quarta-feira, 18 de julho de 2018

AlkanzA: novo disco a todo vapor de produção

A AlkanzA trabalha sempre e constantemente. Uma das bandas que tem mais vontade de sempre estar apresentando coisas novas e o material parece não ter fim. Após os lançamentos de "Colonizados pelo Sistema" em 2015 e o estrondoso "O Céu da Boca do Inferno" em 2017, os thrashers da AlkanzA estão trabalhando em um novo disco. 



Sobre a pré-produção o vocalista e baixista Thiago Bonazza comentou: "A pré produção foi bem produtiva, todos focados e com objetivo bem claro. O álbum foi composto bem rápido,  sem que deixar o externo interferir. Sempre um puxando o outro. Foi muito unido e produtivo Estaremos entrando em estúdio no final do mês".

Sempre perguntado sobre uma nova fase, mudanças na sonoridade ou novidades no novo disco, o músico foi cirúrgico sobre essas perguntas: "Uma nova  fase,  assim como foi do primeiro para o segundo. A AlkanzA sempre tenta evoluir e modificar sem perder a personalidade. Estamos sempre trabalhando, e creio que uma nova fase se iniciará, e trabalhamos e trabalharemos mais ainda, afinal ainda não esta finalizado,  para que o público tenha  o melhor  de nós,  tanto no estúdio, quanto no palco."

Mas as novidades da banda não ficam apenas no futuro disco a ser lançado. A AlkanzA vem trabalhando em diferentes planejamentos almejando engajar ainda mais o seu nome, uma ótima saída para isso é o merchandising, que o público sempre faz questão de adquirir no final de seus shows. Mas, ao mesmo tempo de tudo isso tem a agenda da banda para cuidar e conciliar tudo junto e ao mesmo tempo é um trabalho árduo para muitos, mas não para a AlkanzA: "Os planos são lançar a nova camiseta (ainda disponível em alguns tamanhos), gravar o álbum, fazer shows e seguir a batalha sempre dando o nosso melhor, correr atrás do nosso espaço, batalhar, trabalhar, creio que os planos  são esses, e que venha os frutos do que semearmos nessa nova fase" finaliza o vocalista e baixista Thiago Bonazza.

Acompanhe a AlkanzA em suas redes oficiais:

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Fatboo Studios: Gravação do DVD da Banda Raio Laser Mágico


Com o slogan “Dreher ta Melhor Que Drevs” que no próximo sábado os lageanos vão comparecer a uma noite ímpar com surto de Campari e conhaque de alcatrão. O evento acontecerá no Fatboo Studios e contará com o show da lendária Fuller.



A Raio Laser Mágico de fato é uma das queridinhas do HC serrano, com incríveis 15 anos de estrada os músicos já lançaram três materiais, o “Ever Long On The Road” de 2005, “Straight Aheadbanger” em 2007 e o EP “Thorzin” divulgado em 2014. Com muita irreverência nas letras, contando com composições sobre figuras ilustríssimas lageanas e histórias cômicas, o grupo dá um passo longo ao registrar essa trajetória.

E não há lugar melhor para isso acontecer do que o preciosíssimo Fatboo Studios que gradativamente está se tornando um dos pubs mais undergrounds da serra através de seus eventos e apoio ao Rock Serrano.

A entrada é gratuita e começará a partir das 21:30h, portanto pegue seu moletom, seu cachecol, deixe seu fígado falar por você e venha fazer parte da história do hardcore lageano.


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Bisho Extreme Fest: A Heresia no Litoral Sul Catarinense

O Urussanga Rock Music esteve presente no 'Bisho Extreme Fest', na presença do colaborador Maykon Kjellin da mídia O SubSolo, e dessa forma, vamos demonstrando que a união no cenário não precisa ser apenas das bandas e sim, tudo o que engloba o cenário de forma positiva.



O Bisho é um evento único e de muita criatividade, não era visto evento desse porte na região sul catarinense a muito tempo e foi isso que diferenciou este de outros eventos, parabéns Gustavo Mendes.

