terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

13° Otacílio Rock Festival: A Serra é caminho dos grandes


Um dos festivais mais queridos do Sul do país chega a sua 13° edição. O Otacílio Rock Festival tem como costume proporcionar para seu público fiel, a grata hospitalidade e receptividade do povo de Otacílio Costa, na Serra Catarinense.

Com um nome consagrado, o evento já trouxe bandas como Master (EUA), Krisiun, Miasthenia, Ratos de Porão, Shadowside, Violator, MX, Rhesthus além de outros grupos importantíssimos para o cenário underground brasileiro.

O local para que isso aconteça é a tradicional Fazenda Cambará, que por sua beleza, fácil acesso e ampla área de camping, promove uma conexão ímpar com a natureza.  Os organizadores Denilson Luís Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno mostram que é preciso determinação, coragem e garra para continuar a transpassar a mensagem do Metal/Rock ‘n’ Roll.



Para essa edição, os headbangers foram contemplados com mais um dia de festival, a tão sonhada “sexta-feira” passou a entrar no calendário do evento. Além disso, os presentes acompanharão 23 bandas nacionais e uma banda internacional, os norte-americanos do Whiplash.



Sexta-Feira

Já na sexta, os riosulenses da Balboa’s Punch mesclarão o intenso Heavy Metal com pegadas alternativas de Thrash Metal. O grupo está trabalhando no desenvolvimento de canções autorais e conta com um videoclipe da canção “Paying With The Life” da banda catarinense Rhesthus.

Uma das bandas mais notáveis de Santa Catarina, a Pain Of Soul de Blumenau- SC é a segunda a se apresentar. A banda exibe um Gothic/Doom Metal regado a letras melancólicas e solitárias que retratam o vazio existencial. Os músicos têm duas demos lançadas, um single e dois full lengths, o “The Cold Lament” e o “The Rustle Of The Leaves”. O show manterá o misticismo habitual regado de riffs fúnebres.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos.

A lageana Conspiracy 666 agrega vários fatores, ou seja, traz um Black Metal com músicos experientes e conhecidos do meio musical. O grupo tem como seu carro chefe, a música “My Soul In Dressed In Ice”, a qual possibilitou um Ep de mesmo nome.

Ao encerrar da noite, a Tressultor vem com um Thrash Metal carregado de letras de cunho de revolta e contestatório. O grupo de São Bento do Sul possui dois materiais, as demos “Epidemia” e “Cartel de Juarez”.

Sábado

No sábado, as atividades começarão cedo, já que os bateristas Carlão Fernandes (Khrophus) e João Olivo (Frade Negro) exibirão um workshop mostrando algumas técnicas de bateria. Porém, logo em seguida, a Jhonny Bus de Lages- SC volta ao OTA para apresentar o Rock ‘n’ Roll habitual com algumas releituras de clássicos e com seu repertório autoral, com destaque para a já conhecida, “Shadow Walker”.

A Rest In Chaos se denomina como um “Trashcore”, a qual junta elementos do Trash Metal oitentista e das linhas nova-iorquinas de Hardcore. O grupo florianopolitano conta com os trabalhos “Worship Machines” e recentemente com o single “Look At Me”.

O terceiro grupo a subir ao palco da Fazenda Cambará, é a Spiritual Devastation de Lages- SC. O grupo recentemente divulgou o álbum “War And Peace” e contou com uma modificação em sua formação, o baixista Henrique Pereira Nunes dá lugar à Thiago Tigre (Mercenary Tales e Neófito).

São 15 anos de estrada com dois full lengths divulgados, os renomados “Black Souls In The Abbys” e “The Attack Of Damned”, assim a Frade Negro de Jaraguá do Sul - SC se mostra para os presentes. O grupo de Heavy Metal é um dos mais notórios do estado e carrega consigo a agressividade nos riffs e a potencialidade nos solos.

Formada em São José dos Campos- SP, a Chaos Synopsis manterá os níveis de adrenalina dos headbangers nas alturas. O Death/Thrash Metal será nítido nos moshes e rodas enquanto os músicos estiverem no palco. Os paulistas já lançaram nove trabalhos, sendo quatro full lengths, “Kvlt OV Dementia”, “Art Of Killing”, “Seasons Of Red” e recentemente “Gods Of Chaos”.

A Posthumous é um dos grupos mais antigos de SC. A banda foi formada em 1993 na cidade de Criciúma- SC e aos poucos tomou conta do cenário de Death/Black Metal da época. Como consequência disso, vieram duas demos e o preciosíssimo “My Eyes They Bleed”, eleito como um dos melhores discos nacionais de 1999. No entanto, a banda passou por um hiato e por algumas reformulações, e agora ao lado de R. Satan e R. Mutilator, estão os novos integrantes João Vitor Accordi, Otávio Schönhofen e Duda Alves (Somberland).

