sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Fish Ventura: A transição do cover para o autoral

Em 2014 no interior gaúcho, mais precisamente na cidade de Erechim, alguns amigos juntaram a ideia de esboçar algo com que tivessem afinidade em comum, em questão o Reggae e decidiram criar o projeto Fish Ventura. Até então, o grupo seria apenas para a divulgação de cover de bandas que eram referências para os músicos, dentre elas destacam-se Sublime, The Expandatles, Stick Figure, Pepper, Rebelution, O Mundo Analógico, entre outros artistas.



Quase três anos depois, os músicos decidiram reformular a banda e com isso enfatizou-se a ideia do desenvolvimento de canções autorais que em seu âmago pudesse trazer a positividade, o questionamento e a dúvida frequente no momento caótico explícito no país.

O grupo em sua trajetória possui quatro músicas autorais que serão difundidas abaixo:

A primeira a ser o carro chefe dos gaúchos foi o clipe “Chapéu Descolado” que possui forte presença de metais com um instrumental coeso e denso personificados até o término da mesma. Em sua letra, ressalta-se o espírito da selva e suas respectivas peculiaridades.



“Lancheira (O Importante é Caminhar) ” ingressa-se num clima animado que tem como figura principal em sua essência, o cão, o melhor amigo do homem. Essa temática mostra a simplicidade de um ato comum, a sutileza de um gesto e o carinho do afeto com seu respectivo bichinho.



A miscelânea dos estilos da banda é nítida em “Momentum Groove”, porque vai desde o Groove, Soul, Funk e Reggae. A canção se estabelece em meio aos moldes do sistema atual como uma afronta. Há uma quebra de estereótipos com uma nova visão de mundo livre de opressão e padrões.  



Recentemente fora difundido o quarto single da Fish Ventura. O mesmo denominado “Milonga” em sua chama busca a coletividade e a união, além de trazer a luta pela liberdade de pensamento, a suscetibilidade a novos tipos de ideias e uma conexão metafórica da milonga com o litoral.



As músicas foram gravadas no estúdio JBS em Getúlio Vargas e contou com a produção artística de Lucas Turski, Robson Black e a parte fonográfica por Jessé Prado. São mais de 12.000 mil visualizações, diversos acessos e centenas de inscritos no canal.

Atualmente, os músicos estão no processo de difusão do novo single “Sebastião” que com as demais formarão o Ep “Pilotem Suas Próprias Cabeças”.

Formação Atual:
Lucas Turski (Cordas)
Robson Black (Cordas e Vocal)
Maikel Simon(Trombone)
Geison Dartora(Sax)
Jessé Prado(Teclas e Guitarra)
Cezão Ferreiras(Baixo)
Cristiano Reis(Bateria)

A banda tem um recado:
“Ajudem a divulgar nosso som, a banda é totalmente independente e depende disso. PILOTEM SUAS PRÓPRIAS CABEÇAS...”

Plataformas Virtuais:
Deezer: https://www.deezer.com/br/album/56503232

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

15° River Rock Festival: A originalidade e miscelânea cultural fincaram raízes nessa edição


O Festival

Nos dias 07, 08 e 09 de setembro aconteceu um dos maiores festivais catarinenses, o River como é carinhosamente chamado configurou-se através da pluralidade de estilos, da ampliação e modificação da estrutura e do line-up repleto de atrações.



A nossa equipe saiu de Lages- SC na sexta-feira à tarde e chegou no período das 19h no Rota 66 em Indaial- SC. Durante o percurso, vale ressaltar a beleza do Vale, as cidades pequenas, porém bem desenvolvidas, a mescla da cultura alemã com a italiana e os trejeitos do interior catarinense.

Ao chegar ao local do evento, é nítido surpreender-se com a quantidade de veículos, pessoas e barracas logo no hall de entrada do mesmo. Lá no palco a banda Steel Warrior encerrava sua apresentação, fortemente caracterizada no Power Metal peculiar do grupo itapemense. Mesmo com alguns imprevistos relacionados a elétrica, os músicos conseguiram finalizar sua exibição muito bem.