A decoração do local com lampadas avermelhadas dava um ar de profanação, talvez por pedido da organização as luzes nos palcos eram todos de cores escuras, principalmente vermelho, claro. Provavelmente isso deu bem mais do que simples decoração e deve ter registros de fotos de alta qualidade com tal iluminação, o diferencial do evento já começa ai, mais um ponto a produção.

 A primeira banda foi Distressed que a um bom tempo estava fora do cenário e voltou com todo o gás. Guitarras afiadas, baixo massacrante e bateria pulsando como um coração, mas os vocais roubam a cena com total visceralidade e peso. Desde já aguardamos o disco que está em fase de gravação, pois as músicas autorais são muito melhores que as covers.

Os gaúchos do Lethal Sense chegaram cedo, montaram sua banquinha e assistiram da primeira a última banda, sempre com um carisma ao receber pessoas que gostaram da sua apresentação. A minha única critica que também fiz n'O SubSolo, é que uma banda com vinte anos de carreira não precisa mais tocar covers e talvez isso seja culpa nossa. Mas nesse caso a Lethal teve maior resposta com suas autorais e é isso que queremos ouvir. Tirando os covers, as autorais do grupo beira a perfeição, algumas lapidações e o som fica fino. Pois pesado, profano e visceral, já é. Soco na orelha!

Música não é competição, mas Viletale foi de longe a melhor banda da noite. Diferencial nas roupas e nas lentes de cor branca, as guitarras pareciam estar em um duelo, mas ao contrário de cada uma querer somar para si, elas se somavam juntas. A bateria faz um trabalho sério, focado e coeso, ótimos grooves e pegadas e as músicas autorais trazem pitadas de outros gêneros fora do Death Metal, o que acrescenta com muita qualidade na música dos caras. Mas ainda estou boquiaberto com a qualidade técnica de Filipe Oliveira, o baixista do grupo acarícia o baixo com timbres pesados, dando todo corpo a música enquanto as guitarras ficam livres "para se divertirem".

Antes de fechar o cast, uma fogueira foi acesa fora do local com uma cruz invertida, o que levou o público a loucura e nisso quando a apresentação do Impiedoso começou a galera estava no auge de sua insanidade. Guitarras com riffs pesados, baixo descontrolado e bateria um vulcão entrando em erupção, todos os elementos do Black Metal estavam presentes. Cada vez mais a galera ia chegando na frente do palco e batendo cabeça insanamente e assim juntos em perfeita harmonia entre banda e publico, o evento foi finalizado com chave de ouro.



Excelente estrutura disponibilizada as bandas, recepção ímpar e a nova geração de produção de eventos catarinenses, começa com o pé direito. Gustavo Mendes no auge de seus 21 aninhos, começa dar baile em marmanjo que já faz eventos a anos, foi um evento tipico de pegar o gurizão e jogar pra cima, pois o que o cara fez não é brincadeira!

Ficamos na espera de uma próxima edição e que o evento só tenha vida longa.

domingo, 24 de junho de 2018

True Believers: A história do HC criciumense documentada

O que pode-se imaginar ao pensar em um município de 200 mil habitantes? Economia? Uma cidade que se auto sustenta? Um centro regional?

Consequentemente esses são quesitos a ser devidamente notados. No entanto, a música tem suma importância para o desenvolvimento cultural de um determinado local. E a capital do carvão foi desde os meados dos anos 90, 2000 e até recentemente uma das que mais se destacam no cenário do hardcore brasileiro, sendo até mesmo mais importante que muitas capitais para a difusão do estilo.

É óbvio que isso tudo aconteceu de maneira gradativa, bandas como Impish Brain, No Direction, Piñacolada, NoWay, Puredin e Gridy foram surgindo para ingressar num determinado nicho musical que era composto nacionalmente por Nitrominds, Garage Fuzz, Street Bulldogs dentre outros nomes que mais tarde viriam a se apresentar em bares e pubs pela cidade.

Para isso se concretizar, uma galera (realmente) movida a um espírito punk e de revolta passou nos eventos de Skate, espalhados pela região carbonífera a divulgar seus respectivos sons e de forma coletiva a criar um cenário underground e independente que pudessem sustentar através de shows, gigs e fests movidos a muita cerveja, diversão e profissionalismo.