Tidas como uma das headliners do evento, a Genocídio carrega uma trajetória enorme de conquistas e reconhecimento no Metal Brasileiro. Os paulistanos possuem 17 materiais divulgados, sendo oito discos, os quais cabe destaque os clássicos, Depression de 1990 “Posthumous” de 1996 e o último “Under Heaven None”.

Ás 21:00h, pela primeira vez no Brasil, a Whiplash se apresentará. Os nervos dos metalheads estarão à flor da pele porque os norte-americanos trarão seus maiores hits, como “Burning Of Atlanta”, “Red Bomb”, “Stage Dive”, “Spit On Your Grave” e outras já conhecidas pelos thrashers. Recentemente os músicos anunciaram contrato com a gravadora Metal Blade Records e em breve estarão divulgando mais um trabalho, com a velha agressividade, celeridade e brutalidade de sempre.

Inspirados na literatura, em filmes de terror e em lendas urbanas, a Final Disaster de São Paulo – SP pretende surpreender o público presente. Nessa semana os músicos divulgaram o hidromel da banda, “a bebida dos deuses”, além dessa doce novidade, o grupo também difundiu o clipe de “Dark Passenger”.

A Krucipha faz do seu som uma mescla de elementos, seja no seu instrumental rico, no Groove Metal ou nas composições recheadas de metáforas, revolta social e questões comportamentais. O álbum “Inhuman Nature” foi lançado em 2017 e obteve críticas positivas, várias resenhas e feedbacks acerca da técnica presente no mesmo.

A Carniça voltará pela segunda vez em SC. Os músicos são originários de Novo Hamburgo e fundaram a banda no ano de 1991, de lá pra cá foram 27 anos e 10 materiais divulgados, sendo cinco demos, uma split e quatro full lengths, “Rotten Flesh”, “Temple’s Fall... Time To Reborn”, “Nations Of Few” e o recente “Carniça”. Eles misturam em suas composições temas sociopolíticos e obscuros mantendo em sua formação Mauriano Lustosa (Vocal), Parahim Neto (Guitarra e Backing Vocal), Marlo Lustosa (Bateria) e Vinicius Durli (Baixo).

Para encerrar a noite de sábado, mais uma proveniente dos caminhos do Thrash Metal. A Angry de Mauá- SP carrega em sua sonoridade influências de Slayer, Anthrax, Sepultura, Razor, Coroner, Sodom, entre outros grupos. Com essas referências tangem um instrumental rápido e célere, os quais é possível evidenciar no álbum “Future Chaos” de 2014.

Domingo

Depois de um longo sábado, os headbangers vão conferir Xei & Sons In Black que será a primeira banda a se exibir. O projeto é de autoria do produtor, compositor e vocalista Alexei Leão (Stormental). O trabalho exibe uma roupagem a temas acústicos com uma aposta no instrumental diferenciado através de uma miscelânea de estilos.

Com vasta experiência em festivais, a Silent Empire é outra banda que regressa ao Otacílio Rock Festival. O grupo já possui oito anos de estrada e carrega consigo dois trabalhos, o Ep “Hail The Legions” e o disco “Dethronement Of All Icons” divulgado no início de 2018. Um Death Metal sem firulas com gratas influências de Gorefest, Terrorizer e Kreator.

A Witches Town é um projeto que surgiu de músicos conhecidos, como Alexandre Ripper e Bruno Baldessari, Rafael Rau e Wellington Conte que juntaram as influências de várias vertentes do Metal e resolvera colocar em um projeto. A banda tem referências de Grave Digger, Accept, Judas Priest, entre outros grupos.

Os camboriuenses da Syn TZ são a sensação do Thrash Metal catarinense. Os músicos que compõem a banda são experientes e provenientes de outras bandas de SC, então com esse entrosamento e com o disco “Heavy Loud”, o grupo do litoral pretende surpreender os headbangers.

Diretamente da capital de SC, a Metal Gods fará um cover da lendária banda inglesa Judas Priest, trazendo aquele gostinho do tradicional Heavy Metal ao evento.

A Legado Frontal irá expor seu Metalcore, com suas referências vastas, indo de bandas nacionais a grupos internacionais. Em seu repertório, o grupo mescla composições autorais e covers e mostrará sua identidade no OTA.

Encerrando a edição de 2019 e outra headliner do evento, a Hillbilly Rawhide representará o estado do Paraná no fest. O grupo de Country Rock está na estrada há mais de 25 anos e traz músicas que remetem a cultura local e a tradições de seus conterrâneos e antepassados. A banda já tem lançado, vários trabalhos, mas consequentemente os mais pedidos são do disco “Ramblin, Primitive and Outlaws” e do “F.N.M”.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Slammer: Totalmente cru, blasfemo e anticristão

Com 22 anos de banda, a Slammer dispensa comentários quando o assunto é Metal Extremo. O grupo curitibano, conhecido por seus shows artísticos e por letras que remetem a heresia mostra que o Death/Black Metal está mais ativo do que nunca.