Assim instalados e com a correria da sala de imprensa, do credenciamento e direcionamento das mídias, a URM intercalava em realizar entrevistas, fazer cobertura de fotos e vídeos, suprir dúvidas relacionados à imprensa e demais tarefas com o intuito de contribuir com o River Rock 2018. Todavia, perante a essa intensa jornada conseguimos prestigiar algumas apresentações.

A Flesh Grinder deu início ao primeiro show do “big 4 catarinense” formado pelos joinvilenses, pela Brasil Papaya, Khrophus e Rhestus. As quatro apresentações foram marcadas primeiramente por concentrar um grande número de pessoas em frente à grade, pela versatilidade da apresentação e inovação com resquícios de fogo e com pinturas faciais da Rhestus. Também é valido e notório a solidez da Khrophus e a harmonia e sincronia da Brasil Papaya.

Brasil Papaya
A alimentação era algo com múltiplas opções, desde variedades para o nicho vegano e vegetariano e a presença de um food truck com outros tipos de gastronomias.

A Leite de Velha encarou o evento como uma forma de expandir sua sonoridade às pessoas de outros estilos, como o Metal. O rock gaudério conseguiu trazer às atenções a músicas com temáticas cômicas e inusitadas.

As mídias presentes no evento mostraram profissionalismo e dedicação. Em conversa com Sidney do O Subsolo/Cultura Em Peso, o mesmo destacou a necessidade de profissionalizar o trabalho das mídias nos festivais e também ressaltou a importância dos canais para a divulgação. Vale ressaltar que a Vanessa Boettcher também estava lá cobrindo para o CEP.

Com a troca de horário, a Necrotério foi a primeira banda do Paraná a se exibir nessa edição. Um Death Metal Cru com riffs agressivos e céleres. Logo em seguida, a Slammer propagou a chama do anticristianismo, os curitibanos fizeram um altar mórbido e direcionavam mensagens diretas para a dogmática religiosa. O grupo reproduziu até um cover da banda Funeral, uma das primeiras de Black Metal no PR.  A Grimpha bradou “Death Metal Antifascista” e fez com que todos pudessem sentir a monstruosidade do seu respectivo instrumental assim como a potencialidade de suas letras.  

Slammer
Com a finalização da noite, pudemos ainda conhecer Guilherme Lindner do “Cena Livre” que estava executando seus trabalhos de difusão. E no bate-papo, o comunicador enfatizou a grandeza do evento e a simplicidade de cenas casuais que às vezes passa de forma impercebível a nossos olhos. Guilherme ainda concedeu algumas ideias para a continuidade do nosso trabalho e também sobre a elaboração do fest.

O sábado começou cedo, com alguns problemas relacionados à energia que rapidamente foram resolvidos. E o Carlão Fernandes que não tinha nada com isso se preparou e executou o Workshop que consistia em compartilhar suas técnicas, suprir as dúvidas e reproduzir alguns de seus sons da banda Khrophus.

Carlão Fernandes
Ao olhar para o camarim, ficava explícita a ideia de teatralidade dos músicos da Casa de Orates. Os itajaienses contagiaram os headbangers com suas músicas psicodélicas, com suas atividades artísticas de dança e diversidade musical.

Casa de Orates
A Escória de Timbó- SC mostrou o Punk Rock de protesto e de revolta. Com um repertório diferenciado, os músicos até divulgaram uma música para o antigo prefeito da cidade do vale. A sala de entrevistas estava a todo vapor, entrevistas com Casa de Orates, Xei e Sons In Black e Slammer estavam acontecendo, em virtude da execução das mesmas não foi possível acompanhar as demais apresentações.

A primeira banda do RJ a subir no palco foi a Cervical, um som pesado, díspar e totalmente expressivo. Era notável a proatividade e a interação do vocalista Pascoal Mello com os presentes que admirados acompanhavam o som dos músicos.

Cervical
A Affront tocava mais uma vez em SC. Acostumados com o clima catarinense, os músicos mantiveram mesmo com algumas falhas técnicas, o profissionalismo ao impulsionar suas canções presentes no álbum “Angry Voices”. E foi assim, com um petardo em cima do outro, solos sólidos e rápidos e a brutalidade do Death Metal. Logo em seguida, no bate-papo o vocalista Marcelo ressaltou e enalteceu o convite que foi feito para tocar no evento, o qual para ele é raro de se encontrar no estado do RJ.