Em virtude disso, Celo Pereira registrou um pouco do que pôde acontecer nesses 20 anos de cenário e registrou em forma de documentário, vídeos, fotos, depoimentos, cartazes de shows, apresentações e tudo o que esteve ligado no HC de Cricúma. Assim o “True Believers” chega para expor um pouco da trajetória sul catarinense do estilo.



No doc, pode-se perceber uma qualidade audiovisual, foco e uma boa edição por parte da produção. Porém, o que mais se destaca é a forma que o material impulsiona-nos a entrar nesse mundo e nos tocar por cada depoimento proferido. Esse trabalho soube tratar de forma emocional, nostálgica e simples o cotidiano do histórico inicial dos dinossauros da música criciumense, era nítido a saudade dos mesmos em relação ao período e a sede por angariar mais prestígio e uma visão otimista do futuro do HC.

A divulgação do longa foi realizada no Bowl de Urussanga – SC em forma de evento que contou com a participação das bandas Piñacolada, O Mundo Analógico, No Way, N13, Skatula, Puredin, Ouvidoria... Reclame Aqui.

Sem mais delongas, confiram o documentário e divulguem para que cada vez mais pessoas possam conhecer a cena de nossa região, de nosso estado, do Brasil. E como disse o Sandro Trichês(nosso conterrâneo urussanguense) “Somos todos True Believers, Forever”.


terça-feira, 19 de junho de 2018

Bisho Extreme Fest: O Reino Infernal Sul Catarinense Clama Por Metal

O estado de Santa Catarina vive o apogeu dos festivais e cada um tem a sua essência e respectiva peculiaridade, assim os eventos gradativamente vão surgindo e se estabilizando. O Bisho Extreme Fest idealizado por Gustavo Mendes traz a chama dos fests do Metal Negro, da blasfêmia, da catástrofe e da heresia habitual dos headbangers e nada melhor que escolher Tubarão, no sul catarinense para sediar.



Com a parceria da Sangue Frio Produções, apoio de R. Nandi e cobertura de cinco mídias, tais como O Subsolo, A Hora Hard, Urussanga Rock Music, Underground Extremo e Eu Apoio o Metal Nacional, o evento aos poucos se solidifica e para essa edição emerge com a banda Impiedoso de Jaraguá do Sul – SC, Lethal Sense de Bento Gonçalves – RS, Viletale de Blumenau – SC e com a prata da casa Distressed.

Inspirados por Sepultura, Carcass, Kreator e outros grandes nomes, a Distressed vai destruir os monumentos do Congas Music Beer. Os músicos montaram o projeto no ano de 2008 em Azambuja/Tubarão e preza em sua sonoridade, a celeridade e agressividade dos riffs fazendo com que cada metalhead presente possa fazer diversos moshes. O grupo é composto por André Wendhausen (Vocal e Baixo), Daniel Rosicky (Guitarra e Backing Vocal), Rafael Spilere (Guitarra) e Gustavo Oliveira (Bateria).

A Viletale originária da forte cena blumenauense(que contém nomes como Mastervoid, Perpetual Dreams, Desperate Soul, Nighthawk, Agony Voices, Lacrima Mortis entre outros grupos) desembarca nas terras tubaronenses pela primeira vez. O grupo do norte catarinense aposta no Horror Metal com pinceladas de Death/Black Metal através de canções que enfatizam o lado mais sombrio da parte literária, cinematográfica e audiovisual. Os músicos têm três Eps para difusão, são eles, o “Initiation”, “From The Depths Ov Mind” e “The Suicide Of Dei”, além do single “A Giftless December”. A formação é Bruno Jankauskas (Vocal/Guitarra Solo), Alan Ricardo (Guitarra Base), Filipe Oliveira (Baixo) e Matheus Lunge (Bateria).

