segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Turba Iracunda: A Resistência Antifascista Latino-Americana

Em setembro a Urussanga Rock Music esteve cobrindo o River Rock Festival e conhecemos a banda Turba Iracunda de Buenos Aires- ARG.


Os músicos estão na ativa há mais de 14 anos e trazem consigo a chama do HC/Metal de protesto, quebrando os pilares da burguesia. Inclusive os músicos na entrevista abaixo respondida por Cepe, nos contaram um pouco sobre a revolução latino-americana, a situação política atual no continente e sobre a sensação de tocar em um dos maiores festivais do Brasil. 



Primeiramente muito obrigado pela entrevista. Como foi o surgimento da banda?
Cepe Turba: Olá, a banda começou há quase 15 anos. O guitarrista Gedy tinha sido parte juntamente com Igal de uma banda de Hardcore (Confusão Mental) no início dos anos 90, quando este movimento surgiu aqui na Argentina. Com o fim da banda, Gedy, Oscar e Cepe iniciaram um novo projeto com Igal na bateria, Tincho na guitarra e um baixista. Nasce a Turba Iracunda.

Quais foram as principais influências musicais?
Cepe Turba: A variedade de gostos musicais dentro da banda é vasta como Punk, Heavy Metal e Hardcore influenciado por bandas como Rage Against the Machine, Sepultura, The Exploited, Suicidal Tendencies, Madball, La Polla Records, The Ramones e muitos outros.

E sobre os discos. Quantos e quais trabalhos vocês já divulgaram nesses 14 anos de trajetória?
Cepe Turba: Nós lançamos um álbum “Desde El Fondo Del Basurero”, dois Eps “Tu Eres La Antorcha” e “Canciones Para Oprimidos”, esse último em distribuição no Brasil. O grupo também participou de algumas compilações.

Em setembro, vocês tocaram no River Rock Festival em Indaial. Qual o feedback de vocês sobre o evento? Na Argentina, os festivais são semelhantes com o nosso?
Cepe Turba: A verdade é que encontramos excelentes pessoas, como uma grande família. Além dos irmãos que fizeram a nossa participação, os organizadores do festival e as pessoas que estavam presentes nos trataram muito bem. Para nós foi uma experiência inesquecível, infelizmente na Argentina não acontece esse tipo de festival.

E falando no Brasil. Hoje em nosso país há uma ascensão do fascismo na política, militares surgem para pregar os pilares da extrema direita. E recentemente vocês passaram pelo mesmo problema na Argentina. De acordo com as composições que vocês possuem e pela ideologia que pregam, qual a opinião sobre essa ascensão do conservadorismo na América do Sul?
Cepe Turba: Estamos muito mal, a Direita avançou na América Latina oprimindo a todos os povos, manipulando meios para seu interesse, reprimindo os protestos e censurando as pessoas que pensam diferente. Além disso estão fechando centros e espaços culturais e para nós resta ser a resistência e lutar contra isso novamente.

Pela proximidade geográfica entre os dois países, vocês acreditam que ainda há uma barreira de difusão de bandas entre Brasil e Argentina?
Cepe Turba: Totalmente, ambos os países estão perdendo bandas excelentes. No entanto, isso nós podemos mudar ao convidar bandas brasileiras a tocar na Argentina e vice-versa.

Quais os novos projetos do grupo? Há algum material sendo desenvolvido?
Cepe Turba: No momento estamos finalizando o nosso segundo disco, com 14 músicas em nosso estilo, a essência do furioso Hardcore Punk de protesto.

Formação Atual.
Cepe Turba: A formação conta com Igal (Bateria), Jota (Baixo), Gedy e Tincho (Guitarras), Oscar e Cepe (Vocais).

Plataformas Virtuais.

Em nome da Urussanga Rock Music, agradeço a disponibilidade para a entrevista. Se puder, deixe um recado para quem nos acompanha.
Cepe Turba: Eternamente grato a todos os irmãos que tornaram a viagem em terras brasileiras possível, fortalecemos o laço com eles e conhecemos pessoas excelentes. Devemos mencionar as seguintes bandas parceiras: F.A.R.P.A, Homem Lixo e Chute no Rim, que fizeram isso acontecer. Também agradecemos imensamente a Urussanga Rock Music pela entrevista.