Affront
E lá um Power Trio advindo do Centro Oeste brasileiro, executando suas músicas, uma a uma com a mesma intensidade da Demo “Infernal Domain”. A Armum encantada pelo evento manifestou uma condensação sonora, a presença dos vocais graves e timbrosos de Camila e as viradas de batera de Gesiel Coelho.

Armum
A Cartel Da Cevada fez uma das melhores performances, os gaúchos movidos pela energia da viagem e clima de festival, difundiram suas músicas com uma sincronização ímpar, com a sede de demonstrar seu máximo e é claro que não poderia faltar a aparição do “tinhoso” em “O Diabo é Da Fronteira”.

Cartel da Cevada
Fixos em frente ao palco, o público pode presenciar o show de duas headliners do fest, a Imago Mortis que fez um show surpreendente com seus arranjos peculiares, seu doom expressivo e a magia de suas canções. No entanto, sem muito esperar, os metalheads acompanharem depois da exibição dos cariocas, a apresentação do ReyToro (Uma das maiores bandas do Uruguai) que de forma caótica possibilitou vários moshes.

ReyToro (URU)
A grande atração da noite fez com que o festival inteiro pudesse cravar os olhos para o palco do Rota 66. O Sepultura se apresentou pela segunda vez no River e foi claro a performance de qualidade dos músicos, que traziam a divulgação do “Machine Messiah” em show único no estado. Evidente que relembraram clássicos como “Territory”, “Inner Self”, “Refuse Resist”, “Arise”, tal feito proporcionou rodas brutais, a fase épica de Eloy Casagrande, a mescla de sons com o novo álbum e a simpatia habitual de Derrick Green.

Sepultura
O projeto Cadaveric Hotel composto por apenas um integrante demonstrava gratidão ao Sepultura pelos músicos fazerem a abertura de seu show. Brincadeiras à parte, o músico enfatizou canções cômicas e de duplo sentido que deram um ar mais descontraído ao festival.

Cadaveric Hotel
A última banda a se exibir no sábado foi a Cassandra. O duo de Curitiba- PR enfrentou alguns imprevistos técnicos com o som inicialmente, mas logo tudo fora resolvido e puderam deixar fincada a passagem por Indaial. Com uma mistura de elementos, indo desde djent, stoner, doom e outras referências estabilizaram uma isocronia com suas composições autorais.

Cassandra

Casamento de Adriano e Ana Cláudia

O matrimônio entre o organizador e músico Adriano Ribeiro com Ana Cláudia Freitas personificou a singularidade do festival. Os recém cônjuges protagonizaram um momento de ternura em que os riffs das guitarras cederam à sutileza das palavras proferidas por Cláudio Tiberius. O mesmo coroou o casal e fez com que o público se comovesse com tal ato.

Casamento
Depois do agitado beijo, o noivo pulou para a galera e tudo isso exprimiu o carinho que os presentes mantêm com o guitarrista.

Com Enya sendo reproduzido através de Carla Domingues e Thiago Gonçalves, o recital Metal era composto por versos doces, simbólicos e eloquentes. O baile de debutantes iniciava-se, os headbangers dançavam com seus respectivos pares, inclusive alguns com garrafas de cerveja e assim caracterizou a parte romântica da aliança do River Rock Festival 2018 com você.

Bandas e Festivais Presentes

É de suma importância revelar as bandas que mesmo sem ter tocado no evento puderam otimizar seu tempo para locomover-se até o Vale. Alguns grupos presentes foram a Balboa’s Punch, Captain Cornelius, Homem Lixo, Juggernaut,  Mr Fear, Omnifarious, Plunder, Somberland, Tandra, They Come Crawling, entre outras.

Já em relação aos eventos, a parceria de festivais inclusos no River Rock Festival era vasta tendo nomes como o Agosto Negro, Fear Fest, Frai’n Hell Rock Festival, Iceberg Rock, Maniacs Metal Meeting, Otacílio Rock Festival, Rock In Hell Do Campo, Santana’s Sunday e Um Dia Livre Rock Festival.