Longe dos palcos de SC por 16 anos, a Lethal Sense de Bento Gonçalves – RS regressa em grande estilo na “Weeekend Tour”, gig que passará ainda por Florianópolis – SC. A banda comemora seu vigésimo ano de estrada e em toda essa trajetória já angaria quatro demos, “Morbid State”, “Succulent Rests of Human Flesh”, “Crushed Limbs”, “Crushed Brain”, o full length “Lethal”, os Eps “The Trip” e “Toxic Zombie”  e uma Split lançada em 2014 com as bandas Scatologic Madness, Possession e Endoscopyc Hemorrhage. O Death Metal cru com letras onde abordam o canibalismo é a marca registrada dos gaúchos que mantêm em sua formação Miro (Vocal), Ande (Guitarra), Douglas Dutra (Bateria) e Marciano (Baixo).

Uma das mais esperadas do evento é a jaraguaense, Impiedoso. Simplesmente são 20 anos de banda, três demos lançadas, a rara “Master of Darkness” e as preciosas obscuras “The Unholy Prophecy” e “Abismo da Desgraça” além de recentemente terem divulgado o primeiro full length denominado “Reign In Darkness”, material este mantendo o velho Black Metal cru, com o instrumental técnico e potencial agregando às letras anticristãs e hereges. O eterno vocalista Acácio se desligou da horda e há um mistério para quem assumirá os vocais do grupo, e no Bisho será a primeira aparição desse “demônio impiedoso”. A banda é Nahash (Baixo), Aldebaran (Bateria), Mortuum (Guitarra) e .... (Vocal).


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Bullet Bane em Lages: Tour do “Continental” no Fatboo Studios

Na última quarta-feira (13), o grupo paulista de hardcore Bullet Bane se apresentou pela terceira vez na cidade de Lages – SC. A tour do álbum “Continental” passou por várias cidades de SC como Balneário Camboriú, Florianópolis e Criciúma e teve início da princesinha do Planalto Catarinense.



O Fatboo Studios, pub administrado por Steffan Duarte trouxe mais de 60 pessoas para a noite fria do meio da semana. Todavia, o frio não foi motivo de afastar o público do evento, que diante de todos esses quesitos, se mostrou contagiante e apoiou o cenário underground.

É claro que vale ressaltar as bancas de merchs expostas por artistas independentes, os rangos veganos de Leo Araldi e a atmosfera do Do It Yourself dos mesmos.
Para a abertura da noite, o grupo de Crossover/Grindcore AbomiNação apostou num repertório com suas novas canções, inclusive uma que fala sobre suicídio e outra que conta com a participação de Lana Quevedo a qual trata sobre assuntos relacionados a estupro. No mais, os lageanos como de praxe incendiaram o palco com riffs agressivos e céleres ao executar as já conhecidas “Tradicional Família Brasileira”, “Deus Deligit Hominem” e a breve “Música Decrescente”.

Depois de nos conceder uma entrevista, os paulistanos da Bullet Bane subiram aos palcos totalmente remodelados do Fatboo. O show dos músicos foi praticamente avassalador, agressivo, técnico e com uma vibe que só quem está no HC consegue sentir. O grupo recentemente divulgou um novo trabalho, “Continental” e fruto deste material, a gig pode acontecer e a cada canção a energia passava a um grau ainda maior. Com um repertório bem mesclado, entre as canções da Coletânea do Flecha Discos e algumas dos seus álbuns anteriores.  

No entanto, o que pode ser notável foi a evolução e execução dos novos sons, a cadenciada “Amparo”, a arrastada “Curimatá”, a caótica “Gangorra” e a potencial e surreal “Fôlego” além de outros presentes no último full length. A catástrofe estava gerada e as rodas descomunais, música a música com moshes agressivos e com o público cantando junto.

O evento representou toda a coletividade e união existente no underground serrano, obviamente que existe falhas e abstrações, entretanto aos poucos muitas pessoas estão trabalhando para corrigir isso para regressar uma das maiores cenas de Hardcore de Santa Catarina, cena esta que nunca morreu, está longe de se apagar e está viva nos porões do submundo serrano. Venha apoiar o independente, o HC, o cenário, compareça, divulgue e ajude a fortalecer ainda mais o som autoral da sua região!


domingo, 17 de junho de 2018

Rock In Hell Do Campo IV: A Chama do Metal Cada Vez Mais Acesa

A quarta edição do Rock In Hell Do Campo já trazia em seu o lema, o bordão “Eu Vou Descongelar” e foi o que aconteceu com as centenas de pessoas que puderam presenciar um dos maiores festivais de Santa Catarina. O estado tem diversos festivais e eventos que possuem em sua essência o velho espírito do underground e do Rock/Metal, e assim foi o RHC.