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

TAC 8 em Ponto recebe o 1º Festival Rifferama


Após cinco anos (completados em agosto) promovendo a difusão da música feita em Santa Catarina, o Rifferama volta os seus esforços, também, para a realização de eventos. Em parceria com a produtora Luanda Wilk, o portal organiza o seu primeiro festival, que já tem data marcada: 2 de outubro, no tradicional TAC 8 Em Ponto, projeto da FCC (Fundação Catarinense de Cultura) executado no palco sagrado do Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis.



O 1º Festival Rifferama escolheu três nomes representativos do cenário autoral catarinense, de estéticas completamente diferentes. O evento apresenta o rock cerebral da Parafuso Silvestre, a genial e louca Orquestra Manancial da Alvorada e o folk do duo Capim, de Brusque. Os shows contam com participações especiais de músicos reconhecidos pelo público, como Maurício Peixoto (Outros Bárbaros), Fábio Mello (Brass Groove Brasil) e caras novas, como Thiago Mates (Stella Folks).

A Parafuso Silvestre lançou em maio deste ano o seu segundo EP, “Atos mortos”, que representou um grande amadurecimento na proposta de Taro Löcherbach (voz e guitarra), Julio Victor (baixo e guitarra), Bruno Arceno (guitarra e baixo) e Juarez Mendonça Jr (bateria). No último mês, o grupo foi consagrado com a participação na 6ª Orquestra de Baterias – o hit “Flor” foi tocado por cerca de 500 instrumentistas.



O primeiro disco da Orquestra Manancial da Alvorada foi gerado sob muita expectativa. Quem assistiu a trupe regida pelo maestro Julian Brzozowski desde o começo teve de esperar quase três anos para conferir “Via várzea” em estúdio. Revelação de 2017 segundo o Prêmio da Música Catarinense, que possibilitou a gravação do álbum, a OQMA presenteou o público com uma obra de qualidade e experimentalismo inéditos aqui no estado, fruto da potência vocal de Dandara Manoela e Marissol Mwaba e do refinamento técnico dos seus integrantes.



Formado por Luminoso (voz e violão) e Didi Maçaneiro (voz e percussão), o Capim é um projeto recente. A dupla, que canta sobre as belezas do Vale do Itajaí, tem até momento quatro músicas disponíveis nos seus canais oficiais: duas próprias, uma parceria com o poeta Bruno Kohl e “Dentro de vocês”, versão em português para “A Sea of Roses”, de Kenneth Pattengale, todas com belos vídeos publicados no Youtube. A influência de Expresso Rural é um traço marcante da sonoridade do duo.



Serviço:
O quê: 1º Festival Rifferama
Quando: 2 de outubro (Terça-feira)
Onde: Teatro Álvaro de Carvalho, rua Marechal Guilherme, 26, Centro, Florianópolis
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada), à venda no Sympla e nas bilheterias dos teatros Ademir Rosa-CIC, TAC e Pedro Ivo
Mais informações: Estacionamento ao lado do teatro e também ao lado da Fundação Cultural Badesc, na rua Visconde de Ouro Preto, 248

Vídeos:


Fonte: Rifferama


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Fish Ventura: A transição do cover para o autoral

Em 2014 no interior gaúcho, mais precisamente na cidade de Erechim, alguns amigos juntaram a ideia de esboçar algo com que tivessem afinidade em comum, em questão o Reggae e decidiram criar o projeto Fish Ventura. Até então, o grupo seria apenas para a divulgação de cover de bandas que eram referências para os músicos, dentre elas destacam-se Sublime, The Expandatles, Stick Figure, Pepper, Rebelution, O Mundo Analógico, entre outros artistas.



Quase três anos depois, os músicos decidiram reformular a banda e com isso enfatizou-se a ideia do desenvolvimento de canções autorais que em seu âmago pudesse trazer a positividade, o questionamento e a dúvida frequente no momento caótico explícito no país.

O grupo em sua trajetória possui quatro músicas autorais que serão difundidas abaixo:

A primeira a ser o carro chefe dos gaúchos foi o clipe “Chapéu Descolado” que possui forte presença de metais com um instrumental coeso e denso personificados até o término da mesma. Em sua letra, ressalta-se o espírito da selva e suas respectivas peculiaridades.



