe um recado!

     Daniel: Obrigado pelo espaço e interesse, Guigo. Só tenho a agradecer por toda a movimentação que vocês fazem pela música do nosso estado. Aos leitores: apoiem as bandas locais. Vocês se surpreenderiam com a quantidade de coisa boa que está rolando aqui em SC.


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