Em 2016, depois de um longo hiato Urso (Baixo e Vocal) e Zema (Guitarra) resolveram se juntar novamente e resgatar aquele grupo que foi um dos pioneiros do Metal paranaense. A ideia foi rapidamente colocada em prática e com isso precisou-se de um baterista, de antemão decidiram por chamar Bruno Hordak (Grimpha, Tripanossoma).

Foto 1: Disco
Depois de um show memorável em um dos maiores festivais do Brasil, o River Rock Festival, a Slammer passou a trabalhar na divulgação de seu primeiro trabalho. Com isso “Rage” surge à mesa do Metal Negro com três canções. O Ep foi produzido por André Mendes e Norberto Pie e a capa toda obscura levada ao misticismo ficou por conta de Thelma Rosa (Ursa).

A primeira faixa “Sons of Evil” já começa assustadora, sinos e uivo de lobos a tomam como intro. A música possui um instrumental natural sem firulas, exibe a pegada noventista do Metal Extremo. Ela fala sobre os filhos de Satã e sobre toda a legião.

“The Antichris’s Rage” chega em um momento crucial no Brasil. A música expõe as mazelas da hipocrisia religiosa e seus dogmas retrógrados. A solidez na sonoridade, os solos no meio da canção e os vocais rasgados de Urso tornam a atmosfera obscura, com isso é nítido a consistência do mesmo no refrão.

A Funeral foi uma das primeiras bandas de Metal a se formar no Sul do Brasil e aqui vai uma pequena homenagem do Slammer com a música “Profanation”. A misantropia toma forma das guitarras de Zema, Hordak praticamente sem parar nas bateras e a ingressão dos vocais de Sucoth Benoth (Amen Corner) replicam uma espécie de amálgama maldito. Sem nenhuma piedade e totalmente profana, a canção ressalta a podridão da historinha clériga esculpida nos pilares da sociedade.

Vale ressaltar que os músicos paranaenses estarão se apresentando no Maquinaria Rock Field 2019, festival tradicional no interior paranaense que nessa edição contará ainda com Pestilencia, Suburban Bastards, Strüen, Embrio, Krucipha, entre outras.

A banda Slammer é composta:
Urso (Vocal e Baixo)
Zema (Guitarra)
Hordak (Bateria)

Foto 2: Lyrian Oliveira

Plataformas Virtuais:

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Carcadia: Onde a psicodelia e o jeitinho mineiro se encontram


Da hospitaleira cidade de Santa Rita Do Sapucai- MG, um grupo de amigos movidos a influências musicais como Hendrix, Zeppellin,  Purple e Sabbath se reuniram para agregar seus gostos mútuos. A sonoridade que preconizava, era os belos idos dos anos 60 e 70, quando bandas como Jeferson Airplane, Cream e Yes faziam sucesso nas paradas musicais.

Foto 1: Facebook da Banda
A designação Carcadia surgiu de um apelido característico do bairro que liga Santa Rita do Sapucaí e Cachoeira de Minas. Realmente a beleza do lugar e o encanto das paisagens naturais foram alguns dos gratos motivos para a escolha do nome.

Em 2017 a banda divulgou seu primeiro trabalho, o “First Album” com nove canções autorais, sendo elas “Beating Sun”, “Long John Rider”, “Desert Fires”, “Desperate Western Song”, “No Meio”, ”Crawling Green Grass”, “Big Wing”, “That Morning” e “Prog In Me”.

Foto 2: Facebook da Banda


No ano seguinte pela bela aceitação perante a crítica, os mineiros desenvolveram a ideia de difundir seu primeiro videoclipe, “That Morning”. O audiovisual personificou o profissionalismo com as técnicas do instrumental com a bela voz de Pamela Rodrigues.



Hás sete meses, outra faixa do primeiro disco foi contemplada com um vídeo. A música “No Meio” é mais experimental e condensada, além de ter o destaque ser instrumental. Ela foi gravada por Marco Antônio da Alaboratório.



As composições da Carcadia possuem um vasto campo de ideias. A existência humana e comportamental são alguns temas abordados nas letras, assim como, consciência de classe, loucura e racionalidade do sistema.

Os músicos atualmente estão no processo de elaboração do novo álbum, que se chamará “Age Of Reason” e contará com nove músicas e participações de convidados especiais. Para esse ano, ainda há a ideia da realização de dois videoclipes. 

O grupo já pôde se apresentar em diversos eventos e festivais, tais como o Rock’n’Cold em 2017 e 2018, em Pedralva; Julho Fest em 2018, em Poços de Caldas; Hacktown em 2017 e 2018.