“Lancheira (O Importante é Caminhar) ” ingressa-se num clima animado que tem como figura principal em sua essência, o cão, o melhor amigo do homem. Essa temática mostra a simplicidade de um ato comum, a sutileza de um gesto e o carinho do afeto com seu respectivo bichinho.



A miscelânea dos estilos da banda é nítida em “Momentum Groove”, porque vai desde o Groove, Soul, Funk e Reggae. A canção se estabelece em meio aos moldes do sistema atual como uma afronta. Há uma quebra de estereótipos com uma nova visão de mundo livre de opressão e padrões.  



Recentemente fora difundido o quarto single da Fish Ventura. O mesmo denominado “Milonga” em sua chama busca a coletividade e a união, além de trazer a luta pela liberdade de pensamento, a suscetibilidade a novos tipos de ideias e uma conexão metafórica da milonga com o litoral.



As músicas foram gravadas no estúdio JBS em Getúlio Vargas e contou com a produção artística de Lucas Turski, Robson Black e a parte fonográfica por Jessé Prado. São mais de 12.000 mil visualizações, diversos acessos e centenas de inscritos no canal.

Atualmente, os músicos estão no processo de difusão do novo single “Sebastião” que com as demais formarão o Ep “Pilotem Suas Próprias Cabeças”.

Formação Atual:
Lucas Turski (Cordas)
Robson Black (Cordas e Vocal)
Maikel Simon(Trombone)
Geison Dartora(Sax)
Jessé Prado(Teclas e Guitarra)
Cezão Ferreiras(Baixo)
Cristiano Reis(Bateria)

A banda tem um recado:
“Ajudem a divulgar nosso som, a banda é totalmente independente e depende disso. PILOTEM SUAS PRÓPRIAS CABEÇAS...”

Plataformas Virtuais:
Deezer: https://www.deezer.com/br/album/56503232

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

15° River Rock Festival: A originalidade e miscelânea cultural fincaram raízes nessa edição


O Festival

Nos dias 07, 08 e 09 de setembro aconteceu um dos maiores festivais catarinenses, o River como é carinhosamente chamado configurou-se através da pluralidade de estilos, da ampliação e modificação da estrutura e do line-up repleto de atrações.



A nossa equipe saiu de Lages- SC na sexta-feira à tarde e chegou no período das 19h no Rota 66 em Indaial- SC. Durante o percurso, vale ressaltar a beleza do Vale, as cidades pequenas, porém bem desenvolvidas, a mescla da cultura alemã com a italiana e os trejeitos do interior catarinense.

Ao chegar ao local do evento, é nítido surpreender-se com a quantidade de veículos, pessoas e barracas logo no hall de entrada do mesmo. Lá no palco a banda Steel Warrior encerrava sua apresentação, fortemente caracterizada no Power Metal peculiar do grupo itapemense. Mesmo com alguns imprevistos relacionados a elétrica, os músicos conseguiram finalizar sua exibição muito bem.

Assim instalados e com a correria da sala de imprensa, do credenciamento e direcionamento das mídias, a URM intercalava em realizar entrevistas, fazer cobertura de fotos e vídeos, suprir dúvidas relacionados à imprensa e demais tarefas com o intuito de contribuir com o River Rock 2018. Todavia, perante a essa intensa jornada conseguimos prestigiar algumas apresentações.

A Flesh Grinder deu início ao primeiro show do “big 4 catarinense” formado pelos joinvilenses, pela Brasil Papaya, Khrophus e Rhestus. As quatro apresentações foram marcadas primeiramente por concentrar um grande número de pessoas em frente à grade, pela versatilidade da apresentação e inovação com resquícios de fogo e com pinturas faciais da Rhestus. Também é valido e notório a solidez da Khrophus e a harmonia e sincronia da Brasil Papaya.

Brasil Papaya
A alimentação era algo com múltiplas opções, desde variedades para o nicho vegano e vegetariano e a presença de um food truck com outros tipos de gastronomias.

A Leite de Velha encarou o evento como uma forma de expandir sua sonoridade às pessoas de outros estilos, como o Metal. O rock gaudério conseguiu trazer às atenções a músicas com temáticas cômicas e inusitadas.

As mídias presentes no evento mostraram profissionalismo e dedicação. Em conversa com Sidney do O Subsolo/Cultura Em Peso, o mesmo destacou a necessidade de profissionalizar o trabalho das mídias nos festivais e também ressaltou a importância dos canais para a divulgação. Vale ressaltar que a Vanessa Boettcher também estava lá cobrindo para o CEP.