Com uma ampla estrutura e áreas destinadas para o camping, espaço kids, gastronomia diversificada, exposição de vinis, vestuário, materiais e utensílios antigos, o evento consolidou-se como um dos mais artísticos. Além desse quesito, vale ressaltar o FutChop (torneio de headbangers bebuns afim do profissionalismo choppeano), às excursões de cidades como Arroio Trinta, Lages e Curitiba e a presença de novas pessoas.

Ah, e falando na excursão de Lages, se realmente existe parceria, ela está no Planalto Serrano. Quase trinta pessoas que novamente lotaram um micro-ônibus e foram apoiar o underground catarinense. Nós estivemos juntos registrando, curtindo e pegando a estrada com os “faca na bota” e sábado à tarde estacionamos na cidade do Alto Vale do Itajaí.

Em virtude de não coincidir os horários de chegada com o das apresentações da sexta-feira à noite, ficamos impossibilitados de registrar as bandas Pragas do Paiol de Dona Emma - SC e Overblack de Blumenau - SC que deram o pontapé inicial ao evento.

Outro ponto a ser devidamente lembrado e exposto são bandas que não estavam no cast e presenciaram o Rock In Hell. Grupos como Acidemia, Juggernaut, Plunder, Blood Eyes, Balboa’s Punch e Extrusora mostraram a união e coletividade, fatores que deveriam estar presentes em todas as bandas.

As mídias se encontraram e mutuamente registraram todos os momentos, ocasiões, apresentações e manifestações artísticas contidas nessa edição. O Cultura em Peso com Vanessa Boettcher, O Subsolo com Maykon Kjellin e nós da Urussanga Rock Music fomos congratulados com a acessibilidade habitual dos organizadores Tailana Furni Torres e Cleiton Falcãozinho que nos disponibilizaram grandes condições para a realização do trabalho.

Enfim, a destruição começou pontualmente com o Punk Rock da blumenauense Carcanhá que relembrou clássicos do Replicantes, Gritando HC e Garotos Podres, todavia reproduziram todas as músicas contidas no EP “(Não Tenha) Políticos de Estimação”, o qual vale destacar a música “É de Maracujá” muito bem aceita e cantada pelo público presente.

Com um repertório apenas de músicas cover, a Walkmen veio de Curitibanos – SC para fazer releituras de grandes nomes do Rock noventista e oitentista.

A Jhonny Bus de Lages incendiou o evento com Motorhëad, Iron Maiden e outros grupos, porém a canção “Shadow Walker” foi uma das mais contagiantes, marcante na exibição dos músicos que contou com grandes moshes e rodas a cada riff.

Antes do próximo grupo subir aos palcos, os organizadores de festivais que compõe o UP Rock se reuniram para prestigiar o evento e divulgar os seus respectivos projetos. Lá estavam Denilson Luis Padilha e Nani Poluceno(Otacílio Rock Festival), Dorneles Pereira (Um Dia Livre Rock Festival), Larissa Giovanella (River Rock Festival), Marcos Valério (Iceberg Rock Festival) e Falcaozinho (Rock In Hell Do Campo)

Uma das mais esperadas para essa edição foi a feed THE FREAK de Blumenau – SC, um Metal apenas FREAK carregado de um visual sombrio e obscuro característico de vilões anos 50 e 60. O repertório dos blumenauenses continha canções arrastadas, mas ao mesmo tempo agressivas e uma performance sensacional. Mesmo diante de alguns problemas relacionados com o técnico de som, puderam exprimir toda a crueza e potencialidade através de suas canções autorais.