Agenda:
09/02 Rock Jam Uai (Santa Rita do Sapucaí- MG)
16/03 Covil Pub (Alfenas- MG)
01/06 Festa Aberta (Santa Rita do Sapucaí- MG)

Formação Atual:
Pamela Rodrigues (Vocal)
Mateus Paduan (Guitarra)
Hegel Guimarães (Guitarra)
Rodrigo Castro (Baixo)
Paulo Otávio (Bateria)

Plataformas Virtuais:
Streaming:



Redes Sociais


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Raging War: Banda anuncia guitarrista Rafael Zang (Ex Mastervoid e Juggernaut)


A Urussanga Rock Music começou uma parceria com a VP Produtora. O projeto consiste em divulgar matérias e notícias sobre bandas que compõem o cenário do Metal brasileiro.


E para iniciar as postagens, a banda de Thrash Metal Raging War da cidade de Brusque - SC, anunciou essa semana seu novo guitarrista, confira o post oficial na fanpage da banda:


"Salve thrashers! Esta é a nova formação da Raging War, com Rafael Zang (ex-Juggernaut, ex-Mastervoid) na Guitarra! Sua estréia nos palcos será no próximo Otacílio Rock Fest em 15/02 às 22:30h. Aguardamos vocês lá! Stay Thrash!"

Vale ressaltar que o grupo irá se apresentar em fevereiro no 13° Otacílio Rock Festival, evento tradicional na cidade de Otacílio Costa- SC. 

Instagram: @ragingwarofficial




sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Brutal Morticínio: "O elitismo, o conservadorismo e o machismo são insustentáveis no Metal"

A Urussanga Rock Music trouxe à mesa de entrevistas, a Brutal Morticínio de Novo Hamburgo- RS, para debater assuntos concomitantemente relevantes sobre o cenário musical brasileiro: a ascensão do neofascismo e do Cristianismo no Underground.

Foto 1: Facebook da Banda

 Primeiramente, obrigado por nos conceder essa entrevista. Hoje a Brutal Morticínio consequentemente é tida como uma das maiores bandas Underground do Sul do país. Nesses 12 anos de estrada, qual a visão do grupo em relação a essa trajetória?

Matheus: Primeiramente gostaríamos de agradecer por esta oportunidade. A banda teve início em 2006. Teve como ponto inicial fazer um som ríspido, voltado para a velha escola do metal negro, com músicas que versassem sobre a nossa cultura e os ideais de resistência próprios do povo latino americano. Desde o início tivemos o propósito de elaborar esta vertente do Pagan Black Metal com uma temática indigenista e voltada para a defesa dos povos que nativos da América. Desde o surgimento da banda até agora, podemos perceber a modificação do underground. Ainda que tímida acredito que boa parte das pessoas que está inserida neste meio tornou-se mais consciente de seu papel e do próprio papel da cultura de resistência que é o underground. Apesar de ser ainda apenas uns passos iniciais neste sentido, acredito que pudemos dar a nossa parcela de contribuição, o que nos deixa muito realizadas, uma vez que é um dos objetivos da própria existência da banda.

Christian: Agradecemos o espaço. Não cheguei a fazer parte do início da banda, mas sempre achei muito interessante a proposta. Quando ouvi o primeiro disco pela primeira vez achei muito foda. Pensei: deveriam existira mais bandas como essa. Hoje vejo como a banda teve um reconhecimento positivo nesses anos de trabalho e luta pelo e no Underground e me sinto honrado em fazer parte disso.

Na banda já passaram diversos integrantes e constantes modificações entre os mesmos. O que essas mudanças influenciaram no resultado atual?

Matheus: Acredito que o ideal para uma banda é ter os seus integrantes estabilizados. Nem sempre isso é possível. Acredito que a maioria dos músicos que tocou conosco deu sua parcela de contribuição. Prezamos principalmente pela ideologia e seu comprometimento com a banda e o underground, antes de suas ditas qualidades como “músico”. Creio que cada um dá sua parcela de contribuição e acaba deixando a sua marca na banda. 

Christian: Acho que todos, exceto um, têm sua contribuição de uma forma ou de outra. Manter uma formação as vezes não é uma tarefa muito fácil, uma vez que tem vários fatores que podem dificultar, como trabalho por exemplo. Mas para nós o mais importante é o comprometimento. Outro fator importante é ser compatível com a ideologia da banda. Recentemente cometemos um erro de contar com alguém que conhecíamos pouco sobre, e que depois acabou se mostrando de verdade. Tomamos a providencia na mesma hora.

O primeiro full length “Despertar dos Chacais... O Outono dos Povos” explicitou (assim como a demo lançada anteriormente) a pluralidade temática que remete assuntos como a podridão humana, a morte e a hipocrisia religiosa. Como foi o procedimento de desenvolvimento do álbum?