Com a troca de horário, a Necrotério foi a primeira banda do Paraná a se exibir nessa edição. Um Death Metal Cru com riffs agressivos e céleres. Logo em seguida, a Slammer propagou a chama do anticristianismo, os curitibanos fizeram um altar mórbido e direcionavam mensagens diretas para a dogmática religiosa. O grupo reproduziu até um cover da banda Funeral, uma das primeiras de Black Metal no PR.  A Grimpha bradou “Death Metal Antifascista” e fez com que todos pudessem sentir a monstruosidade do seu respectivo instrumental assim como a potencialidade de suas letras.  

Slammer
Com a finalização da noite, pudemos ainda conhecer Guilherme Lindner do “Cena Livre” que estava executando seus trabalhos de difusão. E no bate-papo, o comunicador enfatizou a grandeza do evento e a simplicidade de cenas casuais que às vezes passa de forma impercebível a nossos olhos. Guilherme ainda concedeu algumas ideias para a continuidade do nosso trabalho e também sobre a elaboração do fest.

O sábado começou cedo, com alguns problemas relacionados à energia que rapidamente foram resolvidos. E o Carlão Fernandes que não tinha nada com isso se preparou e executou o Workshop que consistia em compartilhar suas técnicas, suprir as dúvidas e reproduzir alguns de seus sons da banda Khrophus.

Carlão Fernandes
Ao olhar para o camarim, ficava explícita a ideia de teatralidade dos músicos da Casa de Orates. Os itajaienses contagiaram os headbangers com suas músicas psicodélicas, com suas atividades artísticas de dança e diversidade musical.

Casa de Orates
A Escória de Timbó- SC mostrou o Punk Rock de protesto e de revolta. Com um repertório diferenciado, os músicos até divulgaram uma música para o antigo prefeito da cidade do vale. A sala de entrevistas estava a todo vapor, entrevistas com Casa de Orates, Xei e Sons In Black e Slammer estavam acontecendo, em virtude da execução das mesmas não foi possível acompanhar as demais apresentações.

A primeira banda do RJ a subir no palco foi a Cervical, um som pesado, díspar e totalmente expressivo. Era notável a proatividade e a interação do vocalista Pascoal Mello com os presentes que admirados acompanhavam o som dos músicos.

Cervical
A Affront tocava mais uma vez em SC. Acostumados com o clima catarinense, os músicos mantiveram mesmo com algumas falhas técnicas, o profissionalismo ao impulsionar suas canções presentes no álbum “Angry Voices”. E foi assim, com um petardo em cima do outro, solos sólidos e rápidos e a brutalidade do Death Metal. Logo em seguida, no bate-papo o vocalista Marcelo ressaltou e enalteceu o convite que foi feito para tocar no evento, o qual para ele é raro de se encontrar no estado do RJ.

Affront
E lá um Power Trio advindo do Centro Oeste brasileiro, executando suas músicas, uma a uma com a mesma intensidade da Demo “Infernal Domain”. A Armum encantada pelo evento manifestou uma condensação sonora, a presença dos vocais graves e timbrosos de Camila e as viradas de batera de Gesiel Coelho.

Armum
A Cartel Da Cevada fez uma das melhores performances, os gaúchos movidos pela energia da viagem e clima de festival, difundiram suas músicas com uma sincronização ímpar, com a sede de demonstrar seu máximo e é claro que não poderia faltar a aparição do “tinhoso” em “O Diabo é Da Fronteira”.

Cartel da Cevada
Fixos em frente ao palco, o público pode presenciar o show de duas headliners do fest, a Imago Mortis que fez um show surpreendente com seus arranjos peculiares, seu doom expressivo e a magia de suas canções. No entanto, sem muito esperar, os metalheads acompanharem depois da exibição dos cariocas, a apresentação do ReyToro (Uma das maiores bandas do Uruguai) que de forma caótica possibilitou vários moshes.

ReyToro (URU)
A grande atração da noite fez com que o festival inteiro pudesse cravar os olhos para o palco do Rota 66. O Sepultura se apresentou pela segunda vez no River e foi claro a performance de qualidade dos músicos, que traziam a divulgação do “Machine Messiah” em show único no estado. Evidente que relembraram clássicos como “Territory”, “Inner Self”, “Refuse Resist”, “Arise”, tal feito proporcionou rodas brutais, a fase épica de Eloy Casagrande, a mescla de sons com o novo álbum e a simpatia habitual de Derrick Green.