Camping e Arredores

O camping estava bem acessível, com um amplo espaço para a colocação de barracas, gazebos e tendas. Também havia alguns stands de lojas especializadas em Rock/Metal, rádio e bancas de merchans dos grupos que se apresentavam.

Camping
A proximidade do palco foi algo a ser devidamente lembrado, pois normalmente conseguia-se a locomoção entre o espaço interior e exterior. Ao questionar o baterista Fernando Alfaro da Reytoro, o mesmo se mostrou admirado pela estrutura aos arredores do evento. De acordo com ele, são pouquíssimos festivais no Uruguai com essa base.

Organizadores e Produção

Com o convite do Patrick Souza da Sangue Frio Produções, nós ficamos encarregados por assessorar a parte da imprensa. O procedimento ocorreu de forma tranquila e foi uma experiência ímpar e gratificante.

Os idealizadores Adilson Frenzel, Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda se mostraram satisfeitos pelo resultado do fest e pela receptividade do público. Adriano ainda ressaltou algumas ideias a serem trabalhadas para a próxima edição e frisou pontos a aperfeiçoar-se, outros a continuarem e planos a serem colocados em prática.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Poliana Peres prepara lançamento do disco “Terça-feira”

A cantora Poliana Peres passeia pela MPB e pelo rock, pela delicadeza e maturidade de sua vivência no seu primeiro EP. Intitulado “Terça-feira”, produzido por Otávio Augusto Paulino, o disco – disponível nas plataformas digitais - será lançado dia 14 de outubro às 19h30 no Centro de Eventos de Turvo (SC).

Foto: Divulgação
O álbum leva esse título porque Poliana acredita que a terça-feira seja um dia neutro: “Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite, mas a terça pede calmaria”, comenta a cantora. Ainda sobre o contexto desse seu primeiro trabalho ressalta: “As músicas do álbum buscam trazer essa calmaria para quem estiver ouvindo”.

Na apresentação a artista vai interpretar as canções que integram o álbum, acompanhadas de outras que inspiram suas composições.

Para conferir o show a entrada é gratuita, mas haverá um espaço para os que comparecerem deixarem um quilo de alimento não perecível para doação a uma entidade que ainda será escolhida...

Ouça o disco:



Texto: Marlon Pires Leandro


terça-feira, 18 de setembro de 2018

As The Palaces Burn: Banda emerge no Metal Catarinense

Um projeto criciumense vem ganhando notoriedade aos poucos na região. A As The Palaces Burn é formada por músicos experientes advindos de bandas como Enforcer, Symbolica, Somberland e Thotten.



O grupo já divulgou em suas plataformas midiáticas, o single “The Devil’s Hand” que explanou um instrumental bem diferente com características modernas.



E recentemente fora difundido a canção “I Tried”, a mesma garante uma sequência de riffs técnicos e progressivos além da riqueza dos solos durante sua performance. A letra enfatiza a busca pela força interior em detrimento das falsas pregações religiosas.



A banda possui uma entrevista que poderá ser assistida abaixo:



O grupo é formado por:
Alyson Alves (Vocal)
Diego Bittencourt (Guitarra)
André Schneider (Baixo)
Gilson Naspolini (Bateria)

Plataformas Virtuais:



sábado, 15 de setembro de 2018

Santana’s Sunday: A volta do que não se foi

Ávidos e sedentos por um festival, os lageanos lá se encontravam tristes, cabisbaixos e se contentando com “tribailes” realizados nos galpões pela cidade. E agora, quem poderá nos salvar? É claro que o eterno herói lageano Santana comovido pela inerente falta de fests, se mostrou solidário com esses cabeludos literários revoltosos jovens com espírito desbravador.



Sim o Santana’s Sunday voltou, e agora Thomas Michel Antunes, Osni Padilha e Cyro Wolf foram cirúrgicos na escolha das bandas. Os grupos que vão se apresentar chocam-se mutuamente pela pluralidade de estilos exibidos.