Matheus: A história da construção do álbum está meio na gênese da banda. Uma vez que ela se origina para tocar esses sons e tentar resgatar algo de old school que havia se perdido em parte naquele momento. Além de abordar uma temática diferenciada, uma vez que era muito comum na época bandas brasileiras versando sobre mitologia nórdica e outras abordagens de um distanciamento com um diálogo mais real com nossa história e com nossas vivencias. Desde o início tivemos o propósito de divulgar um som com ideais e sonoridade fora dos padrões impostos pela sociedade, que muitas vezes acabam minando o próprio Underground.

A banda tem também como propósito, construir uma contraofensiva a todo o conservadorismo impregnado no Metal. Isto está apenas no começo e por isso as bandas precursoras sofrem um pouco mais, mas acredito que este pensamento cristão/ capitalista, tem seus dias contados dentro do Metal Extremo. A receptividade de início da mídia chamada de especializada foi bastante fria, pois há uma preferência clara destes órgãos maiores de divulgação por certas hordas que estão mais na “moda” ou pelos velhos medalhões e sem dúvida alguma, para as bandas da Europa. No entanto, a receptividade dos reais guerreiros foi muito boa e interessante. Passamos a estabelecer muitos contatos com guerreiros de todas as regiões do Brasil, trocando ideias e materiais, um saldo para mim muito positivo.

Foto 2: Metal Archives
Christian: Não participei no desenvolvimento desse trabalho, mas gostaria muito de ter feito parte. É um disco espetacular. Acredito que retrata bem a banda quanto a ideologia.

O último trabalho que vocês difundiram se chama “Obsessores Espíritos das Florestas Austrais” e lá inclui um trabalho digno de ser um estudo antropológico. Os povos ameríndios, os nativos e a cristianização são expostos de maneira direta e crua. Hoje quatro anos depois, pensando nesses povos, ainda há grande resquícios dessa “europeização” do latino-americano?

Brutal Morticínio: A proposta da banda sempre foi ter este viés de reconhecimento e de valorização dos povos ameríndios. Do Brasil, mas como um todo. Acho muito importante termos este reconhecimento histórico. A resistência destes povos assim como das populações negras, foi durante um bom tempo relegadas a um segundo plano na cultura do Metal Underground, o que acabou por acarretar um terreno fértil para manifestações elitistas e racistas. Na minha opinião, são a própria antítese do movimento.

Foto 3: Metal Archives
O Brutal Morticínio propõe além de fazer a valorização dos povos nativos e a assim dita história dos esquecidos, mas também tentamos estabelecer um diálogo com a resistência atual principalmente destes povos, mas dialogar com a resistência e a colaboração mútua que existe por exemplo nos movimentos sociais. No meu ponto de vista é desta forma que conseguiremos vencer a europeização e a cristianização, que no final das contas é um amálgama para o sistema capitalista fazer a sua exploração de maneira velada. Deixá-lo mais explícito, deixar que ele mostre sua cara mais cruel também é papel na resistência dos povos nativos e também do próprio Underground.

Há um coletivo denominado MRU (Movimento de Resistência Underground) e lá são debatidas ideias sobre o fascismo, o conservadorismo e a ascensão da extrema direita no underground. Recentemente pegando o gancho, vocês se posicionaram contra um candidato intolerante da escória cristã. Como foi a receptividade perante ao público sobre tal ato?

Matheus: Acredito que a criação e a aglutinação de pessoas com um pensamento mais crítico em grupos como o MRU e o RABM são altamente positivos, e também o resultado de um amadurecimento do próprio metal underground, que passa a não analisar as coisas apenas de maneira dogmática, estabelecendo a música e a atitude com uma relação em pé de igualdade. Cada vez que a atitude é posta em discussão, o conservadorismo, elitismo, machismo e outras coisas babacas que estavam inseridas no Metal Underground, elas ficam cada vez mais insustentáveis.

As eleições deste ano (2018) escancararam uma série de valores que haviam sido domesticados nos anos pós ditadura. Saíram do armário uma série de preconceitos que pareciam não existir mais. Isso se reflete diretamente entre os apreciadores de Metal Extremo.

Christian: Sobre o ato, recebemos uma onda de ataques no início, como fizeram com todos que se pronunciaram contra durante as eleições. Alguns xingamentos até eram engraçados de ler. A página até passou a ter mais seguidores verdadeiros enquanto que os seguidores do tal candidato foram saindo junto com o ataque em massa.

Em entrevista ao Whiplash, vocês puderam exprimir um pouco de seus pensamentos sobre o nazismo. Atualmente no Sul do país, há um número alarmante sobre tendências do tipo. Inclusive recentemente houve um caso no underground gaúcho envolvendo essa prática. Na opinião de vocês, porque esse número é tão alarmante visto que nossa região foi berço de grandes políticos como Brizola e João Goulart?

Matheus: Acredito que por ser uma região de colonização alemã e italiana misturada com uma tremenda falta de acesso à cultura e educação faça-se essa relação bastante tosca. Por algum motivo ilógico, acreditam que a cultura alemã ou italiana é superiora. Sustentam isso no pretenso desenvolvimento do Sul do pais em detrimento do restante, principalmente Norte e Nordeste. Não há a tentativa mínima de compreender os aspectos econômicos, históricos e políticos que levaram a esse diferente desenvolvimento. Apenas de uma maneira ridícula apontam para a questão racial.