Sepultura
O projeto Cadaveric Hotel composto por apenas um integrante demonstrava gratidão ao Sepultura pelos músicos fazerem a abertura de seu show. Brincadeiras à parte, o músico enfatizou canções cômicas e de duplo sentido que deram um ar mais descontraído ao festival.

Cadaveric Hotel
A última banda a se exibir no sábado foi a Cassandra. O duo de Curitiba- PR enfrentou alguns imprevistos técnicos com o som inicialmente, mas logo tudo fora resolvido e puderam deixar fincada a passagem por Indaial. Com uma mistura de elementos, indo desde djent, stoner, doom e outras referências estabilizaram uma isocronia com suas composições autorais.

Cassandra

Casamento de Adriano e Ana Cláudia

O matrimônio entre o organizador e músico Adriano Ribeiro com Ana Cláudia Freitas personificou a singularidade do festival. Os recém cônjuges protagonizaram um momento de ternura em que os riffs das guitarras cederam à sutileza das palavras proferidas por Cláudio Tiberius. O mesmo coroou o casal e fez com que o público se comovesse com tal ato.

Casamento
Depois do agitado beijo, o noivo pulou para a galera e tudo isso exprimiu o carinho que os presentes mantêm com o guitarrista.

Com Enya sendo reproduzido através de Carla Domingues e Thiago Gonçalves, o recital Metal era composto por versos doces, simbólicos e eloquentes. O baile de debutantes iniciava-se, os headbangers dançavam com seus respectivos pares, inclusive alguns com garrafas de cerveja e assim caracterizou a parte romântica da aliança do River Rock Festival 2018 com você.

Bandas e Festivais Presentes

É de suma importância revelar as bandas que mesmo sem ter tocado no evento puderam otimizar seu tempo para locomover-se até o Vale. Alguns grupos presentes foram a Balboa’s Punch, Captain Cornelius, Homem Lixo, Juggernaut,  Mr Fear, Omnifarious, Plunder, Somberland, Tandra, They Come Crawling, entre outras.

Já em relação aos eventos, a parceria de festivais inclusos no River Rock Festival era vasta tendo nomes como o Agosto Negro, Fear Fest, Frai’n Hell Rock Festival, Iceberg Rock, Maniacs Metal Meeting, Otacílio Rock Festival, Rock In Hell Do Campo, Santana’s Sunday e Um Dia Livre Rock Festival.

Camping e Arredores

O camping estava bem acessível, com um amplo espaço para a colocação de barracas, gazebos e tendas. Também havia alguns stands de lojas especializadas em Rock/Metal, rádio e bancas de merchans dos grupos que se apresentavam.

Camping
A proximidade do palco foi algo a ser devidamente lembrado, pois normalmente conseguia-se a locomoção entre o espaço interior e exterior. Ao questionar o baterista Fernando Alfaro da Reytoro, o mesmo se mostrou admirado pela estrutura aos arredores do evento. De acordo com ele, são pouquíssimos festivais no Uruguai com essa base.

Organizadores e Produção

Com o convite do Patrick Souza da Sangue Frio Produções, nós ficamos encarregados por assessorar a parte da imprensa. O procedimento ocorreu de forma tranquila e foi uma experiência ímpar e gratificante.

Os idealizadores Adilson Frenzel, Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda se mostraram satisfeitos pelo resultado do fest e pela receptividade do público. Adriano ainda ressaltou algumas ideias a serem trabalhadas para a próxima edição e frisou pontos a aperfeiçoar-se, outros a continuarem e planos a serem colocados em prática.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Poliana Peres prepara lançamento do disco “Terça-feira”

A cantora Poliana Peres passeia pela MPB e pelo rock, pela delicadeza e maturidade de sua vivência no seu primeiro EP. Intitulado “Terça-feira”, produzido por Otávio Augusto Paulino, o disco – disponível nas plataformas digitais - será lançado dia 14 de outubro às 19h30 no Centro de Eventos de Turvo (SC).