A Groove Haze, mais uma vez subindo aos palcos do Refúgio do Lago, se destaca pela sua sonoridade “groovada” com mesclas de soul, cabe destacar a canção “Erva Doce”, autoral dos lageanos. Outra integrante da cidade é a Acidemia de Stoner/Doom, os músicos expõem apenas músicas próprias e na composição das mesmas, caminham rumos como Kadavar, Radio Moscow, Corpo-Mente, entre outros artistas.

A Racoon Club é personificada através da versatilidade de suas músicas e referências. Como som apresentado, a música autoral “Flicker” segue como uma das mais lembradas pelos fãs do grupo.

A Balthazar irá se exibir pela segunda vez, os druidas criciumenses carregam consigo o misticismo, a magia e o esoterismo através de suas canções com temáticas herméticas. O álbum homônimo cria uma atmosfera entre banda-ouvinte e caminha por um instrumental coeso, de solos arrastados complementados a riffs céleres e a uma sinergia da voz de Raul Galli.

No ápice da divulgação da Tour “Abbys Of Flesh”, a caxiense de Death Metal Infected Sphere continua a sua saga. Os músicos em seu âmago caminham entre as vertentes de Krisiun, Cannibal Corpse, Deicide, Dying Fetus, Disgorge, Carcass e outros sons na mesma linha. Além do Full Length, eles detêm um clipe da música “Bizarre Mutilation” no YouTube.

Com duas demos lançadas e três full lengths, a Losna é um Power Trio com 21 anos de estrada. Em sua trajetória já se apresentou em inúmeros festivais, como o Otacílio Rock Festival e hoje é considerada uma das maiores bandas do Rio Grande do Sul. As suas principais canções são “Back To The Grotto”, “Room 55”, “Grotesque Life” e “Slowness”, além de outros sons muito aclamados pelos headbagers.

Então mais um evento, mais uma chance de comparecer e mais um pontapé para o apoio à cena da região. Então garanta já seu ingresso que está disponível por 15 reais no Embaixada Bar, Hill Billy Rockhouse e no Morrigan Tatoo.




sexta-feira, 14 de setembro de 2018

United Forces Fest: Evento incendiará Criciúma no próximo final de semana

Eis que um mero final de semana recebe um novo festival que surge através de ideias sobre coletividade, apoio e reciprocidade na cena sem estereótipo de estilo.



O United Forces Fest é um projeto elaborado por amigos que corroboram e de forma mútua frisaram a necessidade da construção de uma plataforma que pudesse agregar os estilos Metal, HC e Punk e demais referências das respectivas vertentes.

Em entrevista, um dos mentores, Ivan Fabio Agliati citou a importância da criação do fest para o cenário. “A ideia é muito simples, gerar discussão com pessoas dispostas a falar de música, sem vazios, e sim provocar o conhecimento e crescimento da forma como ver e viver o Metal, nada de radicalismo exacerbado e sem qualquer fundamento, chega de ver radicais jogando regras furadas e mantendo o amadorismo nas ações e ideias”, frisa o organizador.

Para a composição do cast, o mesmo foi escolhido a “dedo”. Bandas que prezam pelo coletivo e pelo crescimento do underground. A banda de Death Metal Silent Empire, única proveniente de Criciúma esboça mais profissionalismo a cada show que tocam. Os músicos em sete anos de trajetória já difundiram o EP “Hail The Legions” e o recente “Dethronement Of All Icons” que angaria uma resenha da Urussanga Rock Music.

A Plunder vem de Lages e em sua essência preza pelo autoral. O grupo formado em 2015 traz um Heavy Metal com influências vastas, desde Running Wild, Saxon e Iron Maiden e possuem em sua sonoridade riffs descomunais.

No ápice da divulgação da Tour “Abbys Of Flesh”, a caxiense Infected Sphere direciona o Death Metal à capital carvoeira. Os músicos em seu âmago caminham entre as vertentes de Krisiun, Cannibal Corpse, Deicide, Dying Fetus, Disgorge, Carcass e outros sons na mesma linha. Além do Full Length, eles detêm um clipe da música “Bizarre Mutilation” no YouTube.

A última banda a ser apresentada foi a Viletale de Blumenau- SC. Com o anúncio do grupo, personificou ainda mais a identidade do festival uma vez que os blumenauenses estão em constante atividades nos eventos e festivais no estado com o intuito de transpassar o seu trabalho. Inspirados em literatura de terror, horror e cinema, os músicos mantêm três Eps, “Initiation”, “From The Depths Ov Mind”, “The Suicide Of Dei” e um single denominado “A Giftless December”.