Sem dúvida, Brizola tem um importante papel na luta contra os militares na campanha da legalidade ocorrida aqui em Porto Alegre nos anos 60, além disso, o sul do Brasil tem uma larga tradição do movimento operário, desde os grupos anarquistas do início do século XX, passando por Luis Carlos Prestes, a organização do Fórum Social Mundial e o orçamento participativo mais recentemente. Experiências concretas da luta dos trabalhadores. Os próprios imigrantes alemães e italianos, além dos espanhóis carregaram para o Brasil a experiência da luta operária e de sua organização. É uma pena e um grande atraso que a população aqui do Sul ultimamente pense de uma maneira muito mais conservadora do que, por exemplo, no final do século passado.

Mais preocupante ainda, é ver a cena do underground concordando com o pensamento ultraconservador e caindo nas ciladas da grande mídia e se achando “cult” por disseminar os mesmos preconceitos seculares do país. É foda, mas tem momentos em que o pensamento do pastor e do “banger” do NSBM são exatamente a mesma!

Presenciamos neste último momento de eleições gerais que os radicais de direita saíram do armário. O que temos visto aqui no Sul é que de toda essa marra e discursos de violência rumou para a tendência oposta. Por suas posturas eles escolheram ficar escondidos em casa e não participam dos eventos. Na prática foi bom para o underground, pois vimos quem é quem, e pudemos presenciar toda a postura preconceituosa e covarde dos militantes da direita.

Christian: Cara, realmente não sei até onde a colonização tem relação a isso, ou a "Europa" no Brasil, mas acho que tem mais relação com a ignorância cultural e política mesmo. Esses nomes que foram dados como exemplo na questão, muitos não vão saber quem são. Outros vão lembrar do nome, pois já ouviram falar em algum lugar.  Quanto a essa banda, fiquei sabendo e é revoltante ver que no meio tem gente do tipo. Assim como tanta gente apoiando Bolsonaro.

Em setembro, fizemos a cobertura do River Rock Festival e lá se apresentou uma banda chamada Turba Iracunda, os músicos originários da Argentina trouxeram o antifascismo tradicional da América do Sul para o fest. Para vocês, porque há ainda uma barreira muito grande de difusão do Metal latino em nosso país?

Matheus: Acho bastante interessante e também bem complicada esta coisa. Muitos países produzem muito e tem uma cena relativamente grande. Infelizmente pouca coisa de bandas latinas ou de outros lugares que não seja a Europa ou os EUA nos chegam. Os países latinos como o México ou o Equador produzem muito e muita coisa de qualidade, mas pouquíssimo acesso temos. Nós erramos. Nos acostumamos nesse papel passivo de apenas receber da Europa, num comportamento bem bizarro que na prática reproduz o mainstream.

Com o advento das tecnologias de compartilhamento deveríamos ter um papel muito mais ativo e realmente de underground e de grande resistência ao chamado “mercado fonográfico” que mesmo entre nós opera de forma violenta, valorizando os artistas, sobretudo europeus, e necessariamente não acho que ficamos devemos em nada para eles.

Christian: Sinceramente, acredito que muitos não conhecem ou não sabem sequer sobre a própria cena local, imagine de fora. Os países vizinhos estão com muitas bandas boas e uma cena bem interessante, mas só ouvimos falar de bandas dos EUA ou da Europa. E até acho que de certa forma tentam nos fazer "engolir" isso.

Em relação aos novos projetos, o que podemos esperar nos próximos meses?

Matheus: Estamos lançando o nosso terceiro álbum “An Indigenous War Black Metal Front”. Primeiramente o álbum será divulgado apenas pelo YouTube pela Dragon Distro & Productions com o apoio da Balrog Records e dos portais RABM e MRU. Até o início do ano de 2019, o álbum também estará em outras plataformas exclusivamente digitais. Entre março e abril de 2019 o lançamento do álbum em formato tape será realizado pela gravadora Balrogh Records. O álbum “An Indigenous War Black Metal Front” foi mixado e masterizado por Roger Fingle no estúdio Nitro em Caxias do Sul (Rio Grande do Sul). Roger Fingle também produziu o segundo álbum da Brutal Morticínio intitulado “Obsessores Espíritos das Florestas Austrais”.

Ele também será, como os demais, um álbum conceitual cantado predominantemente em português onde são abordadas questões como o massacre e a luta de povos indígenas no processo de colonização e também a sua resistência nos dias atuais.

Foto 4: Metal Archives
Christian: Estamos perto de lançar o novo trabalho. Primeiramente vai ser lançado virtual e no ano que vem vai sair o material físico. Esperamos fazer shows pelo Brasil.