A Tandra de Curitiba – PR recheou o evento de musicalidade nórdica, músicas comuns entre os bebuns da Europa foram executadas, além do cover da canção “Vodka” com participação de Douglas Sieves da Captain Cornelius. Os músicos expuseram “Open The Bar”, canção própria que foi a abertura do Maniacs Metal Meeting e que rendeu moshes e danças típicas.

O grupo The Undead Manz investiu na estética e no visual, o que rendeu um figurino gore e um som autoral singular recheado de Metal Industrial e Horror Metal, a fusão dos dois estilos impressionou os headbangers e metalheads presentes. Os criciumenses fizeram um repertório autoral notável, com destaque para “Fearless”.

No horário da 00:00, todos estavam presentes na Super Fogueira e lá viram uma apresentação surreal de Tailana com pirofagias e danças à narração da história aterrorizante de Dance Of Death do Iron Maiden. Aos poucos com o decorrer da peça, Cleiton Falcãozinho ingressou e também movido pelo fogo deu início à queima da grande cabeça de gado feita por madeiras e galhos que logo se inflamaram e personificaram toda a magia por trás da melhor edição do festival.

Porém o caos continuou no palco, a headliner Carniça com mais de 27 anos se apresentava pela primeira vez no estado. O show foi destruidor do início ao fim, a cada canção um riff com mais intensidade, solidez e celeridade. Os músicos reproduziram músicas de todos os full lengths, porém focaram no último lançado, o homônimo “Carniça” que expuseram seis canções e nelas puderam exibir toda a evolução do grupo.

A Hon-Ra de Caxias do Sul – RS seria a próxima a entrar em cena, todavia houve um imprevisto com o baterista Rodrigo Zanella e isso impossibilitou o mesmo de estar em Rio do Campo. Entretanto, é notável o profissionalismo dos músicos que mesmo com as dificuldades de contato perante às linhas telefônicas, estiveram presentes e divulgaram seus materiais e singles numa banca de merchs, além de mostrarem todo o aparato e suporte para os organizadores.

A Spiritual Devastion foi a segunda de Lages – SC a desgraçar o RHC, o power trio divulgou diversas canções autorais e nelas facilmente deu para identificar o Thrash e Speed Metal dos anos 80 e como consequência disso, as rodas e moshes monstruosos eram de descongelar qualquer pessoa no evento, principalmente quando executaram “Welcome To The War”.

O encerramento da noite ficou por conta da Lacrimae Tenebris, assim como na última edição, os curitibanos ficaram encarregados de extasiar os presentes na madrugada com um Doom arrastado e técnico mesclando lirismo em suas canções autorais, como “Casa dos Espelhos” em que recentemente foi divulgado um videoclipe.  

O domingo começou cedo com um grande café da manhã, e o melhor, tudo de forma gratuita. A Captain Cornelius que depois de uma refeição reforçada subiu ao palco e apresentou novas releituras de canções clássicas irlandesas e celtas, além de retribuir o favor e convidar para uma participação especial de uma música do Alestorm, o vocalista da banda Tandra, Christopher Knop.

A Dark New Farm veio de longe, lá do litoral sul para expor seu New Metal. O quinteto reproduziu alguns covers, porém executaram as canções autorais “La Patria, La Fabula” e “Madre” música esta que o baterista Maykon Kjellin fez um discurso sobre a composição da letra que traz resquícios de uma agressão grave a mulher. A apresentação dos músicos foi marcada pela evolução sonora, vocais mais ásperos de Harley e por um backing vocal mais clean de Sol Portella.  

De Lages – SC, a AbomiNação colocou tudo o que tinha e fez com que cada música executada fosse uma catástrofe de empurrões, rodas e muvucas por parte dos metalheads. As músicas já são conhecidas, destaque para “Tradicional Família Brasileira”, “Cavalo de Troia” e “Deus Deligit Hominem” que trazem um Crossover descomunal e para uma nova música que contém alguns beats de Rap.

A Norium fechou o evento e os criciumenses tocaram clássicos do Power Metal, além de apresentar sua música autoral “Sign Of The Times” lançada recentemente que conta com a participação de Z (The Undead Manz).


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