Vale ressaltar que o evento acontecerá na Good Point Chopperia em Criciúma- SC e possui o apoio de Rapture Records, Dragao Studio, Like.Me Fotografia e Bravado Estúdio. Para a cobertura do mesmo foram confirmados os veículos independentes A Hora Hard, Cultura em Peso e O Subsolo.

Os ingressos estão sendo disponibilizados antecipadamente a 15 reais. Então mova-se e compareça a mais um festival de Santa Catarina.


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

1° Resistência Underground Fest: O Extermínio do Fascismo

Que a cadela do fascismo está sempre no cio, não restam dúvidas. E o que poderia acontecer nessa ascensão desse conservadorismo?



No interior de São Paulo, Fabio Luiz Montanari (Nuna Fanzine) resolveu criar algo que pudesse ir contra essa onda neofascista atuante. Como já está presente no M.R.U (Movimento de Resistência Underground) o produtor conhece bem o cenário independente do Metal brasileiro.

E não há lugar melhor para a escolha do local, como o município de Itapira- SP, cidade berço de grandes festivais, renomados eventos e de uma cena unida. Lá já se apresentaram bandas nacionais e internacionais, inclusive com contingente grande de público, sendo um dos mais lembrados, um show com quase 800 pessoas.

A interação camping, natureza, fazenda traz um âmago singular e identitário para o fest visto que o mesmo localiza-se na divisa de Itapira com Mogi-Guaçu- SP.

Outro fator a ser destacado é a pluralidade de estilos e a abrangência de ritmos, fugindo da segregação musical. O espaço geográfico também é bem descentralizado já que agrega bandas de outros estados, como Minas Gerais. A escolha dos grupos se deu baseado no MRU com três bandas do coletivo e metade de fora, todavia com a mesma chama antifascista.

A Cracked Skull realmente racha a “cuca” dos metalheads, os mineiros oriundos de Itaúna- MG fazem um som com muitas referências de Death Metal, com destaque para álbum “Social Disruption” resenhado pela Urussanga Rock Music. Também mineira, a Deadliness é um grande nome do Metal Brasileiro. O grupo possui quase trinta anos de estrada, nove demos e EPs além do full length “Guerreiros do Metal”.

A Vulture também é considerada um ícone do Death Metal nacional já que tem trabalhos muito bem elaborados, técnicos, concisos e que gradativamente se tornam parte do acervo musical dos amantes do estilo. Imagina rodar o disco “Test Of Fire” no possante ou o “Through The Eyes Of Vulture” com a ensurdecedora “Abençoado Seja O Homem Ateu”. Com essa época da ascensão do cristianismo na política, a música expressa a revolta da laicidade do Metal.

O “DIY” (Do It Yourself) estará presente no Grindcore/Punk/Crust da Ratas Rabiosas. A banda surgiu em 2013 com a ideia de algumas amigas que movidas contra o descontentamento e revolta em meio a atividade preconceituosa contra as minorias, resolveram criar um projeto para dar um basta nessas atrocidades. Elas têm como material lançado, o homônimo “Ratas Rabiosas” e a coletânea divulgada pela Utero Punk, “Mulheres em Perigo”.

Com o recente trabalho difundido, o EP “Hellcat Empire” da banda homônima foi muito marcante para os músicos. A banda, uma das pratas da casa, trabalha sua sonoridade através do Street Punk e West Coast Hardcore que é personificado através das suas músicas onde aborda o cotidiano, a intolerância e ódio na sociedade. Também advinda da região, a Wartheria aposta nas músicas cantadas em português, o que torna um diferencial em relação ao seu som. Este caracterizado através de um Thrash/Death Metal.

Os ingressos estão disponibilizados por apenas 15 reais (Com nome no mural do evento) e 20 reais na porta do mesmo. Então, além do preço acessível, da qualidade das bandas, da união antifascista e do camping diferenciado, o festival vai marcar uma nova época para o Metal, de resistência ante as garras do reacionarismo.


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