Formação Atual.

Brutal Morticínio: A banda passou por inúmeras mudanças no seu line up, mas atualmente conta com: Tormento (Baixo e Vocal), Chris Podreira (Guitarra) e Inglorion (Bateria).

Plataformas Virtuais.

Um recado para quem nos acompanha.

Brutal Morticínio: Gostaria de agradecer ao espaço concedido ao Brutal Morticínio e gostaria de convidar a todos os leitores para acompanhar o nosso som através de nossas mídias e também convidar a todos os reais guerreiros do underground a firmarmos uma parceria como um fim de uma ajuda mútua para a construção de uma cena mais comprometida com os reais valores do underground.


domingo, 16 de dezembro de 2018

Raging War: A Coesão e Técnica do Thrash Metal Catarinense

Há um ano, alguns amigos se reuniram para firmar uma parceria e criar uma nova banda. E das cinzas da renomada Monster Of Truck surgiu a Raging War, um grupo com metade dos integrantes da capital catarinense e outros dois da cidade de Brusque- SC.

Os músicos através de seus conhecimentos acerca sobre Thrash Metal mesclaram influências às suas canções, referências consagradas como Slayer, Destruction, Dark Angel, The Mist, Testament, Anthrax, Death Angel e Forbidden são algumas responsáveis pelo som característico dos mesmos.

No mesmo ano de surgimento divulgaram o Live Ep contendo quatro músicas, sendo estas “Enforced System”, “Third World”, “Corroding Chemistry” e “Black Forest”. O material foi produzido de maneira independente e trouxe consigo o âmago peculiar até então conhecido pelo público, a celeridade.

No entanto, em junho de 2018 movidos pela vontade de difundir um trabalho mais conciso e completo, fora anunciada a divulgação do disco homônimo “Raging War” contendo dez faixas, com versão limitada, produzido e mixado de maneira independente e tendo arte feita por Márcio Aranha e fotos por Vanessa Boettcher.



Logo na primeira faixa, a introdutória “Prelude To War” já mesclou o estrondo e uma sinfonia ao término da mesma fazendo a conexão com “Strength For Better Days”. Essa, por conseguinte traz um instrumental mais cadenciado personificado através da sincronia entre guitarra e bateria em grande parte da música, além do solo descomunal no final. A composição ressalta traços da urbanização desenfreada como consequência da violência, pobreza, individualismo e pressa.

A terceira canção “Third World” é o reflexo do subdesenvolvimento. Um país emergente que não respeita a liberdade, não preserva a fauna e flora e vive a dependência dos exploradores mundiais. A sonoridade caminha por riffs agressivos e rápidos.

“Enforced System” ingressa de forma mais harmônica e depois de um gutural grave alterna a um instrumental encorpado e cru com vocais explícitos rasgados nos refrães. A música fala sobre a ganância e ambição pelo dinheiro, o resultado dessas escolhas.

A quinta canção gradativamente se torna o carro-chefe dos músicos. “The Meaning” possui um videoclipe com quase 3.000 visualizações no YouTube. É a mais técnica do material, possui sonoridade ímpar e sólida com um solo ágil e pela intensidade do refrão faz com que quem a ouça, acabe por cantar os trechos “What’s The Meaning of Real Love?, What’s The Meaning Of Real Hate...”. A letra ressalta a forma como as pessoas propagam o ódio às outras e qual o real significado disso. Será que uma escultura de barro é mais importante que a vida humana?



A potencialidade e brutalidade de riffs são facilmente encontradas na faixa “Hell On Earth”. A mesma é uma metáfora aos dias atuais e retrata toda a intolerância, intransigência e opressão gerenciadas por uma geração massiva que não consegue ter o viés crítico e indagativo.

Com um solo desolador e um instrumental célere, “Black Forest” é uma das mais preciosas do full length. A faixa expõe traços da floresta negras que carrega consigo animais que vivem à beira dos seus nevoeiros e que se moldam as leis e formas da natureza.

Quando um petardo sonoro toma conta dos seus ouvidos, você não consegue negar ou deixar de ouvir. “Corroding Chemistry” tem esse poder, pois a cada baquetada de Roberto Barth e solos de Wellington Oliveira faz com que o caos tome conta do instrumental. Já a composição, exibe perspectivas e pré-julgamentos através de uma vida de sorrisos falsos. Ou seja, ela mostra as atitudes de algumas pessoas tóxicas com que temos que conviver rotineiramente.

“Entrails Of A Corrupted Mind” é mais um destaque no disco, ela é marcada pelos backing vocals de Ricardo Lima e pelos vocais firmes e sólidos de Rudi Vetter. Ela entra num solo longo e totalmente agressivos e perambula por riffs rápidos e intensos. A letra cria uma conexão entre o capitalismo e suas mazelas com o egoísmo e com a concupiscência do ser humano.