Foto: Divulgação
O álbum leva esse título porque Poliana acredita que a terça-feira seja um dia neutro: “Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite, mas a terça pede calmaria”, comenta a cantora. Ainda sobre o contexto desse seu primeiro trabalho ressalta: “As músicas do álbum buscam trazer essa calmaria para quem estiver ouvindo”.

Na apresentação a artista vai interpretar as canções que integram o álbum, acompanhadas de outras que inspiram suas composições.

Para conferir o show a entrada é gratuita, mas haverá um espaço para os que comparecerem deixarem um quilo de alimento não perecível para doação a uma entidade que ainda será escolhida...

Ouça o disco:



Texto: Marlon Pires Leandro


terça-feira, 18 de setembro de 2018

As The Palaces Burn: Banda emerge no Metal Catarinense

Um projeto criciumense vem ganhando notoriedade aos poucos na região. A As The Palaces Burn é formada por músicos experientes advindos de bandas como Enforcer, Symbolica, Somberland e Thotten.



O grupo já divulgou em suas plataformas midiáticas, o single “The Devil’s Hand” que explanou um instrumental bem diferente com características modernas.



E recentemente fora difundido a canção “I Tried”, a mesma garante uma sequência de riffs técnicos e progressivos além da riqueza dos solos durante sua performance. A letra enfatiza a busca pela força interior em detrimento das falsas pregações religiosas.



A banda possui uma entrevista que poderá ser assistida abaixo:



O grupo é formado por:
Alyson Alves (Vocal)
Diego Bittencourt (Guitarra)
André Schneider (Baixo)
Gilson Naspolini (Bateria)

Plataformas Virtuais:



sábado, 15 de setembro de 2018

Santana’s Sunday: A volta do que não se foi

Ávidos e sedentos por um festival, os lageanos lá se encontravam tristes, cabisbaixos e se contentando com “tribailes” realizados nos galpões pela cidade. E agora, quem poderá nos salvar? É claro que o eterno herói lageano Santana comovido pela inerente falta de fests, se mostrou solidário com esses cabeludos literários revoltosos jovens com espírito desbravador.



Sim o Santana’s Sunday voltou, e agora Thomas Michel Antunes, Osni Padilha e Cyro Wolf foram cirúrgicos na escolha das bandas. Os grupos que vão se apresentar chocam-se mutuamente pela pluralidade de estilos exibidos.

A Groove Haze, mais uma vez subindo aos palcos do Refúgio do Lago, se destaca pela sua sonoridade “groovada” com mesclas de soul, cabe destacar a canção “Erva Doce”, autoral dos lageanos. Outra integrante da cidade é a Acidemia de Stoner/Doom, os músicos expõem apenas músicas próprias e na composição das mesmas, caminham rumos como Kadavar, Radio Moscow, Corpo-Mente, entre outros artistas.

A Racoon Club é personificada através da versatilidade de suas músicas e referências. Como som apresentado, a música autoral “Flicker” segue como uma das mais lembradas pelos fãs do grupo.

A Balthazar irá se exibir pela segunda vez, os druidas criciumenses carregam consigo o misticismo, a magia e o esoterismo através de suas canções com temáticas herméticas. O álbum homônimo cria uma atmosfera entre banda-ouvinte e caminha por um instrumental coeso, de solos arrastados complementados a riffs céleres e a uma sinergia da voz de Raul Galli.

No ápice da divulgação da Tour “Abbys Of Flesh”, a caxiense de Death Metal Infected Sphere continua a sua saga. Os músicos em seu âmago caminham entre as vertentes de Krisiun, Cannibal Corpse, Deicide, Dying Fetus, Disgorge, Carcass e outros sons na mesma linha. Além do Full Length, eles detêm um clipe da música “Bizarre Mutilation” no YouTube.

Com duas demos lançadas e três full lengths, a Losna é um Power Trio com 21 anos de estrada. Em sua trajetória já se apresentou em inúmeros festivais, como o Otacílio Rock Festival e hoje é considerada uma das maiores bandas do Rio Grande do Sul. As suas principais canções são “Back To The Grotto”, “Room 55”, “Grotesque Life” e “Slowness”, além de outros sons muito aclamados pelos headbagers.

Então mais um evento, mais uma chance de comparecer e mais um pontapé para o apoio à cena da região. Então garanta já seu ingresso que está disponível por 15 reais no Embaixada Bar, Hill Billy Rockhouse e no Morrigan Tatoo.




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