Encerrando o álbum, “Bastard Dogs” finaliza-o de maneira com que fica o “gostinho de quero-mais”. A técnica e a sincronia são vívidas na canção, o refrão é forte e expressivo e a sonoridade busca o resultado final que seria, peso somado a melodia potencial. Ela diretamente retrata sobre religião e poder, e o efeito que os mesmos produzem. O terror, a insanidade e o desespero causado pela dogmática religiosa.

Formação Atual:
Rudi Vetter (Vocal)
Ricardo Lima (Baixo e Backing Vocal)
Roberto Barth (Bateria)
Wellington Oliveira (Guitarra)

Plataformas Virtuais:
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCz0LnWkQ7MXp33c3y0YIg0A/featured

sábado, 8 de dezembro de 2018

Mordeth: O misticismo por trás do disco "The Unknown Knows"

Nove anos se passaram desde o último EP divulgado, o “Robotic Dream”. A eminência do tradicional Death Metal, da antiga escola e dos anos 90 fez com que os músicos apostassem em novos aditivos para a composição, obviamente mantendo a velha chama habitual.

A Mordeth de Rio Claro- SP possui 30 anos de estrada e carrega consigo vários Eps, Demos, Live Álbuns e Full Length, com destaque para o Lux In Tenebris (1993) e o “Animicide” (2002). Em setembro desse ano, disponibilizado pela Heavy Metal Rock, os paulistas divulgaram o disco “The Unknown Knows”.



O álbum foi masterizado e mixado no Estúdio RG Produções e possui uma capa totalmente esotérica já lhe impondo um ar de indagação. “Será que estamos sozinhos no universo?”. A resposta pra isso pode assustar ou nos deixar um pouco desconfortável.

A faixa “The Unknown Knows” é voltada para o instrumental e introduz “Monolith”. Uma cadenciação de riffs e um estupor incessante faz os vocais chocarem-se com a atmosfera da canção que busca respostas. Será que estamos sozinhos? E o monólito que caiu ao norte, dará as respostas necessárias para nós humanos?

“The Gray Man” traduz analiticamente a personificação do “homem cinza”, a pessoa que se camufla frente às outras. No entanto, o grupo através de metáforas fez com que o homem ficasse à beira dos transtornos existenciais e comportamentais.  A sonoridade mantém um ritmo frenético, intenso e rápido, alternando em grandes trechos da música.

A quarta canção é “UVB-76” e possui 04:21 min. A mesma é uma estação de rádio de ondas curtas, o qual ninguém sabe quem opera ou seu real significado. Com códigos morse, nomes desconhecidos e tons agudos, a teoria de que ela possa ser utilizada a favor de forças extraterrestres ou de serviço secreto russo só aumenta. Com trechos dela, a música rapidamente se expande a uma celeridade descomunal que caracteriza um instrumental coeso e técnico.

“Blank Share” denuncia um problema. O ser humano está cada vez mais engessado e robotizado, ou seja, não se sabe mais diferenciar uma máquina de um homem. No entanto, há algumas lacunas a serem explicadas e o mesmo para obter isso trava uma batalha pelo ego.  Com a aparição vívida da guitarra, a faixa caminha a um ponto circunstancial simbolizada pela sintonia com a cada “baquetada” de Roge e pelo solo sólido no meio da canção.

A sexta faixa é “Beyond” que ingressa com uma sonoridade mais lenta e síncrona, onde abruptamente dá lugar a riffs agressivos e constantes. A mesma trata de um assunto um tanto quanto complexo, a mente humana e suas limitações. Durante seus 04:56 min, ela indaga sobre as fronteiras do subconsciente e sua forma de existência.

A última faixa do disco é “Wake-Up Machine”. Ela antecede a demo “Robotic Dreams” e possui cerca de 05: 39 min. Com uma atmosfera mórbida e melancólica, ela impulsiona um instrumental coeso, expressivo e lembrado pela construção de um clima harmônico à faixa. “Wake-up Solitary Thinker...” (Acorde pensador solitário), consequentemente a vida é muito mais misantrópica que o ser humano. As memórias se vão, os momentos serão esquecidos e tudo aquilo que foi construído será jogado às cinzas.

Com uma ideia de explanar as músicas do seu Ep “Robotic Dreams” divulgado em 2009, a banda deu a continuação do disco às canções do material produzido há nove anos atrás. O mesmo ressalta as ideias de robotização, sistematização humana, irracionalidade dos homens em busca do poder e sua autodestruição. Além de possuir um instrumental cru e ríspido mescla perfeitamente o tradicional Death Metal e o progressivo.

Formação Atual:
Vlad (Voz e Guitarra)
Wit (Baixo)
Roge (Bateria)

Plataformas Virtuais:
Facebook: https://www.facebook.com/Mordeth-113648398706716/
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC17PFD_mphc1Pq75yGwVYTw

Heavy Metal Rock: https://www.facebook.com/hmrock